Memória Petrobras
Entrevistado por Inês Golveia
Depoimento de Patrícia Toepper Vieira
São José dos Campos 24/06/2009
Realização Museu da Pessoa
Entrevista nº PETRO_TM108
Transcrito por Sidnei de Freitas Barros
P/1 – Pra começar, Patrícia, quero que você diga seu nome completo, seu local de nascimento e a data do seu nascimento.
R – Ta. Meu nome é Patrícia (Topper?) Vieira. Nasci em 22 de setembro de 1973 em São Paulo.
P/1 – Quando você entrou na Petrobras, Patrícia?
R – Em 2002.
P/1 – E qual foi a circunstância da entrada, o que é que te motivou, como é que foi a entrada?
R – Foi uma amiga da minha mãe, que o marido trabalhava aqui na época, que avisou que ia ter um concurso, pra eu fazer inscrição. Como ela falava muito, eu falei: “Mãe, eu vou fazer inscrição porque a Terezinha fala muito. Senão, eu vou acabar perdendo a paciência.” Só que não foi por acaso, né? Eu fiz o concurso. Fui fazer a prova sem acreditar muito. E, no dia que ia sair o resultado, ela ligou na minha casa seis horas da manhã que ela tinha visto na internet que eu tinha passado. Aí, foi inacreditável.
P/1 – Nessa ocasião você ainda morava em São Paulo?
R – Não. Eu mudei pra São José eu tinha mais ou menos uns dez, 11 anos. Já morava aqui há muito tempo já.
P/1 – E essa entrada foi direto na Revap?
R – Foi direto na Revap.
P/1 – Você se lembra do seu primeiro dia de trabalho?
R – Olha, eu me lembro que a gente teve um curso de formação de mais ou menos uns seis meses. E durante esse curso o que eu lembro, assim, que mais me marcou, é porque eu tinha medo de altura. Aí, num dia desses teve um professor que levou a gente lá na área e a gente teve que subir num forno e era muito alto e eu rezei tanto, tanto, tanto. Aí, depois eu perdi o medo e hoje eu não tenho mais medo. De jeito nenhum. Quanto mais alto melhor.
P/1 – Você entrou pra trabalhar em que área, Patrícia?
R – Na área do craqueamento e desasfaltação que é que eu to até hoje.
P/1 – Explica pra gente o que é o craqueamento e...
R – Então, assim: o petróleo, ele entra na destilação e tira as partes nobres na primeira destilação; o que sobra da destilação, que é torre de vácuos, sobra o resíduo que é resíduo de vácuo. A gente tem a unidade da desasfaltação que pega o resíduo de vácuo e faz carga para o craqueamento. O craqueamento é o (ordes?) que saiu lá da desasfaltação e passa junto com o catalisador e aí sim, ele se transforma num produto, que não tinha muito valor agregado, em gasolina e gás de cozinha. A maior parte.
P/1 – E qual é a tua contribuição nesse processo, em que parte do processo que você atua?
R – Então. Eu sou operadora, né? Então, a gente trabalha... O começo da carreira é na área pra você conhecer tudo que acontece lá fora e depois a gente vai ser treinado no painel. Hoje eu só fico no painel. Então, você tem que tomar todos os cuidados em relação à pressão, temperatura e controle do processo pra todos os produtos saírem enquadrados. E além de que lá fora, você tem pessoas trabalhando que você tem que tomar muito mais cuidado porque qualquer erro você ta colocando a vida de alguém em risco. Tanto de alguém que ta lá fora quanto, dependendo da extensão, até da gente que ta ali dentro, né, e da comunidade.
P/1 – Imagino que quando você começou a trabalhar você não tinha contato com nenhum desses processos, não entendia, não fazia...
R – Nunca soube o que é que era uma bomba. Quando falaram pra mim que: “Ah, porque tem uma bomba.” Eu falava: “Meu pai! O que será que é isso?” E hoje, assim, é minha vida: bomba; torre; forno; conversor. Então, mudou tudo. Sempre trabalhei em área administrativa e quando entrei aqui eu não sabia o que era nada. Agora, graças a Deus, já to bem, assim, intima deles, né?
