Facebook Informações Ir direto ao conteúdo
Por: Osnir Ferreira Ferreira, 21 de julho de 2026

O BOITATÁ E O SEGREDO DO AMOR.

Esta história contém:

O Boitatá e o Segredo do Amor

Há muitos anos, no final dos anos setenta, fui a um velório no sítio e fiquei lá por quase uma semana. Numa madrugada, já eram três ou quatro horas da manhã, estávamos todos rodeados numa grande fogueira, conversando. E foi então que eu vi, com os meus próprios olhos: uma bola de fogo brilhante descia do céu, tocava o chão virando brasa viva, depois subia leve nas copas das árvores. Ora ficava pequena como um ponto de luz, ora crescia e se mostrava imponente. Ela chegou muito, muito perto de nós! Era o que muitos chamam de Boitatá, ou também Fogo de São Gonçalo.

Depois eles apontaram para o céu, que estava cheio daquelas luzes: havia fogo verde e fogo bem amarelo. Disseram-me que um era de gente que já havia partido, e o outro de gente que ainda vivia. Eu confesso que não creio nessas explicações e histórias todas, mas eu vi o fogo. Isso eu vi, e não tenho dúvidas do que meus olhos viram.

E vendo aquela chama ali tão pertinho, alguém começou a contar esse caso antigo:

Um jovem conheceu uma moça, e entre eles nasceu um sentimento forte, daqueles que parecem feito para durar a vida toda. Eles se enamoraram, sonharam com o casamento, até que um dia a moça olhou nos olhos dele e disse com toda a sinceridade:

— Eu te amo, e quero ser sua para sempre. Mas preciso que saiba quem sou de verdade: sou o Boitatá — e se preciso for, viro fogo, luz e chama. Peço-lhe apenas uma coisa: esse é o nosso segredo. Se contar a alguém, sofreremos as consequências.

O rapaz amava-a muito, e na hora disse que não importava quem ela era, que aceitava tudo e jamais contaria. Mas no fundo, o medo e a curiosidade começaram a crescer. Ele não teve coragem de voltar a procurá-la como antes, e pouco a pouco, foi soltando o que sabia: primeiro para um amigo, depois para outro, até que todo o lugar conhecia o segredo que era só deles.

A moça ficou profundamente magoada. Ela havia confiado a ele a...

Continuar leitura

O Museu da Pessoa está em constante melhoria de sua plataforma. Caso perceba algum erro nesta página, ou caso sinta falta de alguma informação nesta história, entre em contato conosco através do email atendimento@museudapessoa.org.

fechar

Denunciar história de vida

Para a manutenção de um ambiente saudável e de respeito a todos os que usam a plataforma do Museu da Pessoa, contamos com sua ajuda para evitar violações a nossa política de acesso e uso.

Caso tenha notado nesta história conteúdos que incitem a prática de crimes, violência, racismo, xenofobia, homofobia ou preconceito de qualquer tipo, calúnias, injúrias, difamação ou caso tenha se sentido pessoalmente ofendido por algo presente na história, utilize o campo abaixo para fazer sua denúncia.

O conteúdo não é removido automaticamente após a denúncia. Ele será analisado pela equipe do Museu da Pessoa e, caso seja comprovada a acusação, a história será retirada do ar.

Informações

    fechar

    Sugerir edição em conteúdo de história de vida

    Caso você tenha notado erros no preenchimento de dados, escreva abaixo qual informação está errada e a correção necessária.

    Analisaremos o seu pedido e, caso seja confirmado o erro, avançaremos com a edição.

    Informações

      fechar

      Licenciamento

      Os conteúdos presentes no acervo do Museu da Pessoa podem ser utilizados exclusivamente para fins culturais e acadêmicos, mediante o cumprimento das normas presentes em nossa política de acesso e uso.

      Caso tenha interesse em licenciar algum conteúdo, entre em contato com atendimento@museudapessoa.org.

      fechar

      Reivindicar titularidade

      Caso deseje reivindicar a titularidade deste personagem (“esse sou eu!”),  nos envie uma justificativa para o email atendimento@museudapessoa.org explicando o porque da sua solicitação. A partir do seu contato, a área de Museologia do Museu da Pessoa te retornará e avançará com o atendimento.