E/1 – Bom dia Enio, tudo bom?
R – Bom dia. Tudo bom?
E/1 –Você poderia falar seu nome completo, data e local de nascimento?
R – Meu nome é Enio Marcelo Amorim, eu nasci em 12 de janeiro de 1970, em Porto Alegre.
E/1 – Enio, há quantos anos você está na companhia?
R – Em março, agora passado, fizeram 19 anos.
E/1 – 19 anos? E você entrou como?Como que foi a sua chegada?
R – Eu entrei como auxiliar de laboratório, no setor de sucos, na fábrica da Antártica em Monte Negro em 1987, foi esse ano que eu entrei lá.
E/1 – E assim, você conhecia outras pessoas que trabalhavam na Antártica, ou tinha família?
R – Tinha um colega meu que trabalhava na Antártica, na fábrica de cervejas, em Monte Negro tinha uma fábrica de cervejas e o setor de sucos. Ele fez o segundo grau comigo, técnico em Química e me indicou para uma vaga que havia no setor de sucos.
E/1 – E hoje qual é a sua função?
R – É, hoje eu sou gerente de qualidade assegurada aqui da fábrica de Jaguariúna.
E/1 – O que é um gerente de qualidade?
R – O gerente de qualidade é uma pessoa responsável por todo o processo de qualidade na fábrica, desde o recebimento das matérias primas, até o produto chegar na mão do consumidor, então passando por todas as etapas dentro e até mesmo fora da fábrica.
E/1 – Quer dizer, você tem muito trabalho? Por que é muita coisa.
R – Muita responsabilidade.
E/1 – Muita! E como foi que você, assim, você passou por outras fábricas? Como que foi isso?
R – É, então, eu comecei no setor de sucos em [19]87. Daí em [19]88 abriu uma vaga na cervejaria também, que era próximo lá, em Monte Negro, eu fui para a cervejaria para ser técnico químico, então passei de auxiliar de laboratório para técnico químico. Fiquei lá em Monte Negro até agora, 2002, para ser mais exato. Quando eu fui transferido para a fábrica de Águas Claras, já depois da fusão da Brahma com a Antártica.
E/1 – E como que...
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E/1 – Bom dia Enio, tudo bom?
R – Bom dia. Tudo bom?
E/1 –Você poderia falar seu nome completo, data e local de nascimento?
R – Meu nome é Enio Marcelo Amorim, eu nasci em 12 de janeiro de 1970, em Porto Alegre.
E/1 – Enio, há quantos anos você está na companhia?
R – Em março, agora passado, fizeram 19 anos.
E/1 – 19 anos? E você entrou como?Como que foi a sua chegada?
R – Eu entrei como auxiliar de laboratório, no setor de sucos, na fábrica da Antártica em Monte Negro em 1987, foi esse ano que eu entrei lá.
E/1 – E assim, você conhecia outras pessoas que trabalhavam na Antártica, ou tinha família?
R – Tinha um colega meu que trabalhava na Antártica, na fábrica de cervejas, em Monte Negro tinha uma fábrica de cervejas e o setor de sucos. Ele fez o segundo grau comigo, técnico em Química e me indicou para uma vaga que havia no setor de sucos.
E/1 – E hoje qual é a sua função?
R – É, hoje eu sou gerente de qualidade assegurada aqui da fábrica de Jaguariúna.
E/1 – O que é um gerente de qualidade?
R – O gerente de qualidade é uma pessoa responsável por todo o processo de qualidade na fábrica, desde o recebimento das matérias primas, até o produto chegar na mão do consumidor, então passando por todas as etapas dentro e até mesmo fora da fábrica.
E/1 – Quer dizer, você tem muito trabalho? Por que é muita coisa.
R – Muita responsabilidade.
E/1 – Muita! E como foi que você, assim, você passou por outras fábricas? Como que foi isso?
R – É, então, eu comecei no setor de sucos em [19]87. Daí em [19]88 abriu uma vaga na cervejaria também, que era próximo lá, em Monte Negro, eu fui para a cervejaria para ser técnico químico, então passei de auxiliar de laboratório para técnico químico. Fiquei lá em Monte Negro até agora, 2002, para ser mais exato. Quando eu fui transferido para a fábrica de Águas Claras, já depois da fusão da Brahma com a Antártica.
E/1 – E como que foi essa fusão para você? Você era da Antártica...
R – Sim, a gente passou por um processo de adequação de metodologias, de rotinas. Que na verdade eram duas empresas com... Cervejarias, grandes cervejarias. Mas com políticas, com culturas diferentes. A gente se adaptou à nova cultura que foi criada pela fusão das duas empresas.
