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História
Por: Juliana Pedroso Sanches, 30 de março de 2017

O artista da família

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O artista da família

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Quando eu nasci, minha mãe tinha 16 anos e meu pai, 19: eles só se casaram porque minha mãe engravidou. Por conta disso, os meus avós deram um suporte especial para eles. Minha avó conta que era como se minha mãe fosse brincar de boneco comigo, ela não sabia direito o que fazer! O meu pai é de família judia e minha mãe de família católica. Quando eles se casaram, minha mãe não quis se converter, então eu cresci no meio dessas duas religiões. Eu frequentava tanto as festas e datas religiosas da religião judaica quanto do catolicismo. Era páscoa judaica, páscoa católica, Natal e não Natal e o Yom Kipur, que é o Dia do Perdão. Com as religiões, ainda continuo tendo um problema com os dogmas. Como eu cresci cercado das coisas que podiam fazer e das que não podiam, eu não entendia muito o porquê delas. As explicações que me davam nunca me convenciam muito. Eu me considero uma pessoa espiritualizada, não um ateu. Acredito numa série de coisas, no mistério da natureza, que Deus está em vários lugares, mas tenho muita dificuldade em seguir as regras de determinada religião. Quando eu me descobri gay, com 16 anos, isso piorou mais ainda, porque nas religiões não tem um lugar para nós.

Eu nasci em Belém (PA), uma cidade na época muito provinciana, onde as pessoas sabiam da vida de todo mundo. Você não consegue sair na rua sem encontrar alguém conhecido e, por isso, você precisava se preocupar com a roupa que estava vestindo! Quando meus pais se separaram, fui morar com minha mãe no Rio de Janeiro. Fomos ela, minha irmã mais nova e eu. O Rio era o oposto de Belém, você podia sair com um abacaxi na cabeça e ninguém estava nem aí pra você! Eu falava: “Nossa, acho que aqui é o lugar mais livre e mais tranquilo pra viver minhas descobertas!” Eu me dava conta disso quando eu ia pra Belém passar férias ou no final de ano, para o Natal. Estranhava as pessoas dizerem: “Nossa, você tá...

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Encontro

Dados da imagem Memória carne viva: atividade que durou seis meses, com três encontros por semana, com o objetivo de montar uma peça teatral com questões raciais a partir da obra Arena conta Zumbi. A atividade foi importante na construção de um novo olhar para a arte. O projeto foi viabilizado pela Funarte. Foram seis meses na comunidade quilombola Kaonge, que fica entre Cachoeira e Santo Amaro, na Bahia.

Período:
Ano 2010

Local:
Brasil / Bahia / Cachoeira

Imagem de:
Ronaldo Jacob Saraiva Serruya

História:
O artista da família

Crédito:
Ronaldo Jacob Saraiva Serruya

Tipo:
Fotografia

Memória carne viva: atividade que durou seis meses, com três encontros por semana, com o objetivo de montar uma peça teatral com questões raciais a partir da obra Arena conta Zumbi. A atividade foi importante na construção de um novo olhar para a arte. O projeto foi viabilizado pela Funarte. Foram seis meses na comunidade quilombola Kaonge, que fica entre Cachoeira e Santo Amaro, na Bahia.

Tão longe, tão perto

Dados da imagem Festival na Itália com a peça Hygiene. Foi a última apresentação da turnê na Itália. Todos nós aprendemos italiano para fazer a peça.
Da esquerda para a direita: Paulo Celestino, Ronaldo, Rodolfo Amorim e Tatiana Cautabiano.

Local:
Itália

Imagem de:
Ronaldo Jacob Saraiva Serruya

História:
O artista da família

Tipo:
Fotografia

Festival na Itália com a peça Hygiene. Foi a última apresentação da turnê na Itália. Todos nós aprendemos italiano para fazer a peça. Da esquerda para a direita: Paulo Celestino, Ronaldo, Rodolfo Amorim e Tatiana Cautabiano.

Nada é uma coisa só

Dados da imagem Peça de um núcleo de pesquisa do Armazém. Ter um espaço para desenvolver algo autoral e livre possibilita a permanência no grupo até hoje, pois permite uma possibilidade de desenvolver o

Período:
Ano 2011

Imagem de:
Ronaldo Jacob Saraiva Serruya

História:
O artista da família

Crédito:
Ronaldo Jacob Saraiva Serruya

Tipo:
Fotografia

Peça de um núcleo de pesquisa do Armazém. Ter um espaço para desenvolver algo autoral e livre possibilita a permanência no grupo até hoje, pois permite uma possibilidade de desenvolver o "eu-artístico". Na foto, o grupo foi liderado por mim com a temática de gênero.

Inservíveis

Dados da imagem Projeto com o Grupo XIX de Teatro desenvolvido em Rio Branco (AC). Fomos convidados a dirigir o espetáculo

Local:
Brasil / Acre / Rio Branco

Imagem de:
Ronaldo Jacob Saraiva Serruya

História:
O artista da família

Tipo:
Fotografia

Projeto com o Grupo XIX de Teatro desenvolvido em Rio Branco (AC). Fomos convidados a dirigir o espetáculo "Inservíveis ou da inutilidade das coisas deste mundo" pela turma da Usina de Artes, o centro cultural.

A estreia

Dados da imagem Ensaio de Hygiene, antes da estreia. Foi o primeiro ano que apresentamos em Portugal e foi também a primeira vez que eu saí do país como ator fazendo um espetáculo.
Da esquerda para a direita: Paulo Celestino, Tatiana  Caltabiano, Lubi, Janaina, Rodolfo e Juliana.

Período:
Ano 2012

Local:
Portugal / Coimbra

Imagem de:
Ronaldo Jacob Saraiva Serruya

História:
O artista da família

Crédito:
Ronaldo Jacob Saraiva Serruya

Tipo:
Fotografia

Ensaio de Hygiene, antes da estreia. Foi o primeiro ano que apresentamos em Portugal e foi também a primeira vez que eu saí do país como ator fazendo um espetáculo. Da esquerda para a direita: Paulo Celestino, Tatiana Caltabiano, Lubi, Janaina, Rodolfo e Juliana.

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