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Minhas escolhas importam mais do que a dos outros

Esta história contém:

Me chamo Priscila A. Rezende, nasci em Belo Horizonte, MG. Detesto a história do meu nome, vê só me chamo Priscila só porque tinha uma Priscila em uma novela que nem quis saber o nome. Quando nasci na verdade acho que não queria nascer. Demorou bastante para que eu resolvesse nascer.

Não faço a mínima idéia de que origens tenho. Eu costumava brincar que era da família imperial (a do Dom Pedro) por causa do meu Alcântara (em um dos muitos sobrenomes dele tinha Alcântara), mas eu descobri que sou da família de escravos Alcântara que tem em Santa Luzia, cidade ao lado de BH. Minha bisavó era índia e eu sou amarela (não tenho cor negra nem cor de índio), infelizmente não pude conhecer minha bisa , só minha vó, uma mulher bastante sofrida, ela faleceu ano passado (2004). Lembro que ela cuidava muito bem de mim, e era a única pessoa que me apoiava, em qualquer decisão, ela me amava de verdade, e eu sinto muita falta dela também. O resto dos avós são legais também, mas eu era mais apegada a essa minha avó (ela cuidou de mim até os nove anos, e depois eu só ficava enfiada na casa dela mesmo). Essa minha avó (Francisca) era de Lavras, uma cidade do interior, ela teve uma vida difícil, ganhou 13 (ou até mais) filhos, o marido dela a deixou para ficar com a prima, e ela ficou sozinha, depois casou meu meu outro vô (claro que é de consideração), e ele traiu ela a vida inteira, foi só ela morrer que ele colocou outra mulher lá dentro da casa deles (desde então não considero ele mais, só não xingo uns palavrões por aqui porque acho que nem pode também, né?), o que eu mais me recordo nela eram essas histórias da roça, que gente humilde gosta de contar, e que a gente se reunia pra falar mal dos outros e debochar, era tão legal .

Quanto aos meus pais, se conheceram na empresa de ônibus que trabalhavam, estão juntos há mais de 20 anos e só se casaram ano retrasado (2003), foi bem simples e eu particularmente achei bem chatinha...

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