A alta dos juros tem pressionado a gestão financeira das empresas brasileiras, exigindo decisões mais criteriosas e planejamento rigoroso. Para o economista Paulo Narcélio Simões Amaral, o foco deixa de ser apenas crescimento e passa a ser eficiência com sustentabilidade financeira. Nesse contexto, o aumento do custo de capital torna projetos mais seletivos e exige revisão constante das prioridades de investimento.
Segundo o especialista, iniciativas com geração de caixa mais rápida ganham relevância, enquanto a gestão de liquidez se torna essencial para enfrentar períodos de incerteza e aproveitar oportunidades. Ao mesmo tempo, ele alerta que interromper investimentos pode comprometer a competitividade, reforçando a necessidade de equilíbrio entre prudência e expansão.
A diversificação e o fortalecimento da gestão de riscos também são estratégias-chave em cenários de maior volatilidade. Com crédito mais restrito, empresas com boa governança e previsibilidade de resultados tendem a acessar melhores condições. Para Amaral, o diferencial está no planejamento: companhias que alinham disciplina financeira, análise de cenários e visão de longo prazo conseguem atravessar ciclos de juros altos com mais resiliência.