Paulo César Lemes explica que em 2026 o setor de meios de pagamento no Brasil vai premiar empresas com estrutura sólida, e não aquelas que apenas buscam crescer rapidamente em volume. Para ele, o ano não será de euforia econômica, mas de amadurecimento do mercado, em que modelos de negócios frágeis e focados só em escala tendem a ficar para trás, enquanto quem tem governança financeira, previsibilidade e margem real ganha relevância.
Segundo Lemes, o cenário macroeconômico — com crescimento moderado e juros ainda elevados — exige que bancos e plataformas financeiras priorizem eficiência, risco e sustentabilidade em vez de simplesmente transacionar mais. Nesse contexto,
meios de pagamento como o PIX ganham novo papel, deixando de ser apenas um instrumento de liquidação para estruturar o fluxo financeiro das empresas, especialmente por meio de funcionalidades como pagamentos automáticos e recorrentes.
Para Lemes, a diferença entre empresas vencedoras e perdedoras em 2026 estará na capacidade de extrair valor por transação, no uso de dados e na integração dos serviços financeiros à jornada do cliente. Ele ressalta que tecnologias como embedded finance e modelos de engenharia financeira passam a ser essenciais, e que o foco deve estar na construção de infraestrutura financeira eficiente e resiliente, em vez de apostar apenas no crescimento acelerado.