Em 2011, terminei um relacionamento muito longo e a partir de então, dividimos a guarda da Rebeca, cachorra que tínhamos juntos. Em 2012, a Rebeca morreu e meu tio ao saber que eu estava triste com a perda da Rebeca, me fez uma surpresa. Dias antes, ele trabalhava em uma mineradora em João Molevade. Quando ele e seus colegas, iam colocar minério de ferro em uma caçamba que veio de Vitória, no Espírito Santo, ouviram um gemido. Sem saber o que era, acionaram o resgate e encontraram uma cachorrinha caramelo, abandonada dentro da caçamba. Após o resgate, meu tio resolveu me presentear com essa cachorra, que colocamos o nome de Vitória do Espírito Santo. Demos este nome por ela ter sido uma vitoriosa, que sobreviveu dentro da caçamba, do Espírito Santo, até Minas. Vivo como ficou conhecida, tornou-se a partir de então a alegria da minha casa. Sempre muito levada, ficou conhecida no bairro todo, por suas fugas, todas as vezes que via o portão aberto. Vivi era peralta, brincalhona e muito ativa. Por volta de 2016, descobri que a vivi estava com leishmaniose e resolvi tratar a doença. Ela respondeu super bem ao tratamento, não apresentando sintomas da doença, chegou até a negativar os exames leishmaniose. Na pandemia, a Vivi tornou-se minha maior e melhor companhia. Minha parceira de todas as horas. Passávamos o dia, grudadas. Foi por causa da companhia dela, que eu consegui mater minha saúde mental, naqueles dias tão difíceis e dolorosos de quarentena. Na mesma ocasião, ela ficou bastante popular nas minhas redes sociais, pq eu vivia postando fotos e histórias dela. Na época, ela ficou conhecida como a vizinha fofoqueira, pq eu sempre postava foto dela na janela, vigiando a rua.
Em 2021, um cachorro entrou escondido na minha casa, a vivi estava no cio e engravidou. Mesmo já sendo idosa e com leishmaniose, ela nos surpreendeu por ficar tão bem na gravidez. Até dia 31 de dezembro de 2021, quando um vizinho sem noção, decidiu celebrar o...
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Em 2011, terminei um relacionamento muito longo e a partir de então, dividimos a guarda da Rebeca, cachorra que tínhamos juntos. Em 2012, a Rebeca morreu e meu tio ao saber que eu estava triste com a perda da Rebeca, me fez uma surpresa. Dias antes, ele trabalhava em uma mineradora em João Molevade. Quando ele e seus colegas, iam colocar minério de ferro em uma caçamba que veio de Vitória, no Espírito Santo, ouviram um gemido. Sem saber o que era, acionaram o resgate e encontraram uma cachorrinha caramelo, abandonada dentro da caçamba. Após o resgate, meu tio resolveu me presentear com essa cachorra, que colocamos o nome de Vitória do Espírito Santo. Demos este nome por ela ter sido uma vitoriosa, que sobreviveu dentro da caçamba, do Espírito Santo, até Minas. Vivo como ficou conhecida, tornou-se a partir de então a alegria da minha casa. Sempre muito levada, ficou conhecida no bairro todo, por suas fugas, todas as vezes que via o portão aberto. Vivi era peralta, brincalhona e muito ativa. Por volta de 2016, descobri que a vivi estava com leishmaniose e resolvi tratar a doença. Ela respondeu super bem ao tratamento, não apresentando sintomas da doença, chegou até a negativar os exames leishmaniose. Na pandemia, a Vivi tornou-se minha maior e melhor companhia. Minha parceira de todas as horas. Passávamos o dia, grudadas. Foi por causa da companhia dela, que eu consegui mater minha saúde mental, naqueles dias tão difíceis e dolorosos de quarentena. Na mesma ocasião, ela ficou bastante popular nas minhas redes sociais, pq eu vivia postando fotos e histórias dela. Na época, ela ficou conhecida como a vizinha fofoqueira, pq eu sempre postava foto dela na janela, vigiando a rua.
Em 2021, um cachorro entrou escondido na minha casa, a vivi estava no cio e engravidou. Mesmo já sendo idosa e com leishmaniose, ela nos surpreendeu por ficar tão bem na gravidez. Até dia 31 de dezembro de 2021, quando um vizinho sem noção, decidiu celebrar o réveillon com uma chuva de fogos de artifício super barulhentos. Nessa noite, os cachorrinhos morreram na barriga da vivi. No dia primeiro, a levei no veterinário e tive a notícia de que eles haviam morrido e que teriam que fazer uma cirurgia de urgência para retirá-los. Na ocasião os veterinários disseram que a chance da Vivi sobreviver, era mínima. Tendo em vista sua idade e seu quadro de leishmaniose. Mais uma vez, a Vivi surpreendeu a todos com sua força e sobreviveu a cirurgia. Porém, infelizmente depois deste episódio, ela ficou muito fraca e passou a sofrer muito os sintomas da leishmaniose, apesar de estar em constante tratamento. Passei anos cuidando da vivi doentinha, até que em 2025, descobrimos que ela tinha um câncer. Mais uma vez os veterinários disseram que ela não resistiria, por causa da idade e por causa dá leishmaniose e mais uma vez, ela surpreendeu a todos com sua força e vontade de viver. Desde então, eu passei a ter uma rotina de cuidados diários com ela. Neste momento, a vivi me ensinou a ter uma força, que nem eu sabia que existia dentro de mim. Eu cuidei dela, como quem cuidava de um bebê doente. Em junho de 2025, ela estava fazendo um tratamento muito forte para estabilizar a leishmaniose, para que pudesse fazer a cirurgia de retirada do câncer. Como um milagre, ela reagiu super bem ao tratamento. Ninguém acreditava que ela pudesse estar tão bem. Mas infelizmente, antes de fazer a cirurgia ela teve uma piora significativa e me deixou. Dessa vez, eu não consegui salvá-la, como ela tantas vezes me salvou. Até hoje, eu não sei se ela se foi pela doença, ou se foi picada por uma cobra, pq no mesmo dia, achamos uma cobra morta, perto da sua casinha. A vivi foi o maior exemplo de parceria, companheirismo e amor pela vida, que já tive. Perdê-la, doeu na minha alma, mas as suas lembranças, vão morar pra sempre na minha memória e no meu coração.
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