Meu nome é Maria Helena Camocardi, nasci em Jundiaí, São Paulo, em 28 de abril de 1956.
Entrei na Petrobras em 21 de junho de 1978, na Revap. Eu estava com 21 para 22 anos, quando soube que haveria um concurso para a Petrobras. Vim com as amigas, fiz a inscrição e entrei. Algumas amigas não passaram, mas eu consegui. Eu quase não tinha idéia do que era a Petrobras, era uma coisa meio distante. Quando se falava em Petrobras, ninguém sabia do que se tratava e perguntavam: “O que é isto?”, “Que empresa é essa?”. Eu já entrei na área financeira. Passei pela área de RH [Recursos Humanos] e fui encaminhada para trabalhar com o pessoal da área financeira. Tinha muito trabalho nessa época. Em 1978, finalizavam-se as obras da Refinaria. Tinha muito trabalho, muito serviço. Não era como hoje, que contamos com muitos programas; utilizamos muito o computador. Era tudo manual. Era preciso calcular; fazer contas. O equipamento mais utilizado era a máquina de datilografia. Durante as obras, funcionava basicamente a área administrativa e os trabalhos com terceiros. Já existia a área de Recursos Humanos, a área financeira, o posto médico. Essas coisas funcionavam. Mas a área operacional estava ainda caminhando; engatinhando, se preparando para receber e dar início à partida da Refinaria. Tinha todo o trabalho da engenharia, de preparação dos operadores. Mas quando eu entrei, eu ainda não tinha muito conhecimento. Tudo era muito novo. Não entendia o que estava sendo feito aqui ou ali. Entrei e fui trabalhar na área financeira, fui direto para o meu trabalho. Hoje, tenho noção do que estava sendo feito. Toda esta preparação para dar partida à unidade. Não me lembro muito bem do meu primeiro dia de trabalho, afinal, já se passaram 31 anos. Ontem eu completei mais um ano. São 31 anos de Petrobras, de Revap. Lembro mais ou menos do primeiro dia. Sei que passei pelo posto médico, o que era padrão. Depois, fui encaminhada para a área de...
Continuar leituraMeu nome é Maria Helena Camocardi, nasci em Jundiaí, São Paulo, em 28 de abril de 1956.
Entrei na Petrobras em 21 de junho de 1978, na Revap. Eu estava com 21 para 22 anos, quando soube que haveria um concurso para a Petrobras. Vim com as amigas, fiz a inscrição e entrei. Algumas amigas não passaram, mas eu consegui. Eu quase não tinha idéia do que era a Petrobras, era uma coisa meio distante. Quando se falava em Petrobras, ninguém sabia do que se tratava e perguntavam: “O que é isto?”, “Que empresa é essa?”. Eu já entrei na área financeira. Passei pela área de RH [Recursos Humanos] e fui encaminhada para trabalhar com o pessoal da área financeira. Tinha muito trabalho nessa época. Em 1978, finalizavam-se as obras da Refinaria. Tinha muito trabalho, muito serviço. Não era como hoje, que contamos com muitos programas; utilizamos muito o computador. Era tudo manual. Era preciso calcular; fazer contas. O equipamento mais utilizado era a máquina de datilografia. Durante as obras, funcionava basicamente a área administrativa e os trabalhos com terceiros. Já existia a área de Recursos Humanos, a área financeira, o posto médico. Essas coisas funcionavam. Mas a área operacional estava ainda caminhando; engatinhando, se preparando para receber e dar início à partida da Refinaria. Tinha todo o trabalho da engenharia, de preparação dos operadores. Mas quando eu entrei, eu ainda não tinha muito conhecimento. Tudo era muito novo. Não entendia o que estava sendo feito aqui ou ali. Entrei e fui trabalhar na área financeira, fui direto para o meu trabalho. Hoje, tenho noção do que estava sendo feito. Toda esta preparação para dar partida à unidade. Não me lembro muito bem do meu primeiro dia de trabalho, afinal, já se passaram 31 anos. Ontem eu completei mais um ano. São 31 anos de Petrobras, de Revap. Lembro mais ou menos do primeiro dia. Sei que passei pelo posto médico, o que era padrão. Depois, fui encaminhada para a área de RH, para fazer o registro em carteira. Passaram algumas informações e logo me encaminharam para esta área de atividade financeira. Lá, me apresentaram as colegas. Eram muitas pessoas; em torno de 16, um grupo bem grande. Fui integrada à equipe e comecei. Era uma época em que, periodicamente, entravam novas pessoas. Em 1978, tiveram muitos concursos, principalmente aqui na região. Precisavam de pessoas para preencher o quadro e dar continuidade aos trabalhos.
