Nascido em Seropédica, no dia 6 de março de 2008, eu, Olamide Luiz Atanda da Silva iniciei minha trajetória neste mundo. Filho de Abiola Monsurat Atanda e Paulo Henrique da Silva, logo após meu nascimento regressamos para nossa casa em Nova Iguaçu.
De origem bem humilde, vivíamos de favor num pequeno cômodo na casa de minha tia. Infelizmente, num lugar não tão bem cuidado que muitas das vezes acabava me proporcionando doenças ou infecções. Aos 2 meses de vida, tive uma pneumonia que acabou me causando uma parada respiratória por alguns minutos. Meus pais em desespero, tentaram de todo jeito me levar ao hospital, e minha mãe, no calor do momento acabou de dando no colo de uma mulher bêbada que se dizia médica ?. Porém, meu pai ainda tentou manter a calma, e conseguiu arrumar um carro de um velho amigo que morava ali perto, e me levaram para o hospital.
Alguns meses após esse incidente, nascia meu primo Muhammed, tal primo que em minha infância seria como um irmão para mim. Desde pequenos brincávamos, brigávamos e fazíamos besteiras juntos. Um tempo depois ingressei numa creche pública, e fiquei lá com meu primo cerca de 3 anos e meio.
Nessa altura, já estava na primeira série do fundamental, então assim estudei na primeira escola particular de minha vida. Não havia muita diferença pra pública já que era um colégio de bairro, tanto que logo após esse meu primeiro ano eu sai desse colégio e fui para uma escola que marcaria minha vida, Centro Educacional Duque Canellas.
Entrei no Ceduc no segundo ano do Fund. I, e fiquei até o 5° ano. Tal período onde eu vivi e degustei da melhor forma possível a real essência da despreocupação da infância. O Ceduc, foi o lugar onde eu colecionei amigos, que alguns ainda são presentes em minha vida. Desde competições entre os meninos jogando futebol com copos de guaracamp, até os namoricos com algumas meninas em sala de aula. Sem dúvida alguma, o marcou minha vida nesses 4...
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Nascido em Seropédica, no dia 6 de março de 2008, eu, Olamide Luiz Atanda da Silva iniciei minha trajetória neste mundo. Filho de Abiola Monsurat Atanda e Paulo Henrique da Silva, logo após meu nascimento regressamos para nossa casa em Nova Iguaçu.
De origem bem humilde, vivíamos de favor num pequeno cômodo na casa de minha tia. Infelizmente, num lugar não tão bem cuidado que muitas das vezes acabava me proporcionando doenças ou infecções. Aos 2 meses de vida, tive uma pneumonia que acabou me causando uma parada respiratória por alguns minutos. Meus pais em desespero, tentaram de todo jeito me levar ao hospital, e minha mãe, no calor do momento acabou de dando no colo de uma mulher bêbada que se dizia médica ?. Porém, meu pai ainda tentou manter a calma, e conseguiu arrumar um carro de um velho amigo que morava ali perto, e me levaram para o hospital.
Alguns meses após esse incidente, nascia meu primo Muhammed, tal primo que em minha infância seria como um irmão para mim. Desde pequenos brincávamos, brigávamos e fazíamos besteiras juntos. Um tempo depois ingressei numa creche pública, e fiquei lá com meu primo cerca de 3 anos e meio.
Nessa altura, já estava na primeira série do fundamental, então assim estudei na primeira escola particular de minha vida. Não havia muita diferença pra pública já que era um colégio de bairro, tanto que logo após esse meu primeiro ano eu sai desse colégio e fui para uma escola que marcaria minha vida, Centro Educacional Duque Canellas.
Entrei no Ceduc no segundo ano do Fund. I, e fiquei até o 5° ano. Tal período onde eu vivi e degustei da melhor forma possível a real essência da despreocupação da infância. O Ceduc, foi o lugar onde eu colecionei amigos, que alguns ainda são presentes em minha vida. Desde competições entre os meninos jogando futebol com copos de guaracamp, até os namoricos com algumas meninas em sala de aula. Sem dúvida alguma, o marcou minha vida nesses 4 anos em que estive lá (2015-2018).
Eu sempre fui um menino magricelo, e um tanto quanto bobinho, achava que todo mundo era meu amigo, e que ninguém me faria mal por eu ser uma boa pessoa, e como sabemos o mundo não funciona dessa maneira. Após uma briga na rua ocasionada por uma discussão num futebol, um menino que era uns 3 anos mais velho que eu, me agrediu e eu não pude fazer nada. Alguns dias após isso, meu pai, no início de 2016, me pôs num pequeno projeto de Jiu-Jitsu numa igreja ali perto. Onde conheci o esporte que mudaria minha vida, e pessoas também, como meu professor Valdemir. Eu desde o início me apaixonei pelo esporte, e fui um menino que evoluiu muito rapidamente dentro da modalidade. Tanto que no mesmo ano em que entrei, disputei 3 campeonatos e venci os 3, chegando a ser campeão estadual em dezembro. Evolui tão rápido que no mesmo fim de ano, fui graduado para faixa cinza. E minha passagem por campeonatos ainda tinha muito o que vingar. No ano seguinte, disputei mais campeonatos, e vencendo ainda mais, porém tendo perdido uma luta, que me fez enxergar que a vida não é somente feita de vitórias. Em 2018, diminui o ritmo de campeonatos, mas ainda sim disputei 3, vencendo 2 e perdendo 1, que seria meu último campeonato. Porém, ainda assim, no final do ano fui graduado para faixa amarela-branca. No ano que viria a seguir, infelizmente fui perdendo interesse pelo esporte, e tive o sentimento de treinar por obrigação, não havia mais aquela paixão pela luta, mas me mantive ainda assim. E assim viria a todo vapor, 2020. Um ano onde eu estava demonstrando interesse novamente pelo esporte, no início de março tivemos que parar por conta da pandemia. E assim foi, por conta da pandemia fiquei 2 anos afastado do jiu-jitsu, retornando apenas em 2022, e parando em outubro do mesmo ano por conta de problemas cardíacos que eu ainda trato.
