A governança corporativa se consolidou como um fator central para a sustentabilidade dos negócios, especialmente em um cenário de juros altos e maior rigor regulatório. Para o economista Paulo Narcélio Simões Amaral, práticas como transparência, controles internos e compliance deixaram de ser diferenciais e passaram a ser exigências do mercado, com impacto direto no custo de capital e na capacidade de expansão das empresas.
Segundo o especialista, companhias com estruturas de governança mais sólidas tendem a inspirar maior confiança de investidores e credores, o que se traduz em melhores condições de financiamento. Além disso, a governança também fortalece a gestão interna, melhora a qualidade das decisões e reduz riscos operacionais e financeiros, aumentando a previsibilidade dos resultados.
No Brasil, o avanço regulatório e a pressão de investidores, inclusive estrangeiros, têm ampliado a adoção dessas práticas, que já se estendem a empresas de médio porte. Para Narcélio, a tendência é clara: mais do que uma escolha estratégica, a governança corporativa se tornou condição essencial para crescimento sustentável e longevidade empresarial.