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Personagem: Kãisãró Diroá
Por: Kãisãró Diroá, 11 de fevereiro de 2026

Kãisãró Diroá - Atriz | Performer | Cantora de cantos ancestrais | Consultora originaria | Artista

Esta história contém:

Kãisãró Diroá - Atriz | Performer | Cantora de cantos  ancestrais | Consultora originaria | Artista

Origem e Infância

​Kãisãró Diroá pertence à etnia Tariano, do 3º clã - Diroá, que é reconhecida entre as etnias do Rio Uaupés como “os filhos da espuma do sangue do trovão”. A maioria dos Tarianos fala o idioma Tukano e reside no povoado de Iauaretê ou em outras comunidades e cidades. Os Tarianos não se casam com pessoas da mesma etnia, pois os consideram irmãos. Dessa maneira, a mãe de Kãisãró é da etnia Tukano, e por parte de suas avós materna e paterna, é descendente das etnias Desana e Piratapuia. ​

​Kãisãró nasceu em 1996, no povoado de Iauaretê, no território indígena do Alto Rio Negro, no noroeste do Amazonas, na fronteira com a Colômbia. O local é conhecido como “cabeça do cachorro” e pode ser facilmente identificado no mapa do Brasil.

Kãisãró é filha de Ermelinda Yepario e Severiano Kedasery, e é a caçula de uma família de 11 filhos. Seu primeiro contato com a vida urbana ocorreu ainda bebê, uma vez que seus irmãos mais velhos já residiam em Manaus. Em 2002, aos seis anos de idade, seus pais decidiram se mudar para a cidade em busca de melhores condições de estudo para os filhos, com a esperança de que eles frequentassem a universidade e, eventualmente, retornassem a Iauaretê. No entanto, devido a vários acontecimentos, essa possibilidade de retorno nunca mais se tornou viável.

Kãisãró aprendeu a falar português quando se mudou para a cidade e, morando em um bairro periférico de Manaus, descobriu cedo a desigualdade social e a crueldade do preconceito. Precisou aprender a se defender, resistir e sentir orgulho de quem é. Logo no primeiro ano na cidade, outras crianças passaram a chamá-la de “índia”, um termo com o qual nunca se identificou, pois cresceu sabendo que era Tariana, do 3º clã. Compreendendo a carga pejorativa da palavra, passou a promover a descolonização da palavra em sua vida e em seu trabalho, considerando mais aceitável o uso do termo indígena....

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Palavras-chave: legado, indígena

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