Facebook Informações Ir direto ao conteúdo

Quando pensamos no Outono, o que nos vem à mente são folhas se espalhando pelo chão, tempo escuro como se estivesse prestes a anoitecer. Nasci num final de tarde assim, final de abril. Nasci no final de uma década, final de século, milênio. Nasci antes e depois de tudo. Digo isso por que muita de minhas lembranças de criança parecem ter saídas da Idade Média, afinal o Brasil até bem pouco tempo atrás ainda vivia um período medieval. Eu vivi coisas, apesar de ser relativamente jovem que muita gente não viu, que muita gente acha que é de um passado remoto, mas também sou muito atual, entendo por exemplo, de computador mais que a maioria dos jovens de hoje.

Quando eu era muito criança, eu tinha uma imaginação que ia além dos limites da própria imaginação. Minha imaginação vivia comigo como se fosse realidade, e eu vivia com minha imaginação como se eu fosse uma imaginação. Sempre fui muito calado, quase autista, mas não sou autista e isto refletiu em minha personalidade enquanto eu crescia. Tudo para mim era mágico, cada vez que eu descobria algo, eu viajava para outro mundo.

Nos primeiros anos de minha vida, mudávamos muito, moramos em Mato Grosso do Sul onde nasci e onde a maioria de minha família vive até hoje. Morei em Goioerê no Paraná, época onde comi muito caqui e laranja, tinha um pomar atrás de casa, tempo bom. Depois demos um salto enorme, fomos direto para o Norte, Rondônia. Época muito marcante em minha vida.

A primeira vez que vi alguém se despedindo. A primeira vez que parei de chorar por vontade própria.

Palavras-chave: infância, imaginação, nascimento

O Museu da Pessoa está em constante melhoria de sua plataforma. Caso perceba algum erro nesta página, ou caso sinta falta de alguma informação nesta história, entre em contato conosco através do email atendimento@museudapessoa.org.

Histórias que você pode gostar

A Odisseia de Amara
Vídeo Texto

Amara Moira

A Odisseia de Amara
Uma vida, um banco e uma história
Texto

Cleonice Rodrigues Fernandes dos Reis

Uma vida, um banco e uma história
Lobato, graças ao grande Lobato
Vídeo Texto
Corpo limitado, imaginação infinita
Vídeo Texto

Lucas Gabriel Barbosa dos Santos

Corpo limitado, imaginação infinita
fechar

Denunciar história de vida

Para a manutenção de um ambiente saudável e de respeito a todos os que usam a plataforma do Museu da Pessoa, contamos com sua ajuda para evitar violações a nossa política de acesso e uso.

Caso tenha notado nesta história conteúdos que incitem a prática de crimes, violência, racismo, xenofobia, homofobia ou preconceito de qualquer tipo, calúnias, injúrias, difamação ou caso tenha se sentido pessoalmente ofendido por algo presente na história, utilize o campo abaixo para fazer sua denúncia.

O conteúdo não é removido automaticamente após a denúncia. Ele será analisado pela equipe do Museu da Pessoa e, caso seja comprovada a acusação, a história será retirada do ar.

Informações

    fechar

    Sugerir edição em conteúdo de história de vida

    Caso você tenha notado erros no preenchimento de dados, escreva abaixo qual informação está errada e a correção necessária.

    Analisaremos o seu pedido e, caso seja confirmado o erro, avançaremos com a edição.

    Informações

      fechar

      Licenciamento

      Os conteúdos presentes no acervo do Museu da Pessoa podem ser utilizados exclusivamente para fins culturais e acadêmicos, mediante o cumprimento das normas presentes em nossa política de acesso e uso.

      Caso tenha interesse em licenciar algum conteúdo, entre em contato com atendimento@museudapessoa.org.

      fechar

      Reivindicar titularidade

      Caso deseje reivindicar a titularidade deste personagem (“esse sou eu!”),  nos envie uma justificativa para o email atendimento@museudapessoa.org explicando o porque da sua solicitação. A partir do seu contato, a área de Museologia do Museu da Pessoa te retornará e avançará com o atendimento.