Mulher Negra na refrigeração
Sou uma mulher negra de 30 anos e atuo na área de refrigeração desde muito cedo. Aprendi a profissão com um familiar e, hoje, grande parte da minha família também trabalha nessa área. Durante toda a minha trajetória profissional, sempre trabalhei ao lado de homens, até porque, na minha cidade, sou a única mulher nessa profissão.
O preconceito pode até existir pelo fato de eu ser mulher e negra, mas, no ambiente profissional, sempre fui valorizada, respeitada e admirada pelos meus colegas. Nunca fui tratada de forma desigual. Inclusive, já ministrei treinamentos de refrigeração para turmas compostas apenas por homens, e tudo aconteceu de forma muito positiva. Mais uma vez, fui tratada com respeito e igualdade.
Até mesmo dentro do curso que faço atualmente, sou a única mulher. Meu grupo acadêmico é formado apenas por homens, e nenhum deles demonstrou qualquer atitude negativa em relação a mim. Pelo contrário, sempre houve respeito e reconhecimento pela minha capacidade e pela pessoa que sou.
Curiosamente, em algumas situações, clientes mulheres questionaram minha capacidade apenas por eu ser mulher, enquanto o público masculino nunca levantou dúvidas negativas sobre o meu trabalho.
O preconceito está presente em diferentes ambientes e pode atingir pessoas de várias raças, cores e etnias. Por isso, precisamos estar preparados para enfrentar essas situações, superar as diferenças e seguir além. Afinal, o verdadeiro problema está no caráter de cada ser humano, e não na cor, no gênero ou na profissão que alguém exerce