Hoje, sou técnica administrativa controler sênior. Trabalho com ferramentas de gestão. Embora sejam consideradas ferramentas de gestão, na unidade toda, como em toda a Petrobras, gestão se pratica todo dia. Sou facilitadora em algumas ferramentas de gestão e em outras eu sou administradora. No total são quatro ferramentas. Faço atendimento telefônico de usuários, atendimento de correios. É basicamente isso. O que eu acho bacana é que trabalhamos na Revap com muita união. Todo mundo quer trabalhar; quer dar o melhor de si. É comum colegas de outros lugares comentarem: “A Revap tem uma diferença. Aqui o pessoal é muito unido”. O pessoal se ajuda, trabalha. Se há um problema, tenta-se resolver. Esta é a diferença da Revap: a gente tem carinho um pelo outro. Os colegas de outros estados, da Bahia ou de lugares mais longe, são sempre muito bem recebidos na Revap; o pessoal acolhe mesmo. Isso é gostoso. Eu vejo isso aqui na nossa unidade. Essa circulação de pessoas é muito comum na Petrobras; existe certo rodízio de pessoas, para aprenderem novos conhecimentos. Esse tipo de rodízio é feito entre técnicos, engenheiros e operadores. As pessoas estão aqui e, de repente, vão trabalhar na Bahia ou em outras unidades. E colegas de fora também vêm para cá, para passar um período, às vezes de um mês ou 45 dias. Eu acho que a características do funcionário da Revap é a atenção e a presteza. Eu não sou da cidade de São José dos Campos, mas alguns trabalhadores da Revap são naturais dessa região. Acredito que por ser uma empresa que faz concursos nacionais e regionais, acaba recebendo muitas pessoas de outras cidades, de outros estados. Não sei o número exato, mas há pessoas da cidade e da região na Revap.
Eu moro em São José dos Campos, mudei-me em 1968. A cidade era uma referência para tratamento de tuberculosos, por ser uma região montanhosa, de Campos do Jordão. Não era uma cidade industrial; era mais para tratamento de pessoas doentes. O clima favorecia. Isso mudou muito. No final da década de 1970 e começo de 1980, com a vinda de várias indústrias, como a GM (General Motors), Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A), somando-se ao já existente CTA (Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial) e à própria Refinaria, esse quadro mudou muito. Em torno de 10 ou 15 anos São José dos Campos cresceu assustadoramente. O desenvolvimento foi muito rápido. Essas indústrias colaboraram e a Refinaria, com certeza, favoreceu muito. A região mudou, assim como a comunidade e a vizinhança toda. Houve muita mudança.
No que eu tenho conhecimento, A Revap procura atender a legislação e a tudo o que é exigido pela ANP [Associação Nacional do Petróleo]. Ela busca minimizar no que pode agredir o meio ambiente, mas é claro que para uma refina de derivados de petróleo isso é complicado. Temos noção e trabalhamos em cima disso. A Revap tenta e faz de tudo para minimizar o nível de agressão. Esta região não é prejudicada só pela Refinaria: como ela fica entre São Paulo e Rio de Janeiro, cortada pela Via Dutra, onde passam milhões de carros por dia, isso já agrava a atmosfera. Outras indústrias também poluem. Na verdade, não é só a Petrobras que contribui para a piora do ar. Há outras coisas acontecendo. A gente ouviu falar muito que a Dutra contribui muito com a poluição.
Os produtos principais são gasolinas, diesel, querosene para aviação e GLP [Gás Liquefeito de Petróleo]. Atualmente, nos preparamos para as unidades que estão por vir: de propeno, gasolinas e outras carteiras de novas unidades. Nossa produção destina-se ao mercado da região. Por exemplo, a querosene para avião atende Guarulhos. A gasolina e óleo diesel são para a região. Cada refinaria da Petrobras é instalada para auxiliar e ajudar na distribuição da região; o mesmo ocorre com as unidades de Santos, Campinas e Belo Horizonte. Mas, dependendo da demanda, em uma eventualidade, a Revap pode mandar algum produto para a região de Campinas ou Santos.
