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Memórias do Carlos Eduardo

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Memórias do Carlos Eduardo

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A história que vamos contar é sobre o Carlos Eduardo, que é Carlos por causa de seu avô. E gosta do seu nome! Nasceu em 1964 e morou no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, até os 6 anos de idade. Sua mãe, chamada Marciana, era uma mineira da cidade de Limoeiro que trabalhava como empregada doméstica e morava na casa da patroa com seus filhos Carlos Eduardo e Rogério. Ela criou os dois meninos sem a presença do pai, Osmar, que só se reconciliou com a família muitos anos depois. Carlos Eduardo brincava muito por lá, nas praças e ruas do bairro.

Também andava bastante de bonde. Lá começaram as primeiras estripulias do menino que tinha vergonha de ser magro. Ele viu as primeiras mudanças na Zona Sul da cidade, pois quando as dragas e pedras para a construção do Aterro do Flamengo chegaram, ele ainda morava no bairro. Aos finais de semana ia para a roça, para a casa dos avós maternos Antônio Evaristo e Elvira, em Japeri. Lá ele ganhava uma sobremesa inesquecível dada pela avó: goiabada. E a lata era usada como prato de comida. Um tempo depois, morou em Japeri, perto dos avós, numa casinha que nem tinha luz. Eram tempos difíceis, mas para teve uma coisa boa: o doce passou a ser a sobremesa de todo dia. Ele veio para o município de Duque de Caxias, para o bairro Parque Lafaiete aos 6 anos, depois que seu avô comprou uma vila de casas. Ele até pensou que seu avô estava rico porque era muita casa! Seu avô voltou da Segunda Guerra com um dinheirinho a mais. Daí a vila de casas. A casa onde ele morou era pequenina, bem pobrezinha, mas era a sua casa.

Por isso ele ficou muito triste quando a enchente levou tudo embora, até a cachorrinha de estimação. Isso foi muito triste, mas também teve coisa boa. A sua casa era quase um quartel-general. Muitas brincadeiras aconteciam lá porque tinha muitas crianças na vizinhança e elas gostavam de ir para a casa dele. O menino gostava de brincar de pique-lata e andar de bicicleta...

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