E/1 – Você acha que mudou muito, assim, teve uma mudança grande?
R – É, em termos de Antártica para a AmBev houve uma mudança de cultura significativa. Existia uma outra realidade do próprio país, vivia uma outra realidade. Em termos de exigência do consumidor, de abertura do mercado e a AmBev. No caso a Brahma, já estava adequada a essa realidade. Então a gente teve que vivenciar essa transição.
E/1 – Você falou que você é gerente de qualidade, você pega todos os processos. Você tem contato com o SAC? O consumidor, quando ele liga, reclama, fala alguma coisa...
R – Sim, sim. Nós temos, na verdade, diretamente não. O SAC, ele é conduzido pela CSC. Tem um atendimento via telefone, mas nós recebemos diariamente as reclamações referentes a qualidade do produto por um relatório que é enviado para a gerência. Então a gente observa qual é, do que o consumidor está reclamando, qual é o tipo de... Qual é o produto, qual é a data de fabricação e aí a gente vai autuar no processo para verificar o que pode ter acontecido para causar aquela insatisfação do consumidor.
E/1 – Isso ocorre muito, ou não?
R – Olha, isso depende do volume. Está ligado ao volume de produção, então a gente sabe que também têm fatores, tanto internos - que a gente tem que autuar de imediato - quanto externos, que envolvem até o acondicionamento dos produtos nos pontos de venda.
E/1 – E quando você veio para Jaguariúna, como foi isso, assim? Que é uma fábrica grande. Que tem produtos específicos, que distribui para o Brasil todo ... Como que é isso?
R – É, na verdade eu estou aqui há uma semana...
E/1 – Há uma semana?
R – Há uma semana. Então, a minha expectativa justamente é sobre isso. A gente vem para um mercado grande, com uma quantidade enorme de marcas, é uma fábrica que produz a Stella Artois, um produto Premium da companhia. Então é uma experiência que eu estou começando a vivenciar agora.
E/1 – Existe uma troca de informações entre as fábricas, assim, quando você veio para cá, você sabia o que era, você já conhecia?
R – Sim, eu já conhecia. A gente sabe porque nas reuniões gerencias, de STG e tudo, a gente já conhece a história de cada fábrica, qual é o tamanho dela, o porte dela dentro da companhia. E a fábrica de Jaguariúna, inclusive, quando eu estava na fábrica da Antártica, em 1991, a gente mais ou menos sabia, tinha notícias de quando ela foi construída aqui.
E/1 – E nesses anos todos de companhia, que são muitos, tem fatos que te marcaram, que você acha que é importante compartilhar com os outros?
R – É, eu não consigo gravar uma história engraçada. Eu não consigo lembrar de um fato, assim, de ontem para hoje. Que eu tenho que memorizar, que pudesse ser divulgado.
E/1 – Mas algo que te marcou, assim, que foi importante até para você: uma promoção, um produto novo, uma mudança de lugar?
R – Olha, eu lembro quando eu passei para... Na verdade eu fiz toda a minha carreira em laboratório. Como técnico, depois fui supervisor de laboratório, e em determinado momento eu fui fazer um curso de cervejeiro, técnico de cervejeiro em Vassouras. Daí quando eu voltei para a área de processo, virei staff de cervejeiro em Monte Negro. Então quando surgiu a área de qualidade assegurada, que não existia na Companhia - ela foi criada no final de 2002 - eu fui uma das pessoas indicadas para essa função, que na época era para coordenador de qualidade, que tinha uma equipe: era o coordenador e o monitor de mercado, que era a pessoa que fazia o trabalho de acompanhamento da qualidade dos produtos no mercado. Então foi uma grande alegria quando eu fui indicado para essa atribuição, para essa função porque eu sabia que era uma função de enorme responsabilidade, até pela política da companhia de sempre primar pela qualidade dos produtos. E daí na seqüência, já em 2003, quando os laboratórios, eles foram separados, da de processo e Packing, foram colocados sobre a gestão de área de qualidade assegurada, então eu voltei para a minha área de origem, que era o laboratório.
E/1 – Você fez um curso técnico. De mestre cervejeiro, é isso?
R – Isso.
E/1 – Você falou. E isso é importante, é fundamental para onde você está hoje que é a qualidade do produto?
R – Com certeza. Porque a gente adquire muito conhecimento, a experiência que a gente vive em chão de fábrica, juntamente com a teoria que você recebe nos cursos técnicos - seja de química, de cervejeiro, então eu fiz o “Greenbelt” – então tudo isso agrega. Para a gente ter mais informações para ajudar a equipe a solucionar os problemas que acontecem.
