Eu sonhei com um cachorro que seria fruto das conexões em minha vida. No sonho, ele estava rodeado por amigos que eu ainda não tinha, o nome era Bertolino. Dois anos depois, em um dia de carnaval, minha recém amiga me disse "tem um cachorrinho precisando de um lar". Eu sabia que era o Bertolino vindo pra mim. Adotei, ele entendeu que o nome dele era Bertolino já no primeiro dia! Parecíamos almas gêmeas que finalmente se encontraram. Dois meses se passaram, ele ficou muito doente. Tinha anemia hemorrágica, foram 3 transfusões de sangue, dias incontáveis com ele no hospital, eu mal comia, me sentia esgotada mentalmente, fragilizada e sensível. Passava o dia abraçada nele na sala de espera do hospital. Meu noivo esgotou todas as possibilidades de dinheiro para arcar com o tratamento, os médicos já tinham concordado que ele viria a óbito. Eu continuei, brinquei, amei, mediquei, levava ele no parque todos os dias pra ficar 3h brincando na grama comigo. Frango em todas as refeições, frutas todas as semanas, petiscos que eu mesma fazia. Em 3 meses veio a alta hospitalar, ele tava curado e o laço que nos unia estava tão forte que parecíamos um só. Ele é a minha família, meu lar, meu Bertolino Lindo, eu sou a mamãe dele e meu noivo é o pai presente que brincamos ser mais conhecido pelo Bertô como o "não é a mamãe".
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