Minha história com as IST/Aids começa em 1993, quando, por uma contingência, assumi a então coordenação municipal de DST/Aids de Piracicaba-SP. Para mim, que já era completamente apaixonado pela saúde pública, foi como uma injeção de combustível nessa paixão, o que nos levou a construir do nada uma Rede de Atenção às DST/Aids e mais, algo que ainda nem se chamava assim, uma “Linha de cuidado” para essas infecções.
Assumi a coordenação municipal e logo participei da primeira oficina com o então Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, ainda sob a coordenação da saudosa Dra. Lair Guerra.
Oito anos depois, em 2001, passei a integrar a equipe do PN-DST/Aids, inicialmente como técnico e posteriormente como chefe da ASPLAV – Assessoria de Planejamento e Avaliação, onde fiz amigos para a vida toda.
Estive nessa função até 2005. Foi um período de grande aprendizagem e de grande ebulição nas políticas públicas para o enfrentamento das IST/HIV/Aids.
Na busca por uma nova modalidade de financiamento das ações no país, superando a lógica dos convênios, até então praticada, que não vinha apresentando os resultados esperados, construímos a “Política de Incentivo”, como ficou conhecida, possibilitando o repasse de recursos fundo-a-fundo para estados, município e Distrito Federal, com definição de valores para financiar ações da Sociedade Civil em cada estado e Distrito Federal, além de trazer consigo uma dinâmica inédita e revolucionária para o país, no que se refere aos processos de planejamento e de monitoramento da execução dos planos, por meio de sistemas informatizados integrados.
Essa revolução metodológica permitiu grandes avanços no enfrentamento da epidemia em todos os campos: científico, tecnológico e, principalmente, humano.
De volta a Piracicaba, retomei minha trajetória no município, sempre muito próximo do Programa Estadual de IST/Aids de São Paulo e da Coordenação,...
Continuar leitura
Minha história com as IST/Aids começa em 1993, quando, por uma contingência, assumi a então coordenação municipal de DST/Aids de Piracicaba-SP. Para mim, que já era completamente apaixonado pela saúde pública, foi como uma injeção de combustível nessa paixão, o que nos levou a construir do nada uma Rede de Atenção às DST/Aids e mais, algo que ainda nem se chamava assim, uma “Linha de cuidado” para essas infecções.
Assumi a coordenação municipal e logo participei da primeira oficina com o então Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, ainda sob a coordenação da saudosa Dra. Lair Guerra.
Oito anos depois, em 2001, passei a integrar a equipe do PN-DST/Aids, inicialmente como técnico e posteriormente como chefe da ASPLAV – Assessoria de Planejamento e Avaliação, onde fiz amigos para a vida toda.
Estive nessa função até 2005. Foi um período de grande aprendizagem e de grande ebulição nas políticas públicas para o enfrentamento das IST/HIV/Aids.
Na busca por uma nova modalidade de financiamento das ações no país, superando a lógica dos convênios, até então praticada, que não vinha apresentando os resultados esperados, construímos a “Política de Incentivo”, como ficou conhecida, possibilitando o repasse de recursos fundo-a-fundo para estados, município e Distrito Federal, com definição de valores para financiar ações da Sociedade Civil em cada estado e Distrito Federal, além de trazer consigo uma dinâmica inédita e revolucionária para o país, no que se refere aos processos de planejamento e de monitoramento da execução dos planos, por meio de sistemas informatizados integrados.
Essa revolução metodológica permitiu grandes avanços no enfrentamento da epidemia em todos os campos: científico, tecnológico e, principalmente, humano.
De volta a Piracicaba, retomei minha trajetória no município, sempre muito próximo do Programa Estadual de IST/Aids de São Paulo e da Coordenação, depois Departamento, no nível Nacional.
Embora minha trajetória tenha sido técnica nessa história, o que me moveu e moveu a todos os envolvidos, foram os sentimentos de solidariedade, integração e empatia.
Muitos de nós, integrantes daquela equipe, a exemplo do Dr. Dráurio Barreira, ainda estão na linha de frente das políticas de enfrentamento. Outros, como eu, aposentaram-se e/ou mudaram de área dentro do setor saúde, porém, com absoluta certeza, cultivam e exercitam em suas vidas, profissional e pessoal, os ensinamentos aprendidos na “Luta contra a Aids” que nos tornaram seres humanos melhores.
Recolher