E/1 – E Enio, o que representa trabalhar na companhia, há tantos anos. Qual é o peso que tem?
R – Olha, eu tenho um orgulho muito grande de trabalhar na companhia, porque eu até confundo a minha própria história com a história da companhia. Tenho 36 anos de idade. Comecei com 17 anos, então eu era praticamente uma criança. Não tinha nem maioridade. Hoje, mais da metade da minha vida... Eu estou dentro da AmBev. Então é um orgulho muito grande de estar nessa empresa. Ter passado por toda a história da Antártica, a história da Brahma, AmBev. Então... E agora já com InBev. E a gente já... É um orgulho muito grande.
E/1 – E você imaginou um dia que você ia trabalhar em uma companhia onde era mundial, internacional?
R – É, quando a gente começa a carreira, a gente tem grandes expectativas, depois quando vai para o mercado, nós observamos que a concorrência e a disputa por crescimento é um negócio bastante árduo e complicado. No início da minha carreira eram poucos técnicos, e tudo, então tinha a expectativa de crescimento. Hoje, a gente sabe que o mercado, ele é bastante competitivo. Eu dou muito valor para a posição que hoje eu tenho. E como eu já falei, muito orgulho de estar trabalhando aqui nessa Companhia que é a maior cervejaria do mundo.
E/1 – E você tem algum produto da sua preferência?
R – Olha, eu vou dar um depoimento de um cervejeiro que falou. Como eu trabalho com todas as marcas -sou o cervejeiro responsável pela qualidade da Brahma, da Antártica, da Skol, da Boemia - é como se fosse filhos. Eu não posso ter preferência por uma ou por outra, eu adoro todas [risos].
E/1 – Gosta de todas? Então você vai ter que ter uma preferência por uma propaganda. Você gosta de alguma que te marcou mais?
R – Olha, preferência pessoal assim...
E/1 – Uma propaganda que você fala assim: “Ah, eu adoro aquela propaganda”. Que tenha sido agora, ou há dez anos.
R – Propaganda?
E/1 – Alguma coisa que te marcou nelas.
R – Olha, eu lembro sempre das mais recentes. Essa do Maradona, do guaraná Antártica, eu achei sensacional, achei muito boa. Voltando um pouco na memória... É difícil, mesmo, teria que parar para pensar um pouco.
E/1 – Você se imagina hoje fazendo outra coisa que não seja trabalhando...
R – Não, hoje não consigo imaginar. É claro que dentro de fábrica a gente consegue se enxergar nas mais diversas posições, porque a gente já acompanha a rotina das demais áreas. Mas pela minha formação, eu vou estar sempre voltado na área industrial mesmo, ou seja, na qualidade, no processo.
E/1 – Mas, assim, não em outro lugar, em outra Companhia?
R – Não, em outra companhia não consigo imaginar, hoje não tem mais até... Eu tenho um apego muito grande pela companhia, não consigo me imaginar em outro lugar.
E/1 – Você gostaria Enio, assim, de deixar algum recado para os seus colegas ou para a companhia, para a AmBev?
R – Eu acredito que a Companhia, ela cresceu muito, desde o tempo da Antártica, Brahma, hoje. Com a criação da AmBev é uma empresa que está na ponta. E tudo se deve a gente que está hoje na empresa. Então o recado que eu tenho é que a gente não deixe peteca cair que a gente continue sendo a maior cervejaria do mundo, e agora como a próprio lema nos faça ser a melhor, se a gente conseguir isso aí, é só a nossa gente acreditar nessa missão.
E/1 – E como que você vê a companhia assim resgatando essa memória dos funcionários?
R – Eu, como eu tenho bastante tempo, acho muito bom. Que a gente se apega. Se vê. Contando histórias do passado. Relembrando. Quando eu vim aqui para Jaguariúna, o pessoal mais antigo, alguns eu já conhecia dos treinamentos dos tempos do laboratório central. Esse resgate da memória ele valoriza muito a quem tem mais tempo. E aqueles que estão chegando se enxergam, talvez no futuro fazendo parte daquela história também.
E/1 – Enio, você gostaria de falar alguma coisa que a gente não falou, que eu não te perguntei? Assim, alguma coisa que você lembrou agora, que você fala: “Ah, isso é legal”.
R – Não, acho que, só... Acho que tudo que eu já falei...
E/1 – Então está bom, a gente agradece por você ter vindo, obrigada.
R – Obrigado.
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