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Os GUERRA - um século em quadrinhas

Esta história contém:

Toda história que se preza

Com "Era uma vez" começa.

Esta tal qual as outras,

Não se fez com muita pressa.

Por isso bem lentamente,

Vou narrando pra vocês,

A velha história dos Guerra,

De um povo camponês.

Corria o ano setenta,

Mas do século dezenove,

Dia 28 de outubro,

Há documento que prove,

Lá no norte da Espanha,

Nasceu Gumercindo Guerra,

Em Orense, na Galícia,

Em Córcoros, bem lá na serra.

Gumercindo foi crescendo,

E há quem lembre ainda,

Foi passear lá em Couso,

E se casou com Dominga.

Viveram muito felizes,

Lá em Couso de Avión.

Tudo que plantavam dava,

Tudo o que tinham era bom.

Para alegrar esse lar,

Da verdade sou fiel,

Nasceram seus dois filhinhos,

O José e o Manuel.

Chegou o século vinte,

O ano de 22,

Manuel tem oito anos,

mais enredo vem depois.

Dominga fica doente,

E pra ela melhorar,

Mudam-se para Marin,

Cidade à beira do mar.

Numa bela propriedade,

Com muita fruta e desvelo,

Num bairro rentinho ao mar,

Que se chamava El Sequêlo.

Manuel era querido,

Por todos lá do Sequêlo.

Mas José era temido

Era o próprio pesadelo.

Manuel já ia à escola,

E o mestre era Don Lino.

Marino Catoira era o bamba,

O mais sabido menino.

Estava formada a dupla,

O professor logo vê:

Catoira lia depressa,

Manuel sabe o que lê.

Sete anos se passaram,

Manuel já um rapaz,

Trabalhava em Pontevedra,

E era muito capaz.

Nas feiras, com seu patrão,

E nas terras do Sequêlo,

Trabalhava o Manuel

Com paixão e muito zelo.

Quando foi o ano 30

Parecia tão contente,

Grande dor viria ter

Num lance tão de repente.

A doença de Dominga

Que era mal traiçoeiro,

Levou-a a falecer

Bem no mês de fevereiro.

Daí por diante então,

Tudo lhe parece hostil.

Manuel quer ver o mundo,

Novas terras, o Brasil.

Nem o pai lhe tira a idéia,

Nem seu José, o patrão:

"- Casa-te com a Jesuza,

Bom dote terás então”.

Nem queria o tal dote,

Nem queria essa menina,

Manuel gostava mesmo,

Era da tal de Adelina.

Muitas vezes o José,

Que era o...

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