Meu nome é Deborah Hornblas, nasci em São Paulo em julho de 1961, no bairro do Bom Retiro de uma família judia. Estudei, com muito orgulho, em uma escola inovadora, que já não existe mais, chamada Scholem Aleichem, com direcionamento político à esquerda em uma época de ditadura militar. Essa escola me formou como pessoa, me indicando leituras incríveis, teatro, cultura e fundamentalmente pensamento crítico.
Cresci e me formei em Ciências Econômicas, fiz esse curso com uma ótica muita mais voltada para o social do que para o mercado financeiro, como era o perfil da maioria dos meus colegas.
Meu estágio foi em um instituto chamado IEH (Instituto de Estudos Humanísticos) ligado a Faculdade de Economia da FAAP. Daí para iniciar minhas atividades acadêmicas foi um pulo, um salto importante.
Na época (1989) fui convidada para dar aula na FAAP na disciplina de História Econômica Geral, eu já estava no mestrado em História Econômica na USP. Me encontrei nessa atividade. Fiquei 11 anos na FAAP, Dei aulas no Mackenzie e na USCS (São Caetano do Sul), mas parei minha vida acadêmica por um bom tempo (até 2004). Estava com uma filha pequena, com pouco apoio familiar, trabalhava nos restaurantes da família de meu ex-marido.
Em 2004 fui convidada para assumir algumas aulas na UNIP, foi uma alegria, minha filha já estava com 10 anos e eu estava me divorciando. O curso era de Turismo e eu amei a experiência, dei aula nessa instituição até 2020, saí em plena pandemia. Voltei para o mestrado, só que agora em antropologia (Estudos Judaicos) pela USP, local onde completei meus estudos acadêmicos, fiz o doutorado e o pós-doutorado nessa instituição. Em 2007 voltei para FAAP onde fiquei por mais 11 anos. Nesse período, além das aulas assumi a coordenação geral da pós-graduação em Economia e Relações Internacionais. Em 2020 assumi a diretoria administrativa do departamento de Hebraico e Cultura Judaica da USP, cargo que fiquei até...
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Meu nome é Deborah Hornblas, nasci em São Paulo em julho de 1961, no bairro do Bom Retiro de uma família judia. Estudei, com muito orgulho, em uma escola inovadora, que já não existe mais, chamada Scholem Aleichem, com direcionamento político à esquerda em uma época de ditadura militar. Essa escola me formou como pessoa, me indicando leituras incríveis, teatro, cultura e fundamentalmente pensamento crítico.
Cresci e me formei em Ciências Econômicas, fiz esse curso com uma ótica muita mais voltada para o social do que para o mercado financeiro, como era o perfil da maioria dos meus colegas.
Meu estágio foi em um instituto chamado IEH (Instituto de Estudos Humanísticos) ligado a Faculdade de Economia da FAAP. Daí para iniciar minhas atividades acadêmicas foi um pulo, um salto importante.
Na época (1989) fui convidada para dar aula na FAAP na disciplina de História Econômica Geral, eu já estava no mestrado em História Econômica na USP. Me encontrei nessa atividade. Fiquei 11 anos na FAAP, Dei aulas no Mackenzie e na USCS (São Caetano do Sul), mas parei minha vida acadêmica por um bom tempo (até 2004). Estava com uma filha pequena, com pouco apoio familiar, trabalhava nos restaurantes da família de meu ex-marido.
Em 2004 fui convidada para assumir algumas aulas na UNIP, foi uma alegria, minha filha já estava com 10 anos e eu estava me divorciando. O curso era de Turismo e eu amei a experiência, dei aula nessa instituição até 2020, saí em plena pandemia. Voltei para o mestrado, só que agora em antropologia (Estudos Judaicos) pela USP, local onde completei meus estudos acadêmicos, fiz o doutorado e o pós-doutorado nessa instituição. Em 2007 voltei para FAAP onde fiquei por mais 11 anos. Nesse período, além das aulas assumi a coordenação geral da pós-graduação em Economia e Relações Internacionais. Em 2020 assumi a diretoria administrativa do departamento de Hebraico e Cultura Judaica da USP, cargo que fiquei até 2021.
Em 2008 prestei um concurso para a Fatec São Paulo, curso de Gestão de Turismo, local que permaneço até hoje. Passei a me envolver cada vez mais com o setor de turismo e me apaixonei pela área. Nesse meio tempo me casei novamente, minha filha também se casou (ela se formou em letras e é tradutora). Estou com 64 anos e continuo na ativa. Dou aulas, faço Pilates, dou curso de formação para guias de museus (fiz esse belo trabalho no Museu da B3), viajo muito e encaro a 3ª idade com muito bom humor.
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