P/1 – Numa área que – você ta diretamente lidando com isso. Numa área em que os riscos são tão, né, grandes, como é que se faz pra controlar esse perigo todo?
R – Olha, a gente trabalhando com segurança, a gente acaba, assim, até esquecendo dos riscos que tem do lado, entendeu? Porque é tua vida. Todo dia você ta ali. A gente tem que aprender respeitar os riscos, que eles existem. Mas a gente acaba acostumando porque é o dia-dia, né?
P/1 – Aqui, a realidade da refinaria, ela atrai trabalhadores de diversas outras empresas, né? Existe o medo que vocês já não sentem porque já se habituaram a essa realidade? E as outras pessoas que vêm de fora e não têm o contato cotidiano com isso, como é a relação delas, desse risco, né? Existe isso?
R – Tem algumas que ainda tem muito medo. Tem o pessoal, assim, que a gente tem mais contato. Que lá na casa de controle a gente fica bem mais restrito, né? São poucas pessoas que tem acesso. Então, assim, às vezes, uma pessoa que trabalha no restaurante e que serve a gente lá ou uma pessoa que trabalha na faxina e aí ele fala: “Nossa, mas como vocês não têm medo?” Eu falo: “Não, é tudo controlado. Claro que acidentes podem acontecer, mas é tudo muito controlado, não precisa ter medo, né? Não é uma coisa que toda hora pode acontecer. Não, é tudo muito bem controlado.”
P/1 – O seu trabalho é por turno?
R – É por turno.
P/1 – E como que é, qual é a escala, como que é o horário?
R – A gente começa a sequencia no 15 às 23. Depois do 15 às 23 a gente tem um dia de folga pra mudar de horário pro sete às 15. Do sete às 15 a gente passa pro 23 às sete. Aí, sai de folga 5 dias. Mas não existe horário melhor no mundo do que esse (risos).
P/1 – Por que?
R – Porque você tem liberdade pra fazer muitas outras coisas, entendeu? Você tem tempo pra fazer muitas outras coisas fora. Não é aquele horário, assim, que você tem que entrar às oito e sair às cinco todos os dias. Então, quando você ta à tarde você tem a manhã inteira pra fazer. Quando você sai às 15 horas ainda falta muito pra acabar o dia. Então, a gente consegue fazer várias outras coisas.
P/1 – Patrícia, o que é que mudou na sua vida depois que você entrou na Petrobras?
R – Olha, mudou tudo. Porque a estabilidade que a gente tem aqui neste emprego é difícil você achar em outro local. Então, assim: eu tenho um filho que vai fazer 17 anos. Então, eu posso dar o estudo dele com tranqüilidade; saber que meu pai e minha mãe, se precisarem de alguma coisa não vai faltar nada e saber que eu to numa empresa que só vai melhorar. Cada dia só vai melhorar.
P/1 – Como é que você sente essa frase que você disse: “Só vai melhorar.”? Como é que você sente isso por meio da Revap? Essa certeza vem de onde? De que modo ela transparece aqui dentro da Revap?
R – Ah, eu acho que sempre ta querendo ajustar todos os processos que já tem; sempre tão querendo melhorar. Agora tem obra de modernização. Sempre crescendo, né? Sempre tentando melhorar o que já tem e conquistar coisas melhores.
P/1 – Já houve de 2002 pra cá uma mudança no teu trabalho que indicasse essa melhoria?
R – Já. A gente passa por vários cursos de aperfeiçoamento. A gente agora, assim, mais recente, a gente tem nutricionista à disposição. A gente tem um controle de saúde muito bem feito. Sempre tem alguns pontos de apoio crescendo, sabe, a cada dia.
P/1 – Agora, já que você, mesmo antes da Revap, já morava na região?
R – Já.
P/1 – Quais foram os benefícios que a Revap trouxe pra essa região e pra São José especificamente?
