Faleceu nesta domingo, aos aproximadamente 77 a 103 anos (data de nascimento estimada entre 1923 e 1949), Olícia Ribeiro Silva, conhecida carinhosamente como Tia Junilha ou Olícia Paes de Oliveira.
Natural do interior de Mato Grosso do Sul, Olícia era filha de Abadio Ribeiro de Oliveira e Sebastiana Ribeiro Farias. Passou grande parte de sua vida entre Rochedo e Campo Grande, onde construiu sua família ao lado do marido, Antônio Silva.
Deixou filhos, netos e bisnetos. Entre eles, destacava-se o saudoso Clemencio Frutuoso Ribeiro (1954–2021), falecido há cinco anos. Era também irmã de Maria Abadia Ribeiro Nabhan, Irene Ribeiro Oliveira, Olinda Ribeiro, Antonio Ribeiro, Olivia Ribeiro de Oliveira e Pedro Ribeiro.
Uma vida discreta, mas cheia de raízes
Embora nunca tenha buscado holofotes, Dona Olícia representou a geração de mulheres fortes do interior sul-mato-grossense: aquelas que criaram filhos com pouco recurso, plantaram hortas, costuraram roupas, rezaram terços e mantiveram viva a memória da família mesmo nas dificuldades.
Sua ascendência remonta ao Brasil Colonial, passando por famílias tradicionais como Paes de Farias, Bicudo do Amarante, Ávila, Siqueira e Teixeira de Azevedo — nomes que ajudaram a formar o povoamento do Centro-Oeste brasileiro desde o século XVIII.
O adeus
Olícia Ribeiro Silva partiu hoje, 12 de abril de 2026, na cidade de Campo Grande, onde viveu seus últimos anos. Sua partida marca o fim de uma era para a família, que agora se reúne para homenagear a matriarca que uniu gerações.
Deixa como herança não bens materiais, mas uma árvore genealógica rica, cheia de histórias que vão desde os bandeirantes até os dias atuais do Mato Grosso do Sul.
Que Deus conforte os familiares e amigos neste momento de dor.