Meu nome é Ícaro Melo da costa nasci no dia 21 de abril de dois mil e cinco, nascido na capital de Manaus , estado do Amazonas.
Minha história começou cedo entre desafios, mudanças e acontecimentos que marcaram profundamente minha vida.
Quando nasci, minha mãe, Rose Mari Marques de Melo, se separou do meu pai, Max Ieda da Costa, quando eu tinha apenas 1 ano de idade. Desde muito cedo, minha vida passou a ser construída através de recomeços, lutas e da força da minha família para enfrentar cada dificuldade.
Ainda bebê, descobri uma intolerância severa à lactose. Na época, eu só podia me alimentar com um leite especial chamado Alfarré, que custava cerca de 300 reais — um valor muito alto para minha família naquele tempo. Para conseguir comprar as latas do leite e manter meu tratamento, minha família vendia coisas na rua e fazia o possível para que nada me faltasse.
Meu avô, jornalista aposentado Hernane da Silva Freitas, procurou ajuda política para ajudar a bancar os custos do meu tratamento. Na época o Prefeito Serafim Correia disponibilizou algumas latas de alfarré para ajudar. Foi assim que, ainda muito pequeno, acabei ficando conhecido entre figuras políticas da minha cidade. Meu avô me levava para reuniões e encontros políticos, onde conheci muitas pessoas importantes do Amazonas.
Nas reuniões, eu era conhecido por ser a única criança que sentava na cadeira de Ezio Ferreira, algo que ficou marcado nas lembranças daquela época. Cresci ouvindo conversas sobre política, comunicação e histórias de vida, sempre acompanhado do meu avô, que teve grande influência na minha formação.
Mas um dos momentos mais marcantes da minha vida aconteceu quando eu tinha apenas 9 anos, em 2015.
Naquela noite, eu, minha mãe e meu ex-padrasto tínhamos saído para jantar. Quando voltamos para casa, o carro da família — um Celta vermelho — estava estacionado na garagem. Foi nesse momento que uma bala perdida atravessou...
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Meu nome é Ícaro Melo da costa nasci no dia 21 de abril de dois mil e cinco, nascido na capital de Manaus , estado do Amazonas.
Minha história começou cedo entre desafios, mudanças e acontecimentos que marcaram profundamente minha vida.
Quando nasci, minha mãe, Rose Mari Marques de Melo, se separou do meu pai, Max Ieda da Costa, quando eu tinha apenas 1 ano de idade. Desde muito cedo, minha vida passou a ser construída através de recomeços, lutas e da força da minha família para enfrentar cada dificuldade.
Ainda bebê, descobri uma intolerância severa à lactose. Na época, eu só podia me alimentar com um leite especial chamado Alfarré, que custava cerca de 300 reais — um valor muito alto para minha família naquele tempo. Para conseguir comprar as latas do leite e manter meu tratamento, minha família vendia coisas na rua e fazia o possível para que nada me faltasse.
Meu avô, jornalista aposentado Hernane da Silva Freitas, procurou ajuda política para ajudar a bancar os custos do meu tratamento. Na época o Prefeito Serafim Correia disponibilizou algumas latas de alfarré para ajudar. Foi assim que, ainda muito pequeno, acabei ficando conhecido entre figuras políticas da minha cidade. Meu avô me levava para reuniões e encontros políticos, onde conheci muitas pessoas importantes do Amazonas.
Nas reuniões, eu era conhecido por ser a única criança que sentava na cadeira de Ezio Ferreira, algo que ficou marcado nas lembranças daquela época. Cresci ouvindo conversas sobre política, comunicação e histórias de vida, sempre acompanhado do meu avô, que teve grande influência na minha formação.
Mas um dos momentos mais marcantes da minha vida aconteceu quando eu tinha apenas 9 anos, em 2015.
Naquela noite, eu, minha mãe e meu ex-padrasto tínhamos saído para jantar. Quando voltamos para casa, o carro da família — um Celta vermelho — estava estacionado na garagem. Foi nesse momento que uma bala perdida atravessou a lataria do carro e atingiu meu pescoço. A bala parou atrás do banco do motorista, quase atingindo também meu ex-padrasto.
Tudo aconteceu muito rápido.