R – Além de todos os impostos que a prefeitura arrecada que não são poucos, eu acho que a quantidade de emprego que gera, sabe? Ainda mais agora com essa crise toda que veio. O pessoal da Embraer foi muita gente mandada embora. Então, com essa obra de modernização que é muito grande eu acho que dá oportunidade pra muita gente trabalhar.
P/1 – Você falou da crise. A crise econômica, ela afetou alguma coisa, o cotidiano da refinaria, não?
R – Não. Em relação a quem já trabalha aqui, não.
P/1 – Mas no ritmo da produção, por exemplo?
R – Não. A produção, não. Não afetou nada. Tão produzindo como tava produzindo antes.
P/1 – E a relação da comunidade fora da refinaria com a refinaria? Eu imagino que quem trabalha aqui, lá fora seja perguntado várias coisas que as pessoas, às vezes, tem curiosidades de saber. Mas como é que se percebe essa... Existe uma relação, as pessoas vêm aqui?
R – Existe. Tem um programa até que a comunidade vem fazer visita aqui e a gente é questionado sim. Bastante. Mas aí, a gente passa todos os programas que tem, todos os controles, né, que não é uma coisa que fica... que sempre ta controlado. Não tem nada que fique fora de controle. Tudo tem o seu programa definido. Então, não tem problema não, com a comunidade.
P/1 – Você sabe como é esse programa que a comunidade visita refinarias, sabe contar pra gente?
R – Olha, eu não sei direito. Eu sei que tem que fazer inscrição, mas eu não sei detalhes pra te dar.
P/1 – O que é que mudou na Revap dos últimos anos, enfim, do que você tenha observado que mudou desde a sua entrada pra cá, Patrícia?
R – Em relação a que, assim?
P/1 – Estrutura, tecnologia.
R – Olha, eu acho que os sistemas de controle, tudo, que a gente trabalha mais ta sendo sempre aperfeiçoado, tão sempre buscando melhoria e eu acho até que a comunicação entre as pessoas até, eu acho que com o tempo vai melhorando, com o conhecimento de todo mundo, né, trabalhando sempre junto. Acho que tudo vai crescendo.
P/1 – Patrícia, como é que é conviver com tanta gente diferente? Porque vem gente de tudo quanto é lugar pra cá, né?
R – Vem. Principalmente quando tem parada pra manutenção, vem gente do Brasil inteiro trabalhar na parada e aí, é realmente uma loucura. Porque todos os sotaques que você pode imaginar tem lá na área. Mas é super tranqüilo. No começo eles achavam estranho eu ta lá na área porque eu sou a primeira mulher que entrou na refinaria, na operação. Então, eles olhavam com aquela cara, assim, meio, tipo: “Será que ela consegue fechar um bloqueio mesmo?” E eu como sou muito ruim mesmo, muito teimosa, então, eu consigo nem que for na marra. E aí, eles foram aos poucos acostumando. Mas na parada é diferente porque são pessoas que a gente nunca viu, né? No dia-a-dia eles já conhecem, tudo. Demoraram a aceitar a presença feminina na área, mas foi super tranqüilo. Respeitam a gente, nunca teve problema de desrespeito.
P/1 – Mas você deve ter passado por umas historias bem curiosas, né, como primeira mulher.
R – Sim. Alguma sim.
P/1 – Alguma que você possa contar pra gente?
R – Ah, tem casos, assim, que você ta fechando um bloquieo e você olha...
P/1 – O que é fechar bloqueio? Explica pra gente.
R – Essas válvulas grandes, tipo um registro, sabe? Só que tem algumas que são bem maiores. Então, você tem que botar força pra poder girar e fechar. Então, teve já vez de eu ta lá fechando lá, suando, colocando chave de válvula pra fechar e aí, você olha pra trás, tem uma platéia assistindo, tipo, esperando: “Será que vai conseguir?” Né? (risos). Mas aí, a gente acaba conseguindo.
P/1 – Houve resistência no inicio das pessoas que já trabalhavam na área?
