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No caminho para a escola, a estrada era cheia de mato, ficando apenas as veredas. No inverno, além do mato, tinha muita poça d’água que no fim do inverno virava lama. Nossa primeira professora particular foi Da. Maria da Penha Guedes Figueiredo, conhecida por Dona Penhinha. Com 1 ano ou 2 [de idade], ela comunicou a meu pai que nos colocasse em um colégio, então papai nos colocou no grupo escolar Pe. Joaquim de Menezes, que ainda hoje existe.

A gente precisava ir para o colégio de tamancos por causa da lama, então papai falou com a diretora, Da. Odília Coelho, para consentir em a gente entrar e arrodear o colégio, lavar os pés na bomba, calçar os sapatos e ir para a sala da aula. Nossos tamancos eram feitos da seguinte maneira: nosso pai encomendava a madeira do tamanco de acordo com a medida dos pés de cada uma; as tiras dos tamancos eram de sola, que cada uma retirava do couro curtido que papai comprava do curtume; então, as pregávamos com talhas na madeira.

As canções que aprendi no orfeão dirigido pelo maestro do grupo escolar:

“No quintal da minha casa tem um pé de abacaxi, que já deu por engano dois cajus e um sapoti”;

“O trem blim-blam vai saindo da estação e eu – oh oh – deixo o meu coração, acenando com o lenço bandeira da saudade muito além, lá na curva o trem apita: piú... piú...”;

“Pau-pau pereiro ingratidão

Todo pau serrando cai

Só pau pereiro que não cai”.

Eu cursava o segundo ano primário quando faleceu uma colega de paratifo. A diretora veio com as alunas para o sepultamento; quando chegamos à casa da falecida, fiquei com muito medo, pois sabia que se tratava de uma doença contagiosa. Não entrei na casa, e fui a última da fila no cortejo fúnebre. No entanto, antes de um mês adoeci de paratifo, cujos sintomas eram muita febre e dor de cabeça, e o intestino não funcionava. Precisava mamãe, tua avó, me dar lavagem, e eu trevaliava muito. Esta doença fez meus cabelos da cabeça caírem, e...

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