Meu nome é Julia Emanuelle Oliveira Herculano, nasci em Ipatinga/MG no dia 29/07/2007, tenho 17 anos. Meu nome foi escolhido porque meu pai queria que eu me chamasse Julia e minha mãe Emanuelle, então eles juntaram os dois. Meus pais Rosilene e Odair, nasceram na região de Tarumirim/MG, minha mãe trabalha como zeladora na igreja e meu pai como pedreiro.
Eu nasci, cresci, vivi e fui criada em Ipatinga. Tive uma infância muito radical, mas também muito divertida, eu morava em cima da casa dos meus avós e da minha tia, então tinha muito contato com meus primos, eu brincava com eles porque minhas primas eram muito pequenas e não faziam o que eu gostava, além de morarem mais longe. Nossas brincadeiras eram as mais comuns possíveis, pique-pega, pique-esconde, polícia e ladrão e jogos no celular também, óbvio. Outras brincadeiras mais diferentes como descer o morro de casa sentados no papelão e pular o murinho da varanda da vovó Catarina, eram mais raras de acontecer. Quando acontecia da gente descer o morro no papelão, minha mãe odiava, porque eu rasgava meus shorts atoa, mas eu particularmente amava. No fatídico dia dos pulos no murinho da casa da minha avó, em um pulo errado, eu prendi o pé e quando fui soltá-lo..... caí de cara na calçada, o que resultou em metade do meu rosto ralado e uma criança chorando rios de lágrimas, mas pelo menos não ficaram cicatrizes. Quase ia me esquecendo, teve também o dia em que caí de bicicleta e desci um pequeno morrinho de joelhos no asfalto, tenho uma cicatriz até hoje. Ficou bem explicado o porquê da infância radical.
Passaram-se os anos, e em abril de 2019, eu com 12/13 anos, fiz minha primeira mudança, saí da cidade para a roça. Foi algo bem planejado porque tanto meu pai quanto minha mãe tinham seus trabalhos, além da minha escola. Sempre quis morar na roça porque eu já vinha para cá quase todas as férias e gostava muito, quando minha mãe falou sobre isso eu nem pensei duas...
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Meu nome é Julia Emanuelle Oliveira Herculano, nasci em Ipatinga/MG no dia 29/07/2007, tenho 17 anos. Meu nome foi escolhido porque meu pai queria que eu me chamasse Julia e minha mãe Emanuelle, então eles juntaram os dois. Meus pais Rosilene e Odair, nasceram na região de Tarumirim/MG, minha mãe trabalha como zeladora na igreja e meu pai como pedreiro.
Eu nasci, cresci, vivi e fui criada em Ipatinga. Tive uma infância muito radical, mas também muito divertida, eu morava em cima da casa dos meus avós e da minha tia, então tinha muito contato com meus primos, eu brincava com eles porque minhas primas eram muito pequenas e não faziam o que eu gostava, além de morarem mais longe. Nossas brincadeiras eram as mais comuns possíveis, pique-pega, pique-esconde, polícia e ladrão e jogos no celular também, óbvio. Outras brincadeiras mais diferentes como descer o morro de casa sentados no papelão e pular o murinho da varanda da vovó Catarina, eram mais raras de acontecer. Quando acontecia da gente descer o morro no papelão, minha mãe odiava, porque eu rasgava meus shorts atoa, mas eu particularmente amava. No fatídico dia dos pulos no murinho da casa da minha avó, em um pulo errado, eu prendi o pé e quando fui soltá-lo..... caí de cara na calçada, o que resultou em metade do meu rosto ralado e uma criança chorando rios de lágrimas, mas pelo menos não ficaram cicatrizes. Quase ia me esquecendo, teve também o dia em que caí de bicicleta e desci um pequeno morrinho de joelhos no asfalto, tenho uma cicatriz até hoje. Ficou bem explicado o porquê da infância radical.
Passaram-se os anos, e em abril de 2019, eu com 12/13 anos, fiz minha primeira mudança, saí da cidade para a roça. Foi algo bem planejado porque tanto meu pai quanto minha mãe tinham seus trabalhos, além da minha escola. Sempre quis morar na roça porque eu já vinha para cá quase todas as férias e gostava muito, quando minha mãe falou sobre isso eu nem pensei duas vezes e já falei meu sim. Nós viemos porque minha mãe tinha a mãe dela e a avó aqui, morando as duas sozinhas, então ela achou melhor vir para ajudar, já que entre todos os irmãos dela para ela era mais fácil. No início viemos só eu e minha mãe, meu pai ficou em Ipatinga por causa dos serviços, mas em 2021 ele veio também.
Claro que no começo foi difícil, era uma vida diferente. Quando entrei na escola estranhei tudo, a escola tinha apenas uma turma para cada série, lá eram 4 turmas, aqui são muito menos pessoas. Depois de 1 ano, em 2020, minha bisavó caiu e quebrou o braço, então minha mãe foi com ela para o hospital, lá ela ficou por um tempo e infelizmente contraiu covid-19, não resistiu por ser bem idosa e veio a falecer. Não teve velório nem enterro acompanhado, por conta da covid-19. Depois disso, minha mãe agora só estava \"cuidando\" da minha vó e da casa, tudo isso enquanto ainda trabalhava fora.
Continuamos aqui na roça, agora eu já estava no 9 ano, em 2022. Sempre que chegava da escola ficava um tempo com minha vó, por que meus pais trabalhavam, então no dia 12/09/2022 não foi diferente, já estava a noite quando sem ninguém ver minha vó caiu, mas ela não falou nada, então eu só fui perceber quando vi ela ofegante no sofá. Corri pra falar com a minha mãe que veio correndo ver o que tinha acontecido, ela ficou muito tempo tentando entender o que tinha acontecido com a minha vó. Depois de umas 2 horas tentando medir a pressão da minha vó, minha mãe viu que estava muito alta e minha vó não queria ir de jeito nenhum pro hospital, por isso perdemos muito tempo. Quando conseguimos sair e chegar ao hospital, vimos que a situação não era nada simples, minha vó estava com um bloqueio de ramos no coração e precisava urgente ir para Governador Valadares, só que o médico disse que ela não aguentaria chegar lá, ou seja, só restava esperar e fazer o que fosse possível ali. Nós não sabíamos, mas minha vó teve uma parada cardíaca dentro do carro no caminho para Itanhomi.
Passamos a noite do dia 13/09/2022 no hospital e às 5:00 da manhã recebemos a notícia que ela não tinha resistido. Foi um dia muito difícil para toda a família.
Agora sem ninguém mais para minha mãe cuidar e ajudar só nos restava ir embora para Ipatinga de novo, mas como eu iria começar o ensino médio pedi para minha mãe para continuarmos aqui até completar meus estudos superiores. Ela deixou e aqui estamos hoje, estou no meu último ano do ensino médio a um passo de me formar e aí sim voltar para Ipatinga.
Minhas expectativas daqui para frente é só melhorar ainda mais no quesito estudo, quero sair do ensino médio com uma vaga direto na faculdade, ainda não decide qual área seguir, mas sei que quero fazer algo. Quero trabalhar na minha área, construir estabilidade financeira, uma família, um lar, enfim, uma vida de sucesso e felicidade com meus pais sempre junto comigo.
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