R – Algumas pessoas, assim, olhavam um pouco com receio porque eu acho que pensavam: “Ah, só veio pra atrapalhar”, né? Mas aí, com a convivência acabam aceitando e acabam virando amigos também. Todo mundo, assim, que trabalham mais em turno, que é um grupo mais fechado que a gente trabalha, né? Então, é todo mundo muito unido. Se alguém ta precisando de ajuda todo mundo vai ajudar.
P/1 – Existe outra mulher hoje fazendo o que você faz?
R – Existe. Agora tem mais mulheres.
P/1 – Ah, tem outras?
R – Tem outras. Agora já tem outras. Já tem várias outras.
P/1 – Maravilha. Que historia, Patrícia, que embora seja uma trajetória comparada até, às vezes, com de outras pessoas que entraram no começo, enfim, você é novinha e tal, há pouco tempo (risos). Mas é uma historia muito intensa, né, como primeira mulher na sua circunstancia, enfim. Que historia que você acha que é representativa desse período, aquela historia que é a imagem desse período do teu trabalho na Revap?
R – Olha, tem uma historia que a gente passou aqui em 2003 que foi uma explosão que teve e foi a primeira em que eu tava na refinaria. Então, foi uma coisa, assim, repentina de um acidente que teve na área e que foi de grande proporção. Mas que, graças a Deus, ninguém se machucou. Mas que foi uma tensão muito grande, foi. Mas que deu pra perceber, assim, que foi mais marcante, foi a união das pessoas porque tava todo mundo junto. Se precisar apagar o fogo vai ta todo mundo junto. Se precisar parar a unidade que teve que parar tudo depois, porque ninguém sabia ainda o que tinha acontecido, todo mundo junto.
P/1 – Foi na área que você atua diretamente?
R – Foi uma rua depois da minha área.
P/1 – Conta um pouco pra gente, você tava trabalhando no momento?
R – Eu tava trabalhando de sete às 15 tirando uma amostra de GLP na hora. E na hora que eu ouvi o vazamento eu fechei rápido a válvula que eu tava com ela aberta porque eu imaginei que tivesse sido eu que tivesse causado algum vazamento. E olhava pra todos os lados e: “Caramba! Mas aonde que esta vazando?” E de repente veio um bum! Eu olhava tudo e não conseguia enxergar onde era porque são muitas linhas passando, muita tubulação. E aí, depois de alguns segundos eu senti o deslocamento de ar. Aí, eu saí pro lado contrario pra saber da onde que tava vindo. Aí, encontrei dois amigos e aí, que a gente conseguiu enxergar porque a explosão foi pra cima. Graças a Deus, foi pra cima. Então, ai depois que a gente conseguiu localizar o fogo, fazer contato com o painel, brigada de incêndio, tudo, pra poder atuar e controlar. Mas, assim, foi bem marcante.
P/1 – Imagino. Uma experiência...
R – É.
P/1 – Mas não houve vítimas, né?
R – Não. Nenhuma vítima. Teve um pessoal, assim, que ficou muito assustado, tudo, porque teve alguns vidros que quebraram no restaurante, na mecânica. Mas não teve nenhuma vítima. Graças a Deus.
P/1 – E lidando também, com pessoas de diversos lugares diferentes, aqui também tem gente que entrou logo assim que a refinaria começou a funcionar? Como é a troca de experiência entre as pessoas aqui, isso existe muito, vocês conversam?
R – Ah, lógico. A gente conversa o tempo inteiro. Porque tem gente que começou numa área e depois mudou pra outra área na mesma refinaria. Tem gente que vem de fora que pede transferência, troca com alguém daqui. E tem muita gente que ta aqui, mas ta tentando ir embora pra cidade de origem também, né? Então, cada um tem uma coisa nova pra contar, né? É bem diversificado.
P/1 – Patrícia, o que é ser petroleira?
