Não sei bem por que estou aqui. Estava zapeando meio sem destino, tentando fugir dos sites óbvios, facebook e youtube, quando achei o link chamado "museu da pessoa". Resolvi entrar e dar uma olhada sem compromisso, como fazemos nas lojas. Achei muito interessante o vídeo a respeito das origens dos nomes, e me deparei com o link para que eu contasse a minha história, o que me fez pensar: o que teria eu pra contar? Certamente bem pouco daquilo que eu gostaria. Há vinte anos atrás, aos dezessete, me imaginava hoje, oito de março de 2014, numa situação bem diferente. Em todos os aspectos possíveis. E na busca por culpados, encontrei somente a mim.
Mas talvez não seja coincidência estar aqui, nesse momento, escrevendo na pretensão de que estranhos me leiam. Talvez contar uma história, a minha história, seja o momento de recomeçar. E aquilo que seria a narração de uma derrota, seja de uma superação. E, como em toda fábula que crescemos lendo e ouvido, apesar de tudo tenha um final feliz.