Seus cabelos são loiros, meio curtos, um pouco enrolados..., é uma senhora simpática, gentil e muito atenciosa que veio nos emprestar suas lembranças e povoar nossa mente com suas histórias...
Esta é Josefina Luíza Angeli Finco, Dona Pina, uma sanbernardense de 81 anos, nascida na Rua Marechal Deodoro, nos tempos em que São Bernardo nem sonhava em ser a cidade progressista que é hoje.
Na atualidade mora no Riacho Grande, no Bairro dos Finco, tem duas filhas, cinco netos , três bisnetos e um baú de recordações de fatos vividos nesta nossa terra.
Depois de esperá-la com muita ansiedade, sentamos ao seu redor e ouvimos atentos o que tinha para nos contar .
Iniciou seu relato contando-nos de sua infância...
Começou seus estudos num grande e velho casarão, onde hoje é a Praça Lauro Gomes, era o primeiro grupo escolar de São Bernardo do Campo. Naqueles tempos as crianças eram tímidas, diferentes das de hoje, que são alegres e participativas. Na escola não havia brincadeiras, era apenas estudar e obedecer a professora para não levar “bolos”.
Em casa, os brinquedos eram poucos, e muitas vezes improvisados, brincavam de bonecas de pano, bolas de meia, carrinhos de rolemã, jogavam bolinhas de gude e pulavam corda com os amigos da rua, onde podiam ficar tranqüilos sem a agitação do trânsito de hoje em dia, pois passavam apenas uns poucos e velhos carros.
Naquele grupo escolar eram poucos alunos e todos atendidos pela professora Maria Caputo, profissional esforçada que abria as portas de sua casa para dar reforços aos alunos com maiores dificuldades.
Quando chegou à cidade o Colégio São José, Dona Pina passou a estudar lá, pois era uma escola mais estruturada, que ficava próximo à sua casa, pertinho dos correios e da delegacia. Já lá se vão setenta anos da formatura de sua quarta série, primeira turma a se formar neste colégio que, há pouco tempo,comemorou esta importante data com uma grande festa aqui no Auditório do C...
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Seus cabelos são loiros, meio curtos, um pouco enrolados..., é uma senhora simpática, gentil e muito atenciosa que veio nos emprestar suas lembranças e povoar nossa mente com suas histórias...
Esta é Josefina Luíza Angeli Finco, Dona Pina, uma sanbernardense de 81 anos, nascida na Rua Marechal Deodoro, nos tempos em que São Bernardo nem sonhava em ser a cidade progressista que é hoje.
Na atualidade mora no Riacho Grande, no Bairro dos Finco, tem duas filhas, cinco netos , três bisnetos e um baú de recordações de fatos vividos nesta nossa terra.
Depois de esperá-la com muita ansiedade, sentamos ao seu redor e ouvimos atentos o que tinha para nos contar .
Iniciou seu relato contando-nos de sua infância...
Começou seus estudos num grande e velho casarão, onde hoje é a Praça Lauro Gomes, era o primeiro grupo escolar de São Bernardo do Campo. Naqueles tempos as crianças eram tímidas, diferentes das de hoje, que são alegres e participativas. Na escola não havia brincadeiras, era apenas estudar e obedecer a professora para não levar “bolos”.
Em casa, os brinquedos eram poucos, e muitas vezes improvisados, brincavam de bonecas de pano, bolas de meia, carrinhos de rolemã, jogavam bolinhas de gude e pulavam corda com os amigos da rua, onde podiam ficar tranqüilos sem a agitação do trânsito de hoje em dia, pois passavam apenas uns poucos e velhos carros.
Naquele grupo escolar eram poucos alunos e todos atendidos pela professora Maria Caputo, profissional esforçada que abria as portas de sua casa para dar reforços aos alunos com maiores dificuldades.
Quando chegou à cidade o Colégio São José, Dona Pina passou a estudar lá, pois era uma escola mais estruturada, que ficava próximo à sua casa, pertinho dos correios e da delegacia. Já lá se vão setenta anos da formatura de sua quarta série, primeira turma a se formar neste colégio que, há pouco tempo,comemorou esta importante data com uma grande festa aqui no Auditório do C E N F O R P E, reunindo novamente esses alunos.
Os tempos do São José ficaram marcados em sua mente, pois era lá que buscava seus únicos divertimentos : as belas festas juninas e os bonitos desfiles na Marechal Deodoro, onde ia acompanhada por seu pai e irmãos, doces lembranças... O velho centro da cidade com suas ruas de terra, casas espaçadas umas das outras... e as ruas principais , então, ainda nem existiam. Onde hoje é a Rua Jurubatuba, centro comercial da indústria moveleira, era apenas um córrego, caminho para os viajantes que iam para Baixada Santista.
Relembrando, com saudades, nos contou que quando se casou com o Sr. Frederico Finco, seu primeiro marido, se mudaram da Rua Marechal Deodoro para o Riacho Grande, num lugar cercado de Mata Atlântica e muitos animais.
Era costume, naquela época, à noite, acenderem fogueiras em volta das casas para se protegerem dos animais, pois ouviam rugidos de onças e lobos uivando.
Prosseguindo no relato de suas histórias curiosas, nos contou que nos tempos idos o Bairro Baeta Neves recebia o apelido de Risca Faca, por ser muito perigoso e acontecerem por lá muitas brigas, já o Bairro Rudge Ramos era chamado de Esmaga Sapo, pois naquelas bandas havia pântanos, lagos e muitos sapos.
Depois de saber um pouco do nosso passado, questionamos quais seriam, para ela, os principais fatores que impulsionaram o desenvolvimento em nosso município, e sem hesitar nos contou que dois fatores foram primordiais : a implantação da fábrica Volkswagen do Brasil, por abrir novos campos de trabalho e dar formação para isto , e a construção da Via Anchieta, que facilitou o acesso a São Bernardo do Campo, fazendo ligação com a Baixada Santista, levando e trazendo mercadorias do porto.
Para finalizar nosso encontro perguntamos o que São Bernardo do Campo oferecia de melhor para seus moradores, e ela, cidadã apaixonada por sua terra, disse que São Bernardo é uma linda cidade, cheia de praças e parques, bonitas construções, muitos melhoramentos, com ótimas escolas e hospitais e que é muito bom viver aqui
Seu atual marido, Sr. Reinaldo Adauto Moreira, que a acompanhava neste encontro, endossou suas palavras mostrando, também, seu afeto pela cidade.
A entrevista acabou, mas deixou-nos marcas que carregaremos para um dia, quem sabe, também podermos presentear alguém com nossas memórias...
Turma 3ª. B – 1º. Ano do Ciclo 2
Profª.Roseli Teixeira de Souza
E.M.E.B. do C E N F O R P E
Setembro/ 2007
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