Me chamo Gislaine, sou professora da rede pública municipal, na Emef Dona Angelina Maffei Vita, atuando na sala de leitura. Vou relatar um episódio muito marcante de minha vida.
Ao engravidar, há dezesseis anos atrás, o meu desejo era ter um menino. Certo dia, na casa de minhã mãe, uma de suas primas foi visitá-la e se dizia vidente. Quando ela soube que eu estava grávida, disse-me com muita convicção que era um menino. Como era o meu desejo, aceitei de prontidão, já escolhi o nome e me referia ao bebê, chamando-o de Saulo. A certeza era tanta que nem fiz a ultrassonografia. Todos me aconselhavam a não levar a sério o que a suposta vidente havia dito, mas era em vão, pois eu tinha a convicção de que era um menino... Saulo... Saulo...
Só não fiz o enxoval todo voltado para o Saulo porque minha mãe não deixou, e ganhei muitas coisas. No dia tão esperado, na hora do parto, qual minha surpresa, quando o médico disse:
- É uma meninona
Eu fiquei chocada, ainda perguntei se ele tinha certeza do que estava falando... ele riu e me trouxe a menina mais linda do mundo, minha Raíra...
Depois disso todos riram da minha convicção e inocência em ter acreditado naquela mulher, embora fosse o meu desejo ser mãe de um menino. Ficou apenas o desejo, pois tenho duas filhas maravilhosas. Cuidado com certas verdades... e essa história entrou por uma porta ... e saiu pela outra ... quem quiser que conte outra
(Depoimento enviado em 14 de novembro de 2008)

