Poema Pós Nuclear
Os dias são eternos, muito mais que outrora.
Os anjos deserdaram do meu mundo.
E o meu espelho não reflete mais, então me procuro pela casa.
As lagrimas são tão constantes, e eu choro por ti.
Vejo luzes no céu, iluminando crianças, os loucos e os mendigos nas ruas.
Um dia tive um sonho, e as pessoas estão doentes, sem rosto e sem sangue
Sorrisos pálidos e inconstantes, crianças mortas e os enfermos oram no pitais.
Culpa, Culpa, Culpa...
O sal vem com o vento nas praias do mar de óleo diesel.
Já faz tempo vi um pássaro, fiz minhas preces e dormi na escuridão
Senhor tende piedade de nós.
Li livros antigos procurando resposta, somos tão fracos.
No natal de brinquedos eletrônicos aprendi a matar.
Ouço alguém nas ruas que anuncia profecias que já não me
Venderam meu mundo, chuvas ácidas, mar de metal, clones
Noticias vem do norte, dizem que uma criança nasceu.
mercúrio bebo para matar a sede.
Tento dormi, mas não consigo, meu coração ainda pulsa, medo das dores que já passei, se um dia
acreditei no amor.
Hoje já não me faz falta esse sentimento.
Vi mulheres grávidas a muito tempo... Nossos planos.
Ouvi promessas.
Construí uma casa.
Mandei flores.
Esse mundo é tão imperfeito?
Tento mas não consigo morrer, mesmo quando se sabe a já estamos todos motos.
Os anjos deserdaram.
Tenho fome.
Eu vou sair para voltar mais tarde e recorda que un dia no espelho \\\'Eu\\\' me vi
Senhor tende piedade de NÓS
Texto escrito Wanderley M Jesus.