Minha avó veio lá de Minas Gerais. Ela tem 60 anos, nasceu no dia 16/01/1945.
Ela é descendente de índio, mas não é ela que é índio, é a mãe do pai da minha avó.
A minha mãe não morou lá em Minas Gerais, mas minha avó falou que eles pegavam o sabugo de milho faziam bonecos e brincavam, pegavam saco de estopa e faziam vestidos. A fazenda era de café e milho, a minha avó de vez em quando ia colher milho e às vezes ia para roça.
E o relacionamento da minha bisavó com minha avó era muito bom, só ás vezes que elas não se davam bem.
O contexto histórico na época da minha avó
No período de 1937 a 1945 houve centralização do poder em Vargas. Para controlar a imprensa, foi criado o DIP (departamento de imprensa e propaganda). Para exaltar as realizações do governo, ia ao ar todo o dia o programa radiofônico A Hora do Brasil.
A partir da criação da PE e do DIP, a repressão aumentou bastante. E a questão do trabalho foi das mais caras ao novo regime. A legislação trabalhista era inspirada na Carta Del Lavoro do fascista italiano Benito Mussolini. Diante da imensa popularidade que o rádio vinha alcançando na década de 30, o DIP utilizou também a música para promover o trabalho. Wilson Baptista, em parceria com Ataulpho Alves, seria vítima da intervenção do DIP em 1940, com o samba "O Bonde de São Januário", referência ao bairro onde ficava o estádio do Vasco da Gama, palco dos discursos de Getulio Vargas, dirigido aos trabalhadores do Brasil.
Somente em 1944 – já no final da guerra os primeiros cinco mil soldados brasileiros desembarcaram em Nápoles, na Itália, A FEB. Força expedicionária brasileira lutou sob o comando do 5º exercito estadunidense. Os brasileiros se destacaram na batalhas de Monteses e Monte Castelo. Ao todo foram enviados 25334 brasileiros, dos quais 451 morreram.
Este texto faz parte do trabalho de Miguel Cunha de Santi. Em 2005, aluno da 6ª série A da Escola Militar.

