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Pena que a lembrança seja tão restrita.

Poderíamos lembrar de tudo, mas compartilharei minhas poucas e velhas lembranças.

Estava eu chorando por causa da minha chupeta, tudo que via era uma parede de vidro e minha tia passando, ela me olhava com cara de tristeza. Ao meu lado uma mulher de branco, enfermeira, parecia procurar a minha chupeta.

Eu estava muito doente e passei um período internada e isolada, a suspeita era meningite. Todos pensaram que eu ia morrer, e como não era batizada, minha mãe chamou até o padre. Lá mesmo no hospital fui batizada e meu padrinho foi um amigo de meu pai.

Hoje quando pergunto, minha mãe diz que tinha uns 3 anos de idade.

Outra lembrança marcante foi aos 5 anos, quando minha mãe comprou umas meias e sapatos novos para mim, colocou-me uma saia jeans, muito bonita. Estava me sentindo muito bonita, inclusive porque ia viajar para Catanduva de trem. Ao chegar lá, fui passear com a minha irmã, próximo à linha ferroviária, de tão feliz saí correndo na frente, caí com um tombo e rasguei a meia nova. Chorei muito e o meu consolo foi a velha chupeta.

Meu pai trabalhava em uma fábrica de máquinas, Consani. Ele as pintava, e por ser um bom funcionário, ganhou o privilégio de morar na casa localizada no andar de cima. Lembro-me que uma das janelas dava visão direta à fábrica e podia ver meu pai. Adorava aquela casa, porque tinha escada e varanda. Infelizmente meu pai era alcóolatra e quanto bebia tinha sérias brigas com a minha mãe.

Algum tempo depois tivemos que mudar desta casa e fomos morar em um apartamento no mesmo bairro.

Não me lembro bem o ano, mas passamos por uma enchente gravíssima e, devido à grande quantidade de chuva, abriram as comportas da represa, como moravámos a dois quarteirões do Rio Tamanduateí e no primeiro andar do prédio, fomos atingidos e perdemos quase tudo. Naquele dia dormi na vizinha que morava no segundo andar, e enquanto meu pai me carregava no colo, via minha mãe tentando...

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