Senhor Paulo Nabhan, de ascendência libanesa por parte de seu pai, nasceu em Ponta Porã, então no Estado de Mato Grosso (hoje Mato Grosso do Sul), aos vinte e cinco dias de janeiro do anno da graça de mil novecentos e vinte e três. Era filho do Senhor Neif Jorge Nabhan, libanês que viera para o Brasil no começo do século, homem de lavoura e juiz de paz, e da Senhora Angelina Martins Nabhan, de raízes brasileiras. Cresceu o dito Senhor Paulo em terras de fronteira, junto ao Paraguai, onde a família se estabelecera em fazendas e sítios, aprendendo desde tenra idade o trabalho honesto do campo e do transporte.
Ainda moço, o Senhor Paulo mudou-se para a região de Rochedo e, depois, para Corguinho, onde se fez fazendeiro e caminhoneiro destemido. Transportava cargas por estradas difíceis, sustentando a casa com suor e esforço, como convinha a um homem de sua linhagem. Aos vinte e quatro annos, em seis de dezembro de mil novecentos e quarenta e sete, na vila de Rochedo, desposou a Senhora Maria Abadia Ribeiro Nabhan – Dona Maria Abadia, nascida a dezoito de junho de mil novecentos e trinta e dois na Fazenda São Romão, filha do Senhor João Ribeiro e da Senhora Rosa Maria. Foi um casamento abençoado, ainda que mais tarde, em vinte de outubro de mil novecentos e oitenta, em Campo Grande, o casal se separasse judicialmente, como é lícito aos homens e mulheres da terra.
Deste sagrado enlace nasceram nove filhos, que o Senhor Paulo criou com esmero e dedicação: o Senhor Adrelino Ribeiro Nabhan (nascido a dezessete de outubro de mil novecentos e cinquenta e três), a Senhora Guiomar Ribeiro Nabhan (doze de abril de mil novecentos e cinquenta e cinco), o Senhor Neif Jorge Ribeiro Nabhan (vinte e um de março de mil novecentos e sessenta), a Senhora Nelma Aparecida Ribeiro Nabhan (dezesseis de agosto de mil novecentos e sessenta e dois), o Senhor Carlos Ocrécio Ribeiro Nabhan (dezessete de outubro de mil novecentos e sessenta e três), a Senhora...
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Senhor Paulo Nabhan, de ascendência libanesa por parte de seu pai, nasceu em Ponta Porã, então no Estado de Mato Grosso (hoje Mato Grosso do Sul), aos vinte e cinco dias de janeiro do anno da graça de mil novecentos e vinte e três. Era filho do Senhor Neif Jorge Nabhan, libanês que viera para o Brasil no começo do século, homem de lavoura e juiz de paz, e da Senhora Angelina Martins Nabhan, de raízes brasileiras. Cresceu o dito Senhor Paulo em terras de fronteira, junto ao Paraguai, onde a família se estabelecera em fazendas e sítios, aprendendo desde tenra idade o trabalho honesto do campo e do transporte.
Ainda moço, o Senhor Paulo mudou-se para a região de Rochedo e, depois, para Corguinho, onde se fez fazendeiro e caminhoneiro destemido. Transportava cargas por estradas difíceis, sustentando a casa com suor e esforço, como convinha a um homem de sua linhagem. Aos vinte e quatro annos, em seis de dezembro de mil novecentos e quarenta e sete, na vila de Rochedo, desposou a Senhora Maria Abadia Ribeiro Nabhan – Dona Maria Abadia, nascida a dezoito de junho de mil novecentos e trinta e dois na Fazenda São Romão, filha do Senhor João Ribeiro e da Senhora Rosa Maria. Foi um casamento abençoado, ainda que mais tarde, em vinte de outubro de mil novecentos e oitenta, em Campo Grande, o casal se separasse judicialmente, como é lícito aos homens e mulheres da terra.
Deste sagrado enlace nasceram nove filhos, que o Senhor Paulo criou com esmero e dedicação: o Senhor Adrelino Ribeiro Nabhan (nascido a dezessete de outubro de mil novecentos e cinquenta e três), a Senhora Guiomar Ribeiro Nabhan (doze de abril de mil novecentos e cinquenta e cinco), o Senhor Neif Jorge Ribeiro Nabhan (vinte e um de março de mil novecentos e sessenta), a Senhora Nelma Aparecida Ribeiro Nabhan (dezesseis de agosto de mil novecentos e sessenta e dois), o Senhor Carlos Ocrécio Ribeiro Nabhan (dezessete de outubro de mil novecentos e sessenta e três), a Senhora Lindalva Ribeiro Nabhan (vinte de fevereiro de mil novecentos e sessenta e cinco), o Senhor Paulo Sergio Ribeiro Nabhan (sete de setembro de mil novecentos e sessenta e nove), a Senhora Linda Sandra Ribeiro Nabhan (sete de fevereiro de mil novecentos e setenta e dois) e um nono filho, nascido a dezesseis de junho de mil novecentos e setenta e quatro em Campo Grande. Destes descendem hoje numerosas gerações que honram o nome Nabhan em Mato Grosso do Sul.
Excelência, não se contentou o Senhor Paulo com a lavoura e o caminhão. Logo após a emancipação de Corguinho, em mil novecentos e cinquenta e três, iniciou sua vida pública como vereador, servindo o município com integridade. Depois, foi eleito prefeito pela primeira vez em mil novecentos e cinquenta e cinco, tomando posse a trinta e um de janeiro de mil novecentos e cinquenta e seis pelo Partido Social Democrático. Governou novamente de mil novecentos e sessenta e quatro a mil novecentos e sessenta e nove pela ARENA, de mil novecentos e setenta e três a mil novecentos e setenta e sete também pela ARENA, e por fim de mil novecentos e oitenta e três a mil novecentos e oitenta e nove pelo PMDB – quatro mandatos não consecutivos, como poucos alcançaram.
Em seus governos, o Senhor Paulo deixou obras que ainda hoje falam de sua memória: construiu a primeira escola municipal, ergueu a ponte sobre o Córrego Formiga, levantou o ginásio poliesportivo que hoje leva seu nome – Ginásio Paulo Nabhan –, e implantou a eletrificação rural em quarenta por cento das propriedades. Nos annos de grande seca de mil novecentos e sessenta e sete e sessenta e oito, ele próprio dirigia caminhões-pipa para levar água ao povo sedento. Criou ainda a tradicional Festa do Milho, que permanece até os dias de hoje como patrimônio cultural de Corguinho. Era homem de ação, católico devoto e autodidata, que punha o bem comum acima de tudo.
Viveu o Senhor Paulo até aos sessenta e sete annos de idade. Faleceu em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, a catorze de março de mil novecentos e noventa, vítima de cardiopatia e acidente vascular cerebral. Foi velado na Câmara Municipal de Corguinho, com presença de autoridades, e sepultado no Cemitério Santo Amaro. Sua esposa, a Senhora Maria Abadia, partiu depois, a trinta de junho de mil novecentos e onze, no Hospital Regional.
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