Minha mãe e meu ex-padrasto me levaram imediatamente para o hospital. Primeiro fui encaminhado para um hospital público em Manaus. Foi ali que ouvi um médico dizer para minha mãe uma frase que marcou minha vida:
“A senhora se ajoelha e reza. Seu filho não era para estar vivo.”
Depois fui transferido para a Unimed, onde fiquei internado durante um mês. A bala encontrada dentro do carro foi periciada pela polícia de Manaus, e sobreviver àquele episódio passou a ser visto por muitas pessoas como um verdadeiro milagre.
A partir daquele momento, comecei a enxergar a vida de outra forma.
Quando completei 18 anos, vivi outra descoberta importante sobre mim mesmo.
Foi em uma clínica em Manaus que descobri que possuo autismo. A avaliação foi realizada por uma neuropsicóloga chamada Márcia, amiga da minha mãe, que conduziu os testes e acompanhou o processo do diagnóstico.
Até então, eu não entendia muitas coisas sobre mim mesmo, sobre a forma como eu pensava, sentia e enxergava o mundo. Receber o diagnóstico foi algo que mudou minha visão sobre minha própria vida. Não foi um peso, mas sim uma resposta para muitas perguntas que carreguei durante anos.
A clínica também promovia encontros entre pessoas autistas nos finais de semana. Nós nos reuníamos para comer, lanchar, conversar e compartilhar experiências. Aqueles momentos me ajudaram a perceber que eu não estava sozinho e que existiam outras pessoas que também enfrentavam desafios parecidos com os meus.
O diagnóstico me ajudou a me entender melhor como pessoa. Passei a compreender meus limites, meus sentimentos e até minhas formas de enxergar o mundo. Foi um processo importante de autoconhecimento e aceitação.
Mas os desafios ainda continuariam.
Quando eu tinha 15 anos, perdi minha avó Helena para o câncer. Ela foi uma das pessoas mais importantes da minha vida. Quando eu era criança, ela costumava me chamar de “meu grande homem”, uma frase simples, mas que ficou guardada no meu coração para sempre, lembro quais foram os últimas palavras dela um dia antes de falecer "eu te amo".
Aos 17 anos, minha mãe se separou do meu ex-padrasto, e naquele momento senti a realidade da vida bater forte à minha porta. Foi uma fase de mudanças, responsabilidades e aprendizado. Precisei crescer emocionalmente, enfrentar dificuldades e entender que a vida nem sempre segue o caminho que imaginamos.
Aos 19 anos, mais uma grande mudança aconteceu na minha vida.
Eu e minha família decidimos sair de Manaus em busca de um novo começo. Para conseguir realizar essa mudança, tivemos que vender praticamente tudo o que existia dentro da nossa casa. Fizemos um bazar na garagem, onde eu mesmo ajudava a vender nossos móveis, objetos e lembranças para conseguirmos dinheiro suficiente para viajar.
Com muito esforço, conseguimos nos mudar para Natal, onde minha mãe conheceu meu atual padrasto, Fabiano Henrique Rafael, um cara legal, carismático e que trouxe novos ares para nossa família.
Em Natal, moramos durante cinco meses em um apartamento no bairro Tirol. Foi um período de adaptação, descobertas e esperança de uma vida melhor. Depois disso, decidimos seguir viagem mais uma vez, dessa vez para o sul do país.
Nos mudamos para Sapiranga, uma cidade do interior próxima de Porto Alegre, onde ficamos cerca de três meses. Mais tarde, fomos para Canela, cidade onde moro atualmente.
Hoje corro atrás dos meus sonhos e luto para pagar minha faculdade. Cada dia é mais um passo em direção ao futuro que quero construir.
Mesmo depois de tantas mudanças, perdas e desafios, nunca deixei meus sonhos morrerem.
Minha trajetória nunca foi sobre facilidade.
Foi sobre resistência, sobrevivência, aprendizado e recomeços.
Entre perdas, encontros, sonhos e desafios, fui construindo minha identidade e entendendo que cada fase da vida deixa marcas que ajudam a moldar quem somos.
Hoje sigo escrevendo minha história.
Uma história feita de luta, memória, superação e esperança no futuro.
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