MÃE...AMOR PERDÃO E CARINHO – O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o presidente Getúlio Vargas oficializou a data para o segundo domingo de maio. Daí em diante o “Dia das Mães” , que deveria ser todos os dias, foi feito especialmente para homenagear a minha, a sua, a mãe de todo mundo.
Mas, não podemos esquecer de homenagear a mãe que não era mãe, mas foi mãe, ao servir as crianças abandonadas e mais pobres entre os pobres. Nem da indignação de todas as mães que se desfiam em lagrimas, pela triste lembrança que a menina Isabella deixou, quando foi jogada pela janela do sexto andar
Também me vem à memória a figura da mãe daquele menino excepcional. Mãe já acostumada a ajudar o filho doente, a caminhar na escuridão do seu mundo e rotineiramente levando-o aos médicos e escolas especiais
Imagino a paz que invadia aquele filho acidentado, que ao acordar num hospital, ouvia novamente a mãe que chorava baixinho tentando controlar a dor e o medo de perder o filho querido
Minha homenagem especial para aquela senhora idosa que mora aqui pertinho, que abandonada pelo marido e com rugas na face e na vida, teve que enfrentar a lida da roça, para ajudar a família a colher o grão que alimentou os três filhos
Lembrei-me agora que quando criança, na Igreja da Penha de Ouro Preto-MG, eu chorava, ao ver a magnífica escultura do Mestre Aleijadinho, onde a Virgem Maria segura no colo o seu filho morto E assim, penso em todas as mães que perderam seus filhos, aqui e ali, arrancados delas ainda em plena infância ou juventude. Assassinados pela violência das ruas, drogas, guerras e acidentes de trânsito ou pela fome e desnutrição. Porque essa é uma dor que não tem classe social, raça ou religião, e torna todas as mães, ricas, pobres, brancas, negras, jovens ou já maduras , absolutamente iguais
Como também penso em todas as...
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MÃE...AMOR PERDÃO E CARINHO – O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o presidente Getúlio Vargas oficializou a data para o segundo domingo de maio. Daí em diante o “Dia das Mães” , que deveria ser todos os dias, foi feito especialmente para homenagear a minha, a sua, a mãe de todo mundo.
Mas, não podemos esquecer de homenagear a mãe que não era mãe, mas foi mãe, ao servir as crianças abandonadas e mais pobres entre os pobres. Nem da indignação de todas as mães que se desfiam em lagrimas, pela triste lembrança que a menina Isabella deixou, quando foi jogada pela janela do sexto andar
Também me vem à memória a figura da mãe daquele menino excepcional. Mãe já acostumada a ajudar o filho doente, a caminhar na escuridão do seu mundo e rotineiramente levando-o aos médicos e escolas especiais
Imagino a paz que invadia aquele filho acidentado, que ao acordar num hospital, ouvia novamente a mãe que chorava baixinho tentando controlar a dor e o medo de perder o filho querido
Minha homenagem especial para aquela senhora idosa que mora aqui pertinho, que abandonada pelo marido e com rugas na face e na vida, teve que enfrentar a lida da roça, para ajudar a família a colher o grão que alimentou os três filhos
Lembrei-me agora que quando criança, na Igreja da Penha de Ouro Preto-MG, eu chorava, ao ver a magnífica escultura do Mestre Aleijadinho, onde a Virgem Maria segura no colo o seu filho morto E assim, penso em todas as mães que perderam seus filhos, aqui e ali, arrancados delas ainda em plena infância ou juventude. Assassinados pela violência das ruas, drogas, guerras e acidentes de trânsito ou pela fome e desnutrição. Porque essa é uma dor que não tem classe social, raça ou religião, e torna todas as mães, ricas, pobres, brancas, negras, jovens ou já maduras , absolutamente iguais
Como também penso em todas as crianças que perderam suas mães muito cedo e que vão carregar pelo resto da vida essa ausência, essa falta que dói
Lembro da Mãe-Professora, as duas missões mais nobres, pois uma mãe é uma mestra e uma mestra deve ser sempre uma mãe para seus alunos Mães como aquela admirável senhora, ativa, que durante o dia trabalha fora, à noite no trabalho doméstico e ainda vai a escola. Isso para adquirir qualidades, que lhe desse oportunidade de melhorar os rendimentos para formar os filhos na faculdade
Essa espécie de acalento eterno, que todas as mães parecem carregar dentro de si, me faz lembrar das minhas filhas - que agora são mães. Que mesmo perdendo a mãe quando ainda eram crianças, tudo herdaram daquele calor materno e com ilimitado amor cuidam dos meus netinhos Atravez delas e de minha viúves é que lembro, com todas as imagens da alegria das mães. Aquela alegria boba de mãe, que não se alegra por si mesma, mas tão somente pela alegria dos filhos. A alegria em ver os seus primeiros passos e ouvir deles a primeira palavra: “Mãe” Alegria que lhes enche os olhos por qualquer coisa, uma careta , um sorriso, qualquer bobagenzinha infantil que elas logo transformam em verdadeiro acontecimento e festa
Mas como as mães não são santas, não posso deixar de lembrar também os seus momentos de ira, de raiva, quando perdem a paciência e rodam a baiana na frente dos filhos. Mas é uma braveza passageira e logo se arrependem, perdem o sono, ficam amarguradas porque não queriam ter feito isso, ou não queriam ter dito aquilo. Nada de grave, às vezes uma simples palavra, uma palmada, mas é o suficiente para entristecê-las profundamente. Porque mãe não suporta ver o filho chorando . São da sua natureza esse eterno encantamento com eles. Porque para elas, mãe não precisa ser feliz, o filho é que sim
Com carinho e gratidão lembro de todas as mães que já tive, desde o dia que sai da casa dos meus pais. Da mãe dos meus filhos que ainda jovem foi levada pro céu e de todas as mães desse meu recanto abençoado e feliz, que com gratidão e carinho ajudaram-me a cuidar e educar os filhos
Por fim, lembro de minha maravilhosa mamãe, porque depois que a perdi, é que vi, como fui ingrato para com ela. - dos onze filhos fui o que menos a visitou. Quantas vezes ela se sentia triste, esperando por minha chegada, ou uma carta, e-mail, ou um simples telefonema, mas nem isso por vezes cheguei a fazer. Mesmo assim, ela tentava me compreender dizendo acreditar, que a minha ingratidão se deve apenas à falta de tempo e a correria da vida na cidade grande. Mas sei que lá do céu, ela já me perdoou. É o que ela e todas as mães sabem fazer melhor. Perdoar, perdoar e perdoar... Porque mãe é assim...Mãe é amor, é perdão, é carinho Até semana que vem.
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