Aqui é a história que escrevi sobre a minha trajetória na universidade do 1º ao 4º período de História do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais.
1 - O INÍCIO
Como disse Goethe, “seja qual for o seu sonho, comece. Ousadia tem genialidade, poder e magia”.
Após o resultado do vestibular, estava animado para o começo das aulas. Telefonava para o amigo Marlon para saber o que ele estava achando do que viria a ser o curso de História. Para poder assistir às aulas no Campus II, tive que procurar uma van, da qual o motorista era Jean Carlos.
2 - O PRIMEIRO PERÍODO
O tempo havia se passado e o primeiro dia de aula chegado, e coisas surpreendentes estavam acontecendo sem que eu percebesse.
Na mesma van que me conduzia até o Campus II estava o futuro amigo de sala Marcone, que viria a conhecer melhor no decorrer do período.
No primeiro dia de aula, tudo era de uma intensa novidade. A primeira aula foi com a professora Margarete Motta, que ministrava a disciplina Introdução aos Estudos Sociológicos. No início da aula, tínhamos que fazer a apresentação de uma pessoa que não conhecíamos, e que por mais incorreto que seja, tinha apresentado uma pessoa que já conhecia: meu amigo Marlon.
Estudava na sala B206, a única sala inteiramente afastada das demais salas do curso de História. Já conhecia Brazilinio do cursinho pré-vestibular e Romulo da Escola Estadual Professor Pedro Calmon.
O curso foi apresentado pelos professores Marco Aurélio e Tereza Cristina, pois a coordenadora do curso estava fazendo a conclusão de sua tese de mestrado.
Já tinha feito novas amizades, dentre as quais cito algumas como Adélia, Mônica, Armando e Claúdia.
Os professores foram excelentes, dentre eles: Gilce Quintão, Valéria, Roberto Abdala, Tereza Cristina e Margarete Motta.
O que mais havia praticado neste período era o hábito pela leitura. Cheguei até a escrever um texto, cujo título é “O que é a filosofia?”, sob a supervisão do...
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Aqui é a história que escrevi sobre a minha trajetória na universidade do 1º ao 4º período de História do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais.
1 - O INÍCIO
Como disse Goethe, “seja qual for o seu sonho, comece. Ousadia tem genialidade, poder e magia”.
Após o resultado do vestibular, estava animado para o começo das aulas. Telefonava para o amigo Marlon para saber o que ele estava achando do que viria a ser o curso de História. Para poder assistir às aulas no Campus II, tive que procurar uma van, da qual o motorista era Jean Carlos.
2 - O PRIMEIRO PERÍODO
O tempo havia se passado e o primeiro dia de aula chegado, e coisas surpreendentes estavam acontecendo sem que eu percebesse.
Na mesma van que me conduzia até o Campus II estava o futuro amigo de sala Marcone, que viria a conhecer melhor no decorrer do período.
No primeiro dia de aula, tudo era de uma intensa novidade. A primeira aula foi com a professora Margarete Motta, que ministrava a disciplina Introdução aos Estudos Sociológicos. No início da aula, tínhamos que fazer a apresentação de uma pessoa que não conhecíamos, e que por mais incorreto que seja, tinha apresentado uma pessoa que já conhecia: meu amigo Marlon.
Estudava na sala B206, a única sala inteiramente afastada das demais salas do curso de História. Já conhecia Brazilinio do cursinho pré-vestibular e Romulo da Escola Estadual Professor Pedro Calmon.
O curso foi apresentado pelos professores Marco Aurélio e Tereza Cristina, pois a coordenadora do curso estava fazendo a conclusão de sua tese de mestrado.
Já tinha feito novas amizades, dentre as quais cito algumas como Adélia, Mônica, Armando e Claúdia.
Os professores foram excelentes, dentre eles: Gilce Quintão, Valéria, Roberto Abdala, Tereza Cristina e Margarete Motta.
O que mais havia praticado neste período era o hábito pela leitura. Cheguei até a escrever um texto, cujo título é “O que é a filosofia?”, sob a supervisão do professor Eduardo Bucollini, que ministrava a disciplina Iniciação Filosófica. Também havia lido um livro interessantíssimo para a disciplina da professora Margarete Motta, que se intitula “O que é Ideologia?”, da Marilena Chauí.
Um detalhe interessante foi uma apresentação de trabalho que fiz sobre Max Weber, em que joguei uma cadeira no meio da sala para fazer uma espécie de dinâmica – foi um verdadeiro sucesso.
As disciplinas com que mais me identifiquei foram: Introdução aos Estudos Históricos, Introdução aos Estudos Sociológicos e Prática de Ensino. A vontade de ser professor aumentava ainda mais nessas últimas. Até fui à cidade de Dionísio para fazer um trabalho de Prática com o amigo Marcone.
Quase no meio do período, já conhecia Welison, que se revelaria um grande amigo, e Marcone. Toda quarta-feira montávamos um grupo de estudo, com a presença do amigo Marlon. No primeiro dia do grupo de estudo aconteceu um fato bem interessante: tinha oferecido carona para Marcone na garupa da minha bicicleta, e o resultado foi uma bicicleta quebrada e toda entortada.
Nesse espaço de tempo, a amiga Marluce passa a ir na mesma van, fazendo companhia para mim e o Marcone.
