Em 28 de janeiro de 1946, nasceu na cidade de Itapeva SP, uma linda menina que recebeu o nome de Maria Luiza da Costa. Filha do Sr. Onório Luiz do Nascimento, descendente de italiano, e da Sra. Maria Madalena Pereira do Nascimento, descendente de índio.
Viveu desde pequena na companhia de seus pais, que apesar de rígidos, deram a ela uma boa educação. Começou a frequentar a escola somente aos dez anos, pois morava muito longe. Aprendeu a ler e escrever, e recorda com carinho de sua primeira professora, Dona Mariana. Não conclui seus estudos, estudou somente até os 12 anos , pois desde muito cedo, ajudava sua mãe a cuidar de seus irmãos menores, e também trabalhava como babá para outras pessoas.
Sempre foi uma menina muito arteira e como não tinha dinheiro para comprar suas bonecas, ela mesma, com muita criatividade as fazia, eram feitas basicamente de panos. Outra brincadeira que gostava muito era de pular corda, sempre em companhia de suas amigas.
Nos contou Dona Maria Luiza que sua adolescência foi sem graça, pois era muito caseira. - hoje os adolescentes têm muito mais alternativas e liberdade.- Disse ela, lembrando que gostava muito de fazer piqueniques, contar e ouvir piadas. Nessa época seu sonho era casar, ter uma casa e ter filhos.
Da sua juventude, lembra que adorava se arrumar e sair com suas amigas iam muito ao cinema, pois era novidade na época. Guarda em sua lembrança a música “Filme triste” e também de vários sucessos da Jovem Guarda.
Seu sonho de adolescente realizou-se, casou-se, porém não foi como ela havia imaginado, percebemos que esse assunto a chateia um pouco, mesmo assim ela nos contou que desse casamento nasceram 9 filhos: Divino, Denise, Danilo, Miriã, Sirlene, e Elizeu, e três já falecidos: Dirceu, Dener e Josiel. Para educá-los e criá-los não teve a colaboração de seu marido, precisou trabalhar muito para isso, e acredita que por deixar-los muito tempo sozinhos, alguns se desviaram por...
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Em 28 de janeiro de 1946, nasceu na cidade de Itapeva SP, uma linda menina que recebeu o nome de Maria Luiza da Costa. Filha do Sr. Onório Luiz do Nascimento, descendente de italiano, e da Sra. Maria Madalena Pereira do Nascimento, descendente de índio.
Viveu desde pequena na companhia de seus pais, que apesar de rígidos, deram a ela uma boa educação. Começou a frequentar a escola somente aos dez anos, pois morava muito longe. Aprendeu a ler e escrever, e recorda com carinho de sua primeira professora, Dona Mariana. Não conclui seus estudos, estudou somente até os 12 anos , pois desde muito cedo, ajudava sua mãe a cuidar de seus irmãos menores, e também trabalhava como babá para outras pessoas.
Sempre foi uma menina muito arteira e como não tinha dinheiro para comprar suas bonecas, ela mesma, com muita criatividade as fazia, eram feitas basicamente de panos. Outra brincadeira que gostava muito era de pular corda, sempre em companhia de suas amigas.
Nos contou Dona Maria Luiza que sua adolescência foi sem graça, pois era muito caseira. - hoje os adolescentes têm muito mais alternativas e liberdade.- Disse ela, lembrando que gostava muito de fazer piqueniques, contar e ouvir piadas. Nessa época seu sonho era casar, ter uma casa e ter filhos.
Da sua juventude, lembra que adorava se arrumar e sair com suas amigas iam muito ao cinema, pois era novidade na época. Guarda em sua lembrança a música “Filme triste” e também de vários sucessos da Jovem Guarda.
Seu sonho de adolescente realizou-se, casou-se, porém não foi como ela havia imaginado, percebemos que esse assunto a chateia um pouco, mesmo assim ela nos contou que desse casamento nasceram 9 filhos: Divino, Denise, Danilo, Miriã, Sirlene, e Elizeu, e três já falecidos: Dirceu, Dener e Josiel. Para educá-los e criá-los não teve a colaboração de seu marido, precisou trabalhar muito para isso, e acredita que por deixar-los muito tempo sozinhos, alguns se desviaram por caminhos errados, para aos quais ela perdeu um filho que veio a falecer.
Outro fato muito triste que aconteceu com ela e sua família, foi quando moravam ainda em Itapeva. Sua casa que era de madeira desabou. Estava com algumas tábuas soltas, precisando ser pregadas, e ao fazer isso perceberam que casa começou a ficar torta, saíram e viram que a casa estava cedendo aos poucos, só deu tempo de entrarem, tirar o fogão e a janta que já estava pronta. Não havia mais o que fazer, a casa caiu. A única coisa que ficou em pé sobre os escombros foi uma cama feita de madeira de eucalipto, fincada e pregada no chão, bem grande, onde colocavam os colchões para dormirem todos juntos, e que em noites frias, jogavam brasas debaixo para aquecê-los enquanto dormiam.
Devido as dificuldades enfrentadas, resolveu mudar-se para Sorocaba no ano de 1988. Vindo a morar onde hoje é o bairro Jardim Ipiranga, conta-nos que na época que chegou com a família, onde hoje é a escola, havia uma quantidade muito grande de mangueiras. Aqui também trabalhou de babá, empregada doméstica e como cuidadora de pessoas idosas, assim conseguindo o sustento de sua família.
Hoje, com 66 anos de idade é aposentada, e apesar de todo sofrimento e esforço para cuidar, educar e criar seus filhos, é um pessoa muito feliz, avó de 11 netos, aos quais ama muito, é temente a Deus, frequenta a igreja Assembléia de Deus, e ainda tem um sonho para realizar.Ter uma casa bem grande para abrigar toda sua família.
Maria é uma mulher de muita fé! Olha a frase que ela nos deixou: “ATÉ AQUI O SENHOR ME AJUDOU, PORQUE TODOS PODEM DESISTIR, MAS DEUS NÃO DESISTE DE NÓS”.
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