Lua me resgata todos os dias da dureza do mundo.
Existe algo no jeito dele me olhar, de me esperar, de simplesmente permanecer perto, que me lembra constantemente da minha humanidade. Em meio às pressões, às dores, aos silêncios e aos dias difíceis, ele me ensina sobre presença, sobre afeto simples e sobre amor sem exigências.
Eu amo Lua de um jeito difícil de explicar. Um amor construído no cotidiano, nos pequenos gestos, na companhia silenciosa, nas noites difíceis em que ele apenas deita perto e parece dizer que eu não estou sozinho.
E a vida com ele é uma aventura bonita até nos dias mais comuns. Existe sempre um miado ecoando pela casa, passos leves surgindo de repente, manias que me fazem rir sem perceber. Seus miados têm o poder de preencher os espaços e transformar silêncio em presença. A casa fica mais viva quando Lua vocaliza, quando pede atenção, quando simplesmente existe atravessando os cômodos como quem lembra que amor também mora nas pequenas rotinas.
Lua me faz mais humano. Mais sensível. Mais calmo. Mais capaz de perceber beleza nas coisas pequenas. E talvez esse seja o maior presente que um ser pode oferecer ao outro: lembrar quem somos quando o mundo tenta endurecer a gente.
Aos oito anos, ele continua sendo meu dengo, meu príncipe e uma das formas mais puras de amor que já conheci.
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