Nasci em janeiro de 2008 em mesquita e passei a vida inteira em Nova Iguaçu. Recém-nascida, fui diagnosticada com rim multicisco, uma doença renal que, devido à desorganização estrutural do tecido renal, não permite o funcionamento de um dos meus rins.
Aprendi a andar e falar muito cedo, entrei na escola aos 3 anos já tendo noção de leitura e aos 8 comecei a fazer jazz e curso de inglês. A convite do vereador, eu e minha turma dançamos na inauguração da praça do meu bairro, porém, pouco tempo depois eu larguei as aulas de dança. Fiz teatro por um ano entre 2019 e 2020 pois sempre fui apaixonada pela cultura e pela história brasileira e sonhava em trabalhar com música ou atuação, mas depois de um tempo percebi que era \"fora da minha realidade\", por não ser algo 100% certo. Depois de cultura, eu sempre quis muito trabalhar em alguma área de direito criminal, mas ainda não tenho tanta certeza do que quero seguir. Entre 2021 e 2022 eu passei pela experiência do ensino público e tive real acesso ao descaso do governo com as classes mais baixas. Nessa escola, conheci uma professora que sempre depositou muita confiança no meu potencial, já que eu me destacava entre os alunos que não tiveram tanto incentivo de estudo durante a vida, por ter tido meus pais sempre me apoiando e explicando a necessidade de estudos pra quem não nasceu dentro da burguesia. Essa professora sempre me procurava para avisar de algum concurso que abria vagas no ano pois queria muito que eu pudesse ter um futuro melhor do que o futuro que o ensino médio público poderia me proporcionar. Fui atrás da prova do CEFET mas não tive dinheiro para pagar a inscrição e, então, busquei outras escolas mais acessíveis. Em 2022 passei no concurso da Firjan e, mesmo sem ter pretensão de trabalhar na área, iniciei um curso de eletroeletrônica no SENAI.