Nesta turma havia um aluno com necessidades educacionais especiais, e o mais interessante é que nenhum dos alunos comentou sobre ele, tivemos conhecimento por meio do relato da professora no momento de Jornada Especial Integral de Formação - JEIF (horário de estudo). Por que as crianças não sinalizaram o aluno que tinha necessidades educativas especiais? Porque simplesmente eles não viam diferença? Ele fazia parte da turma e o trabalho fluía. A verdade é que vivemos ali a inclusão. Trabalhar com aquela turma foi o marco de mudança em minha trajetória profissional. Eu acredito que conhecer essas pessoas me tornou uma professora melhor, uma pessoa melhor.
Seria essa, então, uma escola inclusiva?
Sabemos que existe uma leitura irreal da educação inclusiva, e a escola citada é raridade. Os alunos deficientes, alunos com necessidades educacionais especiais estão chegando às escolas, mas será que as pessoas que compõem a comunidade escolar entendem o que é inclusão, entendem o que é uma escola inclusiva?
Aqui deixo registrado o meu agradecimento aos alunos da 3ª B, a Profª Virgínia, toda equipe escolar e comunidade da Cohab Jardim Antártica.
Profª Sílvia Omae - Emef Dona Angelina Maffei Vita
(Depoimento enviado em 11 de novembr de 2008)