A gente fica sabendo por notícias internas. Ficamos contentes em saber que a Petrobras está cada vez mais na mídia, ajudando nessa busca. Há um tempo, trabalhávamos com certa quantia de petróleo e sempre precisávamos importar. Hoje em dia, não tem mais isto. A empresa melhorou e consegue fazer com o que produzimos aqui. Então, com uma notícia de pré-sal, ficamos contentes, porque cada vez mais melhoramos a nossa posição. Eu leio essas informações em noticiários da Petrobras.
Até onde eu vejo acho que teve uma pequena mudança no cotidiano na Revap, [em decorrência da crise econômica atual]. Por ser uma empresa que trabalha com energia, gás e petróleo, a crise não a afeta de forma direta, mas indiretamente, pois suas empresas parcerias são afetadas. Posso estar errada, porém, desde que estou aqui, da década de 1970 até hoje, tantas crises o Brasil passou, tantos problemas tivemos, mas a Petrobras está firme. Tem desemprego, falta isso e aquilo, mas a gente está aqui. A gente trabalha e as etapas passam. Conseguiremos superar também essa crise. Passamos por momentos difíceis, tivemos muito problema com a inflação alta. Depois entrou o negócio de deflação. Financeiramente, isso mexeu muito com a empresa. Nos anos 1980 a inflação era alta. Era complicado honrar os compromissos com fornecedores, empresas terceirizadas e tal. A Petrobras precisou recorrer a novas estratégias para poder cumprir seus compromissos. Como eu estava na área financeira, enviávamos cartas para os fornecedores, para pedir certo tempo. Programava-se para pagar a cada mês. A própria empresa fez uma estratégia de tempo maior para pagar e cumprir. E logicamente quando a Petrobras pagava com um tempo maior do que o acordado, ela pagava com juros. Isso marcou essa época, no final dos anos 1980 e começo de 1990; foi um período meio crítico. Os fornecedores queriam receber e nós precisávamos saber lidar com isso. A gente fazia os contatos, mas as orientações vinham da sede; orientações dadas pelos gerentes, pelos chefes. Nós éramos treinados para isso.
Foram muitas as mudanças. A parte tecnológica mudou muito. Entrei numa época em que tudo era feito manualmente, utilizando uma máquina de datilografia. Passou um tempo e veio o computador. Mas o computador não era pra todo mundo, era para algumas pessoas, mais restrito. Apenas algumas pessoas mexiam com computador. Depois, aumentou o número de computadores, até chegar aos executantes. Tivemos aulas, aprendizados, porque vínhamos de uma época em que não se conhecia computador, conhecia-se apenas máquinas de datilografia e de calcular. Colocam o computador para nós e precisamos aprender.
O Importante na Petrobras é que ela oferece treinamento para tudo aquilo que exige. Foi oferecido treinamento para todos aprenderem a lidar com o computador, a usar os programas Excel, Word etc. Essa mudança ficou bastante marcada.
A queda do monopólio mudou bastante a cara da empresa. Mudou a maneira de se fazer gestão, mudou a cabeça dos gerentes. Isso deu uma oxigenada, uma modernizada em tudo. Dizíamos: “O monopólio está quebrando”. Ficávamos um pouco assustados, porque não sabíamos qual seria o caminho daqui pra frente. Para a empresa foi bom, porque ela pôde mudar certas coisas. Não senti uma mudança que possa ter me atingido. Teve a mudança toda do monopólio, mas a gente viu que a Petrobras conseguiu manter-se como única empresa capaz de usar as tecnologias e buscar as soluções, explorar, embora esse campo esteja aberto para quem quiser. Houve significativa mudança com relação à cara da empresa. Percebi que mudou bastante. Com relação à exploração e à tecnologia, pelo contrário, não só manteve o nível, como aumentou mais ainda. É uma empresa que tem muita condição de fazer e buscar, como vemos com o pré-sal.