Foi um dos períodos mais tranqüilos, apesar de quase não haver ainda a presença de disciplinas necessariamente de cunho histórico.
Me identifiquei muito com o curso e descobri que era mesmo o que eu queria, e a visão por uma “nova” história tinha sido despertada. A maneira de ver o mundo já não era a mesma e a criticidade em relação a tudo havia aumentado.
No final do semestre, a sala promoveu uma festa para os professores e distribui um cartão de Natal para cada pessoa da sala. Um acontecimento marcante foi a despedida da professora Valéria.
3 - O SEGUNDO PERÍODO
Após longas férias, um outro período havia iniciado. Já estava com a certeza de que o amigo Marlon não poderia continuar por problemas financeiros e pessoais. Para minha surpresa, outros amigos também não puderam continuar essa caminhada, dentre eles, Armando, Mônica e Claúdia.
O motorista da van havia mudado – o novo se chamava Juca – e continuávamos indo eu, Marcone e Marluce.
As disciplinas se diferenciavam muito do período passado. Pareciam ser mais interessantes, e realmente foram, algumas como: Cartografia Histórica, História Antiga, Sociologia da Educação e Teoria da História. A professora Márcia me fez descobrir a paixão pela história em sua maneira de ministrar a disciplina Cartografia Histórica.
Outras disciplinas com que mais havia me identificado foram Sociologia da Educação – com a professora Ademir, principalmente por causa das apresentações de trabalho em seu curso de extensão, mostrando as visões de Karl Marx, Paulo Freire, Rubem Alves e Darcy Ribeiro –, e História Antiga, com o seminário que se intitulava como “O Mito da Caverna”, criado pela nossa turma e pela professora Zulmira. Com a disciplina Teoria da História, o surgimento da Escola dos Annales foi algo interessante de ser estudado e compreendido.
A única disciplina que não gostei foi Psicologia da Educação, pela metodologia que o professor utilizou.
Foi um período de muita afinidade, onde fiquei conhecendo melhor a minha amiga Gisele, que até então não tinha conversado tanto.
Este período tinha se caracterizado, no geral, por ser muito rápido e repleto de feriados, mas com aproveitamentos surpreendentes e ainda não alcançados.
Quase no final do semestre, me “descubro” ainda mais no curso, podendo ser feita uma análise de que uma mudança na área da educação é possível e realmente necessária, sendo constatado isso a cada vez que tinha que fazer os trabalhos de Prática nas escolas. Foi no segundo período que escrevi o meu segundo texto: “Coisas e mais Coisas”.
4 - O TERCEIRO PERÍODO
O tempo havia passado depressa e eu já estava no terceiro período. As expectativas eram boas, mas com o decorrer do semestre viriam a ser ruins.
Logo de início a turma teve que assistir aula com outra turma nas disciplinas História Medieval e História das Idéias Políticas e Sociais. A sala estava com quase 60 pessoas e, quando um livro era solicitado por algum professor, quase não tinha exemplares na biblioteca. A instituição se mostrava uma verdadeira redutora de custos nesse aspecto.
Uma linguagem alternativa no ensino de história, foi apresentado o “famoso” Teleduc nas disciplinas Informática Aplicada a História e Medievo em Debate.
A disciplina Estatística Aplicada não foi nada de interessante, apesar de ter sido bem visível o esforço da professora Adriana.
Foi um período em que houve uma exigência maior, mas também muitas disciplinas haviam decepcionado, como: História da Península Ibérica, História das Idéias Políticas e Sociais e Psicologia da Educação. Acho que só não desisti porque aprecio muito a História.
As amizades haviam se intensificado mais neste período com Edna, Niulza, Marinete e principalmente com Gisele, Welison e Neylor.
Em geral, foi um período de intenso aprendizado, pois até das coisas ruins se tira grande proveito. Me recordo muito de uma citação de Paulo Freire: “Existem professores e professoras, e não professores de um modo geral”.
5 - O QUARTO PERÍODO
O quarto período havia chegado, e a esperança de que esse período seria melhor do que o que havia passado chegou para ficar.
Uma nova amizade havia surgido com a presença de Hilter Adalberto Ervilha de Souza.
Uma grande surpresa foram as aulas de Prática de Ensino com a professora Zulmira, que havia entrado para substituir a professora e coordenadora Maria Luciana Brandão. As aulas foram muito proveitosas.
A disciplina História de Minas, com o professor Jezulino Lúcio, foi super interessante, podendo ser feito um paralelo com a disciplina Brasil Colônia ministrada pelo professor Marcos Aurélio.
A optativa Linguagens Alternativas no Ensino de História parecia ter sido escolhida a dedo. Essa disciplina é ministrada pelo professor Roberto Abdala e pela professora Maria Aparecida Farias; o professor Roberto também ministra a disciplina História Moderna.
Outras disciplinas, como Tópicos em História Regional com a professora Elisângela e Projeto de Pesquisa com o professor Luis Henrique, também foram proveitosas.
Neste período, tinha feito mais amizades como Paula, Érika, Juliana e Claudete.
Várias conclusões podem ser tiradas no decorrer deste percurso. Uma delas é a de que aprendi a ser cidadão e me tornei acima de tudo um sujeito histórico crítico, levando na minha bagagem palavras como “ideologia” e “alienação”.
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