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Por: Museu da Pessoa, 24 de junho de 2009

A primeira mulher na refinaria.

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A primeira mulher na refinaria.

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Meu nome é Patrícia Toepper Vieira, eu nasci em 22 de setembro de 1973, em São Paulo.

A origem do meu nome é alemã, o meu bisavô era alemão. O meu avô já era brasileiro. Eu acredito que foram meus bisavós que vieram para cá. Por parte de pai, os meus avós eram índios. É uma mistura bem delicada. Alemão com índio.

Eu entrei na Petrobras em 2002, porque uma amiga da minha mãe, que tinha um marido que trabalhava na Petrobras, avisou que ia ter um concurso e era para eu fazer inscrição. Como ela falava muito, eu falei: “Mãe, eu vou fazer inscrição porque a Terezinha fala muito. Senão, eu vou acabar perdendo a paciência.” Eu fiz o concurso. Fui fazer a prova sem acreditar muito. E, no dia que ia sair o resultado, ela ligou para a minha casa às seis horas da manhã porque tinha visto na internet que eu tinha passado. Foi inacreditável Eu entrei para a Revap [Refinaria Henrique Lage] e me lembro que a gente teve um curso de formação de mais ou menos uns seis meses. O que me marcou nesse período foi o meu medo de altura. Teve um professor que nos levou na área e tivemos que subir num forno que era muito alto. Eu rezei tanto, tanto, tanto. Depois perdi o medo e hoje já não existe mais essa dificuldade. Quanto mais alto melhor.

Eu sou operadora. O começo da carreira é na área, para você conhecer tudo que acontece lá fora e depois nós treinamos no painel. Hoje eu só fico no painel. Temos que tomar todos os cuidados em relação à pressão, temperatura e controle do processo, para todos os produtos saírem enquadrados. E além de que, lá fora, você tem pessoas trabalhando, por isso é preciso tomar muito mais cuidado, porque qualquer erro você pode colocar a vida de alguém em risco, tanto de alguém que está lá fora quanto, dependendo da extensão, de pessoas da comunidade próxima.

Eu nunca soube o que é que era uma bomba. Quando falaram pela primeira vez de uma bomba eu pensava: “Meu pai O que será que é isso?”...

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