R – É ser corajosa porque não é fácil não. Não é fácil. Cada dia é diferente. Principalmente pra gente que trabalha na operação, cada dia é um dia diferente. Você sai daqui, no final do seu turno e ta tudo certo. Aí, na hora que você volta, a unidade teve algum problema e parou. E você vai ter que partir tudo de novo, entendeu? E, às vezes, você ta aqui na segunda zero hora que eu fiz agora até... Entrei às 23; às cinco e 25 teve um problema que parou toda a unidade que eu tava operando por atuação indevida de uma instrumento, que pode acontecer. Então, cada dia é uma emoção nova.
P/1 – E nessas circunstancia não tem hora de saída mais, né?
R – Ah, não. Aí, não. Aqui eu falo sempre pro pessoal: “Você tem hora pra entrar, mas pra sair, tudo pode acontecer.”
P/1 – Você trabalha também... Enfim, fica a serviço e na medida em que houver necessidade você é chamada?
R – É, tem sim.
P/1 – Isso já aconteceu?
R – Já aconteceu.
P/1 – Em que circunstancia isso pode acontecer ou em que circunstancia aconteceu?
R – É, se você tiver... Porque não é normal você ter uma parada de emergência por atuação de algum instrumento errado ou alguma outra coisa. Mas se você tiver que partir unidade, quanto mais pessoas pra ajudar, melhor. Então, nessa circunstancia, às vezes, a gente é chamado. Mas não obrigatoriamente você tem que vir. Se você tiver algum compromisso você passa pra outro colega.
P/1 – Partir unidades é dar inicio a um procedimento?
R – Isso. Se ela tiver algum problema ela vai parar, aí, depois você inicia colocação de carga até ela estabilizar no patamar de carga normal.
P/1 – Ta certo. Patrícia, eu agradeço muito. E pra terminar eu queria saber o que você achou de participar dando seu depoimento, contando sua historia.
R – Olha, eu acho muito gratificante porque participar de depoimentos, assim, que é uma oportunidade que você tem de mostrar como você gosta de trabalhar na Petrobras, né? E além de tudo que eu já falei que me proporcionou é, além de tudo, me proporciona uma coisa que eu gosto muito hoje que não é que a gente ganhe rios de dinheiro, porque cada um tem seu trabalho, ganha o seu salário e todo mundo tem suas contas. Mas, hoje me proporciona... eu trabalho em função dos animais, sabe?
P/1 – Ah, conta isso pra gente. Como assim?
R – Eu recolho animais de rua.
P/1 – Que legal. Já há algum tempo? Conta como é essa experiência.
R – (pausa) Ta. Hoje eu consigo fazer um trabalho voluntário que... Eu participo de uma ONG e a gente recolhe animais de rua. Na verdade eu fico mais com a parte dos gatos. Mas, claro que se eu encontrar um cachorro abandonado ou atropelado, alguma coisa, a gente também recolhe depois a gente vai ter um lugar certo pra ele ficar. Então, todos são recolhidos, tratados, castrados e depois são doados. A doação hoje é bem difícil. Mas, eu acho que com o dia-a-dia o pessoal divulgando bastante, as crianças sendo educadas hoje em dia vai melhorar. A gente tem uma feria em São Paulo na Avenida Paulista, no Casarão. E vários são levados pra lá. A pessoa passa por uma triagem pra poder adotar o animal e aí, são encaminhados.
P/1 – Que legal. Ótimo. Parabéns. A minha última pergunta que eu ia perguntar no começo e esqueci. Seu sobrenome é muito diferente. Você sabe a origem dele?
R – A origem? O meu bisavô era alemão.
P/1 – E em que momento a sua família... Enfim. Quem veio pro Brasil?
R – Eu acredito que tenha sido ele. Porque o meu vô, ele já era brasileiro. Eu acredito que foram meus bisavós que vieram pra cá. E por parte de pai, os meus avós eram índios. Então é uma mistura bem delicada, né? Alemão com índio.
P/1 – Ta ótimo, Patrícia. Agradeço muito.
R – Eu que agradeço.
FINAL DA ENTREVISTA
Patrícia (Topper?) Vieira
(ordes?)
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