Facebook Informações Ir direto ao conteúdo
Personagem: Zilda Bernadete
Por: Museu da Pessoa, 26 de março de 2002

Nos bailes da vida

Esta história contém:

Nos bailes da vida

Vídeo

MIGRAÇÃO Chegada ao Morro dos Prazeres Foi em 38 para 39 que cheguei ao Morro dos Prazeres. Foi porque eu arranjei o meu marido e ele morava aqui, eu não podia ficar morando em Copacabana, porque ele não tinha condições para me dar um apartamento. Então eu vim morar aqui. Eu gostei, muito bom, gostei. Já tinha ouvido falar do Morro dos Prazeres, mas não conhecia. Eu trouxe roupa, muita roupa. Ah, eu morava em Copacabana, num apartamento. Morava não. Morava porque trabalhava para uma família que me trouxe para aqui. No Morro dos Prazeres sempre morei aqui, na rua Gomes Lopes. Era ótimo. MORRO DOS PRAZERES Vizinhança Quando cheguei aqui no Morro, era chamada de madama. Nasci em Niterói, Barreto. O relacionamento entre vizinhos, foi só com os meus parentes e do meu marido, porque eu nunca gostei muito de ter muita intimidade. Era: "Bom dia", "Boa tarde", "Sim senhora", "Sim senhor", mas era com a minha família e a do meu marido. Origem do nome Morro dos Prazeres mesmo, sempre conhecido por Morro dos Prazeres. Lá eu nunca ouvi falar não. Não, ouvi falar quando eu conheci o meu marido, que ele me convidou para passear aqui, eu vim passear, fui passear no Cristo e gostei. Também chamavam de Morro dos Paraíbas eu acho que era porque só morava paraíba, né? É do outro lado. E era mesmo, né? Era, mais povo do norte. SANTA TEREZA De Santa Tereza, tenho boas lembranças, muitas boas. Ah, era o bonde, o samba. Lá na Barreira.O nome do bloco era Acadêmico dos Prazeres, azul e branco. E o meio de transporte era o bonde. INFRA-ESTRUTURA Dificuldade para obtenção de água Tive alguma dificuldade só na água. Na época morava pouca gente, podia até se contar. E a água era só o bicão ali na pedra. Era só o bicão, uma lata de água. Mudanças no Morro dos Prazeres As mudanças é muita casa, nós agora temos água, temos luz, essa mudança que teve. Temos um caminho melhor para passar. Não, não me lembro de...

Continuar leitura

Dados de acervo

Baixar texto na íntegra em PDF

Projeto Morro dos Prazeres, este morro tem história

Realização Instituto Museu da Pessoa

Entrevista de Zilda Bernadete

Entrevistada por José Bernardo e Neide

Rio de Janeiro, ? de 2002

Código: MP_HV009

Transcrito por Cristina Eira Velha

Revisado por Ana Luiza Guedes Ferreira

P/1 - Dona Zilda, qual foi a data que a senhora chegou aqui no Morro dos Prazeres?

R - Foi em 1938 para 1939.

P/1 - Por que a senhora veio morar no Morro dos Prazeres?

R - É porque eu arranjei o meu marido e ele morava aqui. Eu não podia ficar morando em Copacabana, porque ele não tinha condições para me dar um apartamento. Então eu vim morar aqui.

P/1 - Qual foi a sua primeira impressão ao chegar ao Morro?

R - Eu gostei, muito bom, gostei.

P/1 - Já tinha ouvido falar do Morro dos Prazeres?

R - Já, mas não conhecia.

P/1 - O que a senhora trouxe consigo?

R - Eu trouxe roupa, muita roupa.

P/1 - Teve alguma dificuldade ao se estabelecer aqui, se adaptar?

R - Só na água [risos].

P/2 - Na ocasião, quando a senhora chegou aqui já morava muita gente, tinha muita casa?

R - Não, pouca gente, podia até se contar. E a água era só o bicão ali na pedra. Era só o bicão, _____ uma lata de água.

P/1 - Quando a senhora chegou aqui no Morro como a senhora era chamada?

R - De madama [risos].

P/1 - Qual a sua origem? A senhora nasceu aonde? Em Minas?

R - Não, em Niterói, no bairro Barreto.

P/1 - E o relacionamento entre vizinhos?

R - Olha, foi só com os meus parentes e os do meu marido, porque eu nunca gostei de ter muita intimidade. Era: "Bom dia"; "Boa tarde"; "Sim senhora"; "Sim senhor"; mas era com a minha família e a do meu marido.

P/1 - A senhora tem alguma lembrança do bairro de Santa Teresa?

R - Ah, tenho, muitas boas.

P/1 - Dá para a senhora contar um pouquinho?

R - Ah, era o bonde, o samba.

P/1 - Samba aonde?

R - Lá na (Barreira?).

P/1 - Como é que era o nome do bloco?

R - Era Acadêmico dos Prazeres, azul e branco.

P/1 - Como era o meio...

Continuar leitura

O Museu da Pessoa está em constante melhoria de sua plataforma. Caso perceba algum erro nesta página, ou caso sinta falta de alguma informação nesta história, entre em contato conosco através do email atendimento@museudapessoa.org.

Histórias que você pode gostar

Cacai, um grande mestre
Vídeo Texto

Antônio Carlos Pereira

Cacai, um grande mestre
Sou Liberto
Vídeo Texto

Liberto Solano Trindade

Sou Liberto
Lourdes Maria: a Tia Ciata de BH
Vídeo Texto

José Luiz Lourenço

Lourdes Maria: a Tia Ciata de BH
Samba nas ruas e no palco
Vídeo Texto

Benedito Augusto dos Santos

Samba nas ruas e no palco
fechar

Denunciar história de vida

Para a manutenção de um ambiente saudável e de respeito a todos os que usam a plataforma do Museu da Pessoa, contamos com sua ajuda para evitar violações a nossa política de acesso e uso.

Caso tenha notado nesta história conteúdos que incitem a prática de crimes, violência, racismo, xenofobia, homofobia ou preconceito de qualquer tipo, calúnias, injúrias, difamação ou caso tenha se sentido pessoalmente ofendido por algo presente na história, utilize o campo abaixo para fazer sua denúncia.

O conteúdo não é removido automaticamente após a denúncia. Ele será analisado pela equipe do Museu da Pessoa e, caso seja comprovada a acusação, a história será retirada do ar.

Informações

    fechar

    Sugerir edição em conteúdo de história de vida

    Caso você tenha notado erros no preenchimento de dados, escreva abaixo qual informação está errada e a correção necessária.

    Analisaremos o seu pedido e, caso seja confirmado o erro, avançaremos com a edição.

    Informações

      fechar

      Licenciamento

      Os conteúdos presentes no acervo do Museu da Pessoa podem ser utilizados exclusivamente para fins culturais e acadêmicos, mediante o cumprimento das normas presentes em nossa política de acesso e uso.

      Caso tenha interesse em licenciar algum conteúdo, entre em contato com atendimento@museudapessoa.org.

      fechar

      Reivindicar titularidade

      Caso deseje reivindicar a titularidade deste personagem (“esse sou eu!”),  nos envie uma justificativa para o email atendimento@museudapessoa.org explicando o porque da sua solicitação. A partir do seu contato, a área de Museologia do Museu da Pessoa te retornará e avançará com o atendimento.