Facebook Informações Ir direto ao conteúdo

As lembranças da infância de meu pai,

Atualmente é que percebo,

Sempre tiveram muita influência em minha vida.

Não poderia ser diferente, está certo.

Porém, há detalhes, pequenos detalhes, que marcaram a minha vida.

As marcas que deixaram,

Esses detalhes,

Não têm nada de pequenas.

Drummond com mais do que razão,

Talvez com emoção - que combina muito mais com poesia, escreveu que

"...de tudo fica um pouco. Fica um pouco de teu queixo no de tua filha. De teu áspero silêncio..." em "Resíduo".

Felizmente,

Para mim não ficou somente um pouco,

Ficou um pouco

E também muito de meu pai em mim.

Ficou, e ainda fica, muito de meu pai em mim.

Foi ele quem me ensinou a andar de bicicleta,

Apesar de ele mesmo não ter aprendido,

Por conta de um tombo que tomou quando criança.

Disso ficou em mim muito mais do que o andar de bicicleta.

Ficou disso o amor de meu pai por mim,

Ao não me deixar cair,

Ao não permitir traumas,

Ou ao ensinar que, apesar deles,

Ainda assim é necessário que eu tente,

Senão acabaria por não aprender a andar de bicicleta tal como ele.

Sim, porque ele também me ensinou, na vida há trauma.

Até ouço ele dizendo: é inevitável.

Acho engraçado que, para o meu pai, há coisas que são fatais, intangíveis, inevitáveis.

Luto para que, pelo menos, isso não tenha ficado em mim, mesmo sabendo que é em vão, pois certamente, um pouco, ainda que muito pouco, ficou.

Busco o existencialismo.

Ele é essencialista.

Classificações filosóficas, para esse poema, contudo, pouco importam.

Até porque sei que classificações para o existencialismo não são aconselháveis.

Meu pai me ensinou a andar de bicicleta com palavras, às vezes, confesso, aos gritos.

Ficaram em mim as lições,

Que acredito,

Não serviram só para as aulas de bicicleta,

Mas para a vida:

Equilíbrio,

Firmeza e

Foco

("Olha para frente, guria").

Só que meu foco é amplo demais.

Por isso, às vezes me perco.

É que meu pai mostrou-me muito do mundo: livros,...

Continuar leitura

O Museu da Pessoa está em constante melhoria de sua plataforma. Caso perceba algum erro nesta página, ou caso sinta falta de alguma informação nesta história, entre em contato conosco através do email atendimento@museudapessoa.org.

Histórias que você pode gostar

Eu gosto de desafiar aquilo que é impossível
Vídeo Texto
Depois de muita luta
Vídeo Texto

Jildete Nascimento de Menezes

Depois de muita luta
Texto

Adam Edward Drozdowicz

"Eu sou um sobrevivente, óbvio"
A gente é que tem que carregar o peso da gente
Vídeo Texto

Maria Francisca Thereza Kazniakowski Squizato

A gente é que tem que carregar o peso da gente
fechar

Denunciar história de vida

Para a manutenção de um ambiente saudável e de respeito a todos os que usam a plataforma do Museu da Pessoa, contamos com sua ajuda para evitar violações a nossa política de acesso e uso.

Caso tenha notado nesta história conteúdos que incitem a prática de crimes, violência, racismo, xenofobia, homofobia ou preconceito de qualquer tipo, calúnias, injúrias, difamação ou caso tenha se sentido pessoalmente ofendido por algo presente na história, utilize o campo abaixo para fazer sua denúncia.

O conteúdo não é removido automaticamente após a denúncia. Ele será analisado pela equipe do Museu da Pessoa e, caso seja comprovada a acusação, a história será retirada do ar.

Informações

    fechar

    Sugerir edição em conteúdo de história de vida

    Caso você tenha notado erros no preenchimento de dados, escreva abaixo qual informação está errada e a correção necessária.

    Analisaremos o seu pedido e, caso seja confirmado o erro, avançaremos com a edição.

    Informações

      fechar

      Licenciamento

      Os conteúdos presentes no acervo do Museu da Pessoa podem ser utilizados exclusivamente para fins culturais e acadêmicos, mediante o cumprimento das normas presentes em nossa política de acesso e uso.

      Caso tenha interesse em licenciar algum conteúdo, entre em contato com atendimento@museudapessoa.org.

      fechar

      Reivindicar titularidade

      Caso deseje reivindicar a titularidade deste personagem (“esse sou eu!”),  nos envie uma justificativa para o email atendimento@museudapessoa.org explicando o porque da sua solicitação. A partir do seu contato, a área de Museologia do Museu da Pessoa te retornará e avançará com o atendimento.