Quando eu cheguei à Revap, o prédio administrativo tinha acabado de ser construído, era recém inaugurado. Tudo cheirava a novo. Alguns colegas entraram antes de mim, tinham trabalhado na Dutra, numa fazenda onde a Petrobras tinha improvisado alguns escritórios, para começar a dar andamento nas coisas. Como esse local tinha sido uma granja, o pessoal falava que trabalhara no galinheiro. Acho que vai acontecer muito do pessoal comentar sobre isso, porque era uma granja e o pessoal apelidou de galinheiro. Eu não peguei essa fase; só fiquei sabendo disso. Enfim, para a época, o prédio administrativo era considerado uma obra muito grande, porque as pilastras eram grandes. A sensação era de que tem cara de Petrobras mesmo. Eu sempre achei muito bonito. Hoje, o prédio, coitadinho, está um pouco acabadinho. Passaram-se quase 30 anos, e o prédio precisa de algumas reformas. Conhecendo um pouquinho mais de engenharia, a gente pensa: “Para que uma pilastra tão grande?”. Naquela época a gente não tinha essa visão, mas, hoje, vejo que não precisaria tanto assim. É um prédio muito bom, embora precise de algumas reforminhas: devagar faremos isso. É complicado fazer reforma onde se trabalha entre 700 e 800 pessoas. Tem que fazer com calma. Antes, o prédio era separado com salinhas. Tinha os corredores com salinhas, portas com identificação das atividades; tinha a sala do gerente, a sala de reuniões. Hoje, é um salão com estações de trabalho. Essa mudança teve um impacto, porque estávamos acostumados a andar no corredor, a abrir as portas e entrar nas salas. Não importava o que estava acontecendo no corredor. Hoje, tem que ter o maior cuidado, porque enquanto alguns estão conversando, outros trabalham ali ao lado. É tudo aberto. A gente teve que se adequar a isso. Sentimos muito isso, porque pessoas que gostavam de conversar e falar mais alto, mesmo no atendimento telefônico, tiveram que falar um pouco mais baixo. Com essa mudança, tivemos que dar uma melhoradinha, senão acaba-se por atrapalhar o serviço do colega. Hoje, é bem mais tranqüilo, as pessoas se adaptaram a essa mudança.
O pessoal gosta de fazer festinhas e de fazer café da manhã. “Vamos fazer alguma coisa sexta-feira? Vamos trazer salgadinhos, pasteizinhos? Ou mesmo café da manhã?” No café da manhã trazemos pão e alguns frios. O pessoal é bem caloroso nessa parte, isso em quase todos os lugares da Revap, em quase todas as atividades gerenciais se faz este tipo de coisa. Há aqueles grupos que gostam de sair fora daqui, fazem reuniões de final de ano. Isso aqui é praticado bastante. Nosso relacionamento continua também fora do trabalho. É isso que o pessoal que vem de fora gosta. Eles falam: “Não conheço a cidade, estou no hotel tal”. O pessoal tem iniciativa: “Eu vou passar lá, vou te pegar. Vou mostrar a cidade, te levar num bom restaurante”. Isso tem aqui, o pessoal é muito atencioso nessa parte. Quem fica aqui um período, quando vai embora, sente saudades. É bem diferente. [Entre o pessoal da parte industrial e o pessoal do escritório] não acontece muito essa mescla. Não tem. É mais voltado para cada área. O pessoal de manutenção acaba fazendo esses momentos entre si, assim como o pessoal do escritório faz entre si. Às vezes, pode-se até ver um colega ou outro de outra gerência, mas é um ou dois. [Esses momentos descontraídos] ocorrem entre amigos que mantém proximidade no dia a dia. Com a rotina do trabalho, gera-se certa empatia: “Ah, vou chamar você, vou convidar você”. Isso é mais difícil entre pessoas que não convivem quotidianamente.
Desde que entrei na Revap, nunca fui sindicalizada e nunca participei de nenhum movimento sindical. O sindicato está sempre aqui na portaria, ou mesmo dentro da empresa, para fazer alguma negociação com os gerentes de RH. Mas eu nunca quis me meter em nada. No início, o pessoal do sindicato não gostava de pessoas como eu, ou de outras que passavam e não queriam participar de assembléias. Eles não gostavam disso. Mas isso foi há um tempo. Hoje, há outra mentalidade, não tem cobrança, está bem democrático. Passa-se ao lado e fica para a assembléia quem quiser ficar. Não temos nenhum problema. Mas eles trabalham; fazem a sua parte. Eu que nunca quis participar.
