O sistema britânico NHS e o sistema brasileiro SUS, embora distintos hoje, compartilham origens semelhantes: ambos nasceram com o objetivo de oferecer saúde pública universal.
O cardiologista, que reside no Reino Unido, Dr. Victor Duque Estrada Zeitune, observa que os dois países caminham “por rotas diferentes, mas impulsionadas pelo mesmo problema: a necessidade urgente de ampliar oferta sem perder qualidade”. Segundo ele, “a universalidade se mantém como princípio, mas o modelo tradicional já não dá conta da demanda sozinho”.
Origens e princípios comuns
O NHS foi criado em 1948 no Reino Unido, inspirado por um modelo público de saúde que prioriza a universalidade e o financiamento por impostos, conforme o chamado Modelo Beveridgiano.
Mais tarde, com a promulgação da Constituição de 1988, o Brasil instituiu o SUS, que herdou muitos dos valores do NHS, direito à saúde para todos, integralidade, universalidade e gratuidade.
Diferenças estruturais — escala, extensão e desafios
Apesar da inspiração, os dois sistemas lidam com contextos muito diferentes. O Brasil é um país continental, com enorme diversidade regional e desigualdades sociais profundas; isso torna o desafio de garantir acesso universal muito maior do que no Reino Unido.
Estudos apontam que, em termos per capita, o sistema britânico possui mais recursos: o número de médicos por mil habitantes e a oferta de leitos hospitalares públicos são maiores no NHS que no SUS.
Além disso, em razão de diferenças demográficas, geográficas e socioeconômicas, o desafio logístico e organizacional do SUS é muito maior para garantir cobertura efetiva em todas as regiões brasileiras.
Particularidades no modo de atendimento
No Reino Unido, o primeiro ponto de contato para quem busca atendimento é geralmente um médico generalista (GP — general practitioner), que resolve grande parte dos casos e encaminha para especialistas apenas quando...
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O sistema britânico NHS e o sistema brasileiro SUS, embora distintos hoje, compartilham origens semelhantes: ambos nasceram com o objetivo de oferecer saúde pública universal.
O cardiologista, que reside no Reino Unido, Dr. Victor Duque Estrada Zeitune, observa que os dois países caminham “por rotas diferentes, mas impulsionadas pelo mesmo problema: a necessidade urgente de ampliar oferta sem perder qualidade”. Segundo ele, “a universalidade se mantém como princípio, mas o modelo tradicional já não dá conta da demanda sozinho”.
Origens e princípios comuns
O NHS foi criado em 1948 no Reino Unido, inspirado por um modelo público de saúde que prioriza a universalidade e o financiamento por impostos, conforme o chamado Modelo Beveridgiano.
Mais tarde, com a promulgação da Constituição de 1988, o Brasil instituiu o SUS, que herdou muitos dos valores do NHS, direito à saúde para todos, integralidade, universalidade e gratuidade.
Diferenças estruturais — escala, extensão e desafios
Apesar da inspiração, os dois sistemas lidam com contextos muito diferentes. O Brasil é um país continental, com enorme diversidade regional e desigualdades sociais profundas; isso torna o desafio de garantir acesso universal muito maior do que no Reino Unido.
Estudos apontam que, em termos per capita, o sistema britânico possui mais recursos: o número de médicos por mil habitantes e a oferta de leitos hospitalares públicos são maiores no NHS que no SUS.
Além disso, em razão de diferenças demográficas, geográficas e socioeconômicas, o desafio logístico e organizacional do SUS é muito maior para garantir cobertura efetiva em todas as regiões brasileiras.
Particularidades no modo de atendimento
No Reino Unido, o primeiro ponto de contato para quem busca atendimento é geralmente um médico generalista (GP — general practitioner), que resolve grande parte dos casos e encaminha para especialistas apenas quando necessário. Esse modelo ajuda a organizar o fluxo de demanda e evita sobrecarga nos níveis de maior complexidade.
Já o SUS, por lidar com uma população muito maior e territorialmente dispersa, estrutura sua rede de saúde com base na Atenção Primária à Saúde (APS) e em uma grande capilaridade com unidades de saúde distribuídas, com foco na comunidade, e com a proposta de acesso integral.
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