E também no mesmo período, havia meu sonho de ser jogador de futebol. Sempre fui um menino muito bom de bola, jogava muito na rua, fazia do futebol a minha maior paixão. Um dia qualquer, minha tia contatou meu pai sobre um projeto de futebol em Seropédica, tal projeto em que meu primo já fazia parte. Então, dias após isso, eu e meu pai fomos totalmente despreparados para o treino, apenas com o intuito de assistir. Porém, chegando lá, o treinador disse ao meu pai que eu poderia participar da partida mesmo sem as roupas e chuteira. Portanto, entrei no campo, e no primeiro momento de jogo, fiz um gol, e logo cai nas graças do pessoal. Fiquei nesse futebol de 2016 à 2019, mas com uma pausa no ano de 2017, porquê por causa de uma chuva forte com ventania, os telhados do CT caíram e ficamos sem treinar durante 8-10 meses.
Em 2019, estava ingressando no Fundamental II, e sai do Ceduc, e fui para outro colégio que marcaria minha vida, Centro Educacional Camargo. De início, como em toda adaptação, fui um garoto mais na minha, tímido e sem muitas amizades de início. Porém, com o decorrer do tempo, fui me soltando, mas infelizmente acabei entrando para o temível grupo da bagunça. Apesar de meu horrível comportamento, sempre fui um menino inteligente, mas o que fiz no 6°ano acabou sendo marcado com um ano cheio de bilhetes e advertências por mau comportamento. Em 2020, o primeiro mês estava sendo encaminhado para uma parte 2 de 2019. Porém, a pandemia venho com tudo e nos prendeu dentro de casa. Portanto passei a ter aulas online, movidas a grupos de Whatsapp. Em 2021, após um ano dentro de casa, voltamos para a escola, e foi muito bom rever o pessoal novamente. Com o passar do tempo, eu fui me tornando uma pessoa mais madura, e evitando a bagunça e também tendo mais senso do que é certo e errado. Foi um ano com muitos altos e baixos, desde problemas com relações entre meus amigos, até o interclasse que venceríamos no final do ano. Já em 2022, meu último ano no Camargo, também já bem mais maduro, fiz dele um ano mais tranquilo, apesar desse ano ter sido doloroso no quesito relações entre o pessoal, 2022 foi um ano a parte do que os dois primeiros foram. Como era o último ano, a turma já estava bem vazia, e somente 10 pessoas continuaram naquela escola. Foi um ano marcado por diversos desentendimentos com meus pais, minha ex e hoje, colega Ana Lívia, e aprendi com os erros que não pode confiar em todo mundo, porquê nem todos são seus amigos.
2022 também foi marcado pelo meu retorno aos gramados. No 20° Batalhão da Polícia Militar em Mesquita, havia um projeto que estava crescendo rapidamente, e eu entrei. Haviam 2 clubes dentro daquele projeto, Guanabara FC e o EC Resende. Eu infelizmente fico muito frustrado quando lembro de minha passagem por lá, porquê sei que não mostrei todo o meu potencial, pois me faltava confiança, e confiança é fundamental no futebol. Apesar disso, disputei diversas partidas, campeonatos, fomos pra Barra da Tijuca diversas vezes, já viajamos para Minas Gerais e etc. E eu tive a honra de na primeira participação numa grande competição do Resende, eu fiz um gol de cabeça contra o Vasco da Gama, acabamos perdendo por 5 a 1, mas isso não muda o grande fato de que uma equipe minúscula, fez um gol contra um gigante brasileiro. Infelizmente eu acabei saindo em outubro por conta de problemas cardíacos, e isso me frustra até hoje, pois eu sai no meu melhor momento.
Hoje, em 2023, estou aqui contando minha história, e ao mesmo tempo feliz em lembrar tudo o que eu passei, e lembrar da época em que tudo era mais simples. Hoje sou um bom aluno, mas infelizmente com notas ruins pra medianas. Não consigo manter uma consistência em minhas notas. Tenho me esforçado, mas as vezes parece que não adianta, mas sei que não posso me abalar por causa de um bimestre ruim, e vou procurar melhorar pra chegar no 4° Bimestre com tudo para ser aprovado.
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