As parcerias público-privadas (PPPs) vêm ganhando espaço no Brasil como instrumento para impulsionar o desenvolvimento social e econômico, especialmente em um cenário de restrições fiscais e aumento da demanda por serviços públicos mais eficientes. Para Paulo Roberto Esequiel de Mendonça, engenheiro civil e assessor especial da Secretaria de Estado de Relações Federativas e Internacionais (SERFI), esse modelo permite viabilizar investimentos em áreas estratégicas como infraestrutura, saneamento, mobilidade urbana e saúde, ampliando a capacidade de execução do poder público.
Segundo Mendonça, as PPPs fortalecem a articulação entre governo, iniciativa privada e sociedade civil, possibilitando soluções mais estruturadas e alinhadas às necessidades da população. Regulamentado no Brasil desde 2004, o modelo tem se consolidado ao longo dos anos, com crescimento significativo no número de projetos e contratos firmados por estados e municípios, refletindo maior maturidade institucional e aprimoramento na estruturação dessas iniciativas.
O especialista destaca ainda que, diante das limitações orçamentárias enfrentadas pelos entes públicos, as parcerias permitem compartilhar riscos, atrair capital e incorporar conhecimento técnico da iniciativa privada. Quando bem planejadas e com governança adequada, essas iniciativas podem melhorar a eficiência dos serviços, gerar investimentos bilionários e contribuir diretamente para a qualidade de vida da população e para o desenvolvimento econômico local.