Foram muitos momentos passados aqui. Entrei aqui com 21 anos. Hoje, uma pessoa com 21 anos já fez de tudo, mas, há 30 anos, era como se fosse um adolescente de 15 ou 16 anos, uma pessoa que tem ainda muito que aprender. O valor que eu dou à empresa é que ela realmente me ensinou praticamente tudo. Essa foi a minha segunda empresa. Trabalhava em uma empresa há seis meses, quando fui chamada para a Petrobras, porque tinha passado no concurso. De lá pra cá estou na Petrobras até hoje. O importante foi o aprendizado que tive aqui. Tudo que eu aprendi foi aqui. Tive fases difíceis, de querer largar tudo e ir embora. Houve mudanças. Com a tecnologia, muitos serviços foram transferidos para São Paulo. Isso mexeu comigo. Eu não sabia se deveria ficar aqui ou ir embora para São Paulo. Decidi ficar, mas para isso deveria mudar de área, porque o serviço financeiro foi transferido para São Paulo. Tudo era novo pra mim, difícil para quem trabalhou 19 anos na mesma área. Eu tinha que escolher, me deram opções e eu escolhi trabalhar na área de comunicação e lá fiquei um ano e pouco. Não deu muito certo e depois fui para a área de engenharia, onde estou até hoje. São mais de dez anos: de 1988 até hoje. Fui trabalhar na área de documentação e biblioteca, mas o serviço de biblioteca também sofreu uma mudança e foi transferido para o Rio de Janeiro. Foi quando veio essa parte de trabalhar com documentos; ainda não era muito relacionada à gestão, mas tinha um software e eu fiquei como sua administradora. Fiquei praticamente como guardiã de documentos de toda a Refinaria. Fui desenvolvendo esse trabalho. Com a chegada do novo abastecimento, em 2005, vieram novas ferramentas, a gerencia me indicou pra começar a trabalhar nisso e eu desenvolvendo isto até hoje.
É muito bom ser petroleira. Eu gosto. Foi daqui que tirei tudo o que aprendi. Meu conhecimento, o desenvolvimento que tenho. A Petrobras é uma empresa que dá suporte, dá condições. Isso é muito importante pra mim. O pessoal conhecido e os amigos sempre falam: “Ela é da Petrobras e ela gosta”. Eu sou apaixonada pela Petrobras, eu gosto. Eu falo bem da minha empresa. Com isso influenciei dois amigos que vieram trabalhar aqui; não como empregados próprios, mas como prestadores de serviços, nas empresas terceirizadas. Eles também têm gostado, porque, embora trabalhem numa empresa terceirizada, aqui dentro são iguais a todo mundo.
Hoje, a gente trabalha com um sistema de gestão sem lacunas. Todo mundo aqui deve ser bem tratado, todo mundo é igual. Gestão sem lacunas é um programa de toda a Petrobras; são doze diretrizes que devem ser seguidas para que todo mundo seja igual, seja tratado do mesmo jeito. Há doze diretrizes para que sejam lembradas no seu dia a dia; é um programa para ser lembrado no dia a dia. O primeiro sentido é buscar o melhor de si e evitar acidentes. Tudo isso precisa ser trabalhado no dia a dia. No programa Gestão sem lacunas, enquanto empregado próprio, eu devo trabalhar para evitar um monte de problemas, assim como um empregado contratado.
A empresa é bem importante pra mim. Vai ser bem difícil quando chegar o momento de me aposentar. Creio que chorarei bastante. Afinal de contas são 31 anos aqui dentro, não deve ser muito fácil sair. Sentirei pelos colegas. São muitos amigos, outros que já se foram, partiram, foram transferidos, ou morreram. Pessoas que passaram e construíram amizade. Isso é legal.
Gostei de ter sido escolhida para poder fazer parte desse depoimento. Fiquei honrada em saber que posso fazer parte e falar um pouco dessa minha vida aqui dentro, desse tempo que estou aqui dentro da Petrobras. Achei muito bom.
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