Meu nome é Maria de Lourdes Moraes Kessler, nasci no dia 9 de novembro de 1967 em uma cidade situada no interior do Rio Grande do Sul, chamada Santo Antônio das Missões.
Sou a filha mais velha de Raul Corrêa de Moraes Netto e Esther Maria de Medeiros Moraes.
Até os os dois anos e meio fui a única filha. Depois desta data nasceu meu irmão Marcelo.
Minha infância pode ser considerada uma infância privilegiada pois tive a oportunidade de desfrutar do que há de melhor para uma criança, isto é, passava mais tempo em uma fazenda com meus avós paternos (Maria e Baltazer Corrêa de Moraes).
Brincava muito, tinha liberadade para correr, pular, ousar em brincadeira que hoje meus filhos nem sabem o que é.
Brincávamos de jogo do osso, fazíamos mangueiras cheias de bois, vacas, galinhas, todos feitos com frutas de árvores e padacinhos de madeira.
Passava o dia subindo em árvores, comendo frutas retiradas do pé, brincando na fonte enquanto a Nana (como chamava a Wilma, pessoa especial que cuidava de mim) lavava a roupa.
Penso com saudade ao me referir a minha infância.
Quando estava com mais ou menos 3 anos, meus avós vieram morar na cidade de São Luiz Gonzaga e eu fui morar com eles porque tinha problemas de saúde (bronquite asmática) e na cidade onde moravam meus pais não havia hospital.
Precisei ser internada várias vezes no hospital de Caridade de São Luiz Gonzaga.
Meu pai me buscava todos os fins de semana e lembro que certa vez, quando vinha comigo pela mão o apito do frigorífico da cidade tocou e ele cantou para mim esta pequena cançao: "Meio-dia, barriga vazia, macaco fazendo careta pra D. Maria". Jamais esqueci desta canção.
Depois de um ano meus pais também foram morar em São Luiz Gonzaga. Construímos nossa casa ao lado da casa de meus avós.
Eu só aparecia em casa para dormir.
Com 5 anos ingressei na escola. Freqüentava a pré-escola. Quando cheguei lá, segundo minha professora, parecia um cãozinho com medo. Era muito tímida...
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Meu nome é Maria de Lourdes Moraes Kessler, nasci no dia 9 de novembro de 1967 em uma cidade situada no interior do Rio Grande do Sul, chamada Santo Antônio das Missões.
Sou a filha mais velha de Raul Corrêa de Moraes Netto e Esther Maria de Medeiros Moraes.
Até os os dois anos e meio fui a única filha. Depois desta data nasceu meu irmão Marcelo.
Minha infância pode ser considerada uma infância privilegiada pois tive a oportunidade de desfrutar do que há de melhor para uma criança, isto é, passava mais tempo em uma fazenda com meus avós paternos (Maria e Baltazer Corrêa de Moraes).
Brincava muito, tinha liberadade para correr, pular, ousar em brincadeira que hoje meus filhos nem sabem o que é.
Brincávamos de jogo do osso, fazíamos mangueiras cheias de bois, vacas, galinhas, todos feitos com frutas de árvores e padacinhos de madeira.
Passava o dia subindo em árvores, comendo frutas retiradas do pé, brincando na fonte enquanto a Nana (como chamava a Wilma, pessoa especial que cuidava de mim) lavava a roupa.
Penso com saudade ao me referir a minha infância.
Quando estava com mais ou menos 3 anos, meus avós vieram morar na cidade de São Luiz Gonzaga e eu fui morar com eles porque tinha problemas de saúde (bronquite asmática) e na cidade onde moravam meus pais não havia hospital.
Precisei ser internada várias vezes no hospital de Caridade de São Luiz Gonzaga.
Meu pai me buscava todos os fins de semana e lembro que certa vez, quando vinha comigo pela mão o apito do frigorífico da cidade tocou e ele cantou para mim esta pequena cançao: "Meio-dia, barriga vazia, macaco fazendo careta pra D. Maria". Jamais esqueci desta canção.
Depois de um ano meus pais também foram morar em São Luiz Gonzaga. Construímos nossa casa ao lado da casa de meus avós.
Eu só aparecia em casa para dormir.
Com 5 anos ingressei na escola. Freqüentava a pré-escola. Quando cheguei lá, segundo minha professora, parecia um cãozinho com medo. Era muito tímida mas, com o tempo essa situação mudou, me entrosei com os colegas e passei a fazer parte da rotina de sala de aula.
Jamais esquecerei da minha primeira professora, ela se chamava Regina do Amaral Rocha. Quando penso nela, sinto o perfume de rosas que emanava dela.
Professora Regina é uma pessoa que nunca vou esquecer, carinhosa, sempre disponível, falava manso, extremamente amável.
O tempo foi passando e eu crescendo. Me tornando cada vez mais independente e responsável. Em casa todos me chamavam de "pressinha" porque ao chegar da escola, primeiro realizava todas as tarefas de casa para depois ir brincar. Se tirava uma nota diferente da que esperava, quase tinha um treco de tanto que chorava.
Com 15 anos terminei o curso de Magistério e ingressei na carreira de professora.
Sou regente em sala de aula até hoje. Trabalho com 4ª série e amo os meus alunos de paixão. São como meus filhos.
Fui casada por 18 anos. Meu marido chamava-se Romildo Kessler e me deixou o que tenho de mais precioso, meus filhos Mariela (16 anos), Vítor e Vinícios (12 anos).
No dia 01/09/07 minha filha foi eleita Rainha da 24ª Festa das Rosas do município de Sapiranga. Estou muito orgulhosa e feliz com esta conquista.
No dia 04/05/06 meu marido faleceu e fiquei sozinha com os meus filhos. Este fato serviu para nos unir cada vez mais.
No início deste ano, retornei a freqüentar a sala de aula como aluna. Faço parte do curso de pedagogia, ministrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O diferencial deste curso é o fato dele ser realizado à distância.
Com o meu retorno aos bancos escolares, tive a oportunidade de repensar ações e pensamentos. Passei a ser uma pessoa mais tolerante, menos exigente comigo mesma e com os que me rodeiam.
Faz parte da natureza do ser humano ter medo das mudanças. mas as mudanças precisam ocorrer para que possa haver um crescimento do ser humano.
Todos nós devemos viver a vida e não simplismente passar por ela.
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