Graças à prática religiosa que meus pais praticam desde há muito, tenho a música como elemento sumário na formação do caráter, do hábito, da pessoa. A presença da prática da música no ambiente familiar também contribui sobremaneira para um referencial, para a estruturação da vida do ser que ali se prepara para a vida.
Mas é na escola que há a principal interferência, quer positiva, quer negativa. Isso porque depende totalmente do comprometimento do educador, frente à sua realidade como condutor da informação, do conhecimento, e como estimulador de mentes que sejam capazes de pensar e de se manifestar quando em situações em que se lhe for necessário a manifestação verbal ou por escrito. Portanto, concluo que a música não deve ser utilizada na escola apenas como um simples recurso didático, mas, principalmente, como uma possibilidade de formação, como uma opção de vida, ou como mais uma forma de linguagem (expressar-se).
A inclusão social, a desinibição, a oportunidade de expor sentimentos e opiniões, são motivos mais do que suficientes para uma reflexão séria sobre esta realidade iminente. Que Villa-Lobos reviva na mente e no coração dos que têm em suas mãos a oportunidade de estimular o cidadão de amanhã a pensar.
Ah O que fez Villa-Lobos? Foi um grande estimulador da inserção da Educação Musical como disciplina no programa de todas as escolas regulares no país (...). Para pensar: Não passou da hora de revermos os motivos pelos quais o grande mestre chegou a essa conclusão?



