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Um belo dia saio do trabalho e vou para a casa do meu namorado, como fazia diariamente. Estranhei que mandei mensagem para os meus filhos e eles não responderam. Fui para casa e minha mãe avisou que o pai das crianças tinha invadido a casa e as levado. Eu entrei, as crianças não estavam, as coisas delas não estavam. Mas a vida havia me ensinado que a minha mãe era o que era... Fui ao conselho tutelar e me informaram, pelo telefone que a "vó materna e uma tia" haviam ido lá mais cedo com o pai das crianças e prevenido que eu era histerica. Enfim, foram dois anos lutando para rever meus filhos até que o defensor público me chamou e me avisou que a guarda estava com a vó materna e que eu deveria respirar e ir até a casa dela como se nada tivesse acontecido. Foi assim que fiz, bati, entrei, vi meus filhos e começou outra função de estar mais próxima deles. Hoje, dois moram comigo, todos são maiores de idade e eu aprendi que a vida se faz enquanto a planejamos. Eu não tenho nenhum afeto pela minha mãe mas se precisar conviver com ela, ok. Ela é a vó dos meus filhos, afinal de contas. Este episódio me mudou de uma forma... Inacreditável. Foi como se eu nunca mais pudesse ser leve, nunca mais pudesse ser "pura". O olho está sempre aberto, nunca se sabe de onde vai vir a pancada.

Palavras-chave: maternidade, vida real, (in)justica

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