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“Em 9 de abril de 1969 viemos ao mundo. Apesar de sermos bivitelinas, mamãe nos vestia com roupas e calçados idênticos. Eu não gostava, mas aceitava para não desapontar meus pais. Afinal, os adultos achavam bonitinho. E pra mim, o ponto mais negativo da vida gemelar é este - quando a individualidade dos gêmeos não é respeitada.

Tive que aceitar as inevitáveis comparações e até hoje não aprendi a lidar com elas. Apesar disso, nossa infância foi divertida. Entre outras coisas, disputávamos o balanço que tinha no pé de jambo. Brincávamos e brigávamos com a mesma frequência.

Na adolescência, nossas vidas foram separadas. Ela foi estudar fora do país e voltou alguns anos mais tarde. Foi estranho. Éramos duas adultas desconhecidas, havíamos perdido a sintonia. Tivemos que inventar um novo jeito de nos relacionarmos, mas sempre foi emocionalmente difícil pra mim.

Em 2009, ela passou por uma cirurgia e eu senti verdadeiro pânico ao imaginar que ela poderia ter morrido. Fiquei um bocado assustada. Hoje temos uma relação civilizada, porém, superficial. Não falamos o mesmo idioma. Na distância, sentimos aquele tipo de amor esquisito que não amadureceu. Uma ligação atrofiada. Por alguns anos, estive inconformada por não compreender como duas irmãs gêmeas desperdiçam a chance de serem amigas, cúmplices, parceiras e confidentes. Mas hoje eu entendo que não temos afinidade com quem escolhemos ter. Nem sempre uma paixão vira amor, nem sempre um namoro dá em casamento. Como uma psicóloga me disse certa vez: ‘Sua irmã é uma paixão antiga que você deveria esquecer. A vida segue e você não deve lamentar porque nunca se casou com seu primeiro namorado’.

Essa dica foi libertadora pra mim. O passado realmente não importa mais. No presente nossa relação é inexistente. No futuro? Só Deus sabe”

(História enviada em maio de 2010)

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