O meu nome é José Luiz Pereira dos Santos. Nasci em Açu, Rio Grande do Norte, no dia 17 de novembro de 1960.
Eu entrei na Petrobras na segunda tentativa. Fiz a primeira tentativa em 1983, prestei o concurso para auxiliar de segurança interna e fiquei no cadastro de reserva. Por decurso de prazo não fui convocado no prazo estabelecido. Na segunda vez, deu certo, no dia 22 de março de 1984, fui admitido como auxiliar de segurança interna.
A minha trajetória na empresa foi que eu entrei como auxiliar de segurança interna, trabalhei na área administrativa, no antigo Diguar - Distrito de Produção da Bacia Potiguar. Trabalhei por quatro anos na sede em Natal, no Rio Grande do Norte, e me transferi para o Pólo Industrial de Guamaré, onde fiquei mais quatro anos, quando me transferi para Alto do Rodrigues, ainda como auxiliar de segurança interna, como vigilante. Por lá, fiquei por mais uns dois anos. Regressei para a sede, em 1994. Na fase da reestruturação da empresa foi dada a oportunidade da gente fazer o estágio na Repar para trocar de função. Para ir como auxiliar de segurança, como bombeiro industrial, eu me propus, vim, passei 33 dias aqui, gostei. Voltei para Natal e uma semana depois, voltei com a minha família e estou aqui até hoje. Passei mais quatro anos na Repar como segurança industrial. Hoje, sou operador de transferência e estocagem. Em 1998, houve essa outra mudança e daí a gente fica como auxiliar de segurança industrial, porque opera o caminhão de combate a emergência. Sou líder de equipe de emergência e operador de transferência e estocagem.
A minha função é operador 1. Operador de transferência e estocagem, trabalha com estocagem e venda de produtos acabados, direto ao consumidor. Fazemos misturas de produtos, de gasolina, asfalto. Fazemos a estocagem desse produto e a distribuição para os consumidores. Para as companhias distribuidoras.
Cumulativamente, eu sou líder de equipe de emergência. A...
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O meu nome é José Luiz Pereira dos Santos. Nasci em Açu, Rio Grande do Norte, no dia 17 de novembro de 1960.
Eu entrei na Petrobras na segunda tentativa. Fiz a primeira tentativa em 1983, prestei o concurso para auxiliar de segurança interna e fiquei no cadastro de reserva. Por decurso de prazo não fui convocado no prazo estabelecido. Na segunda vez, deu certo, no dia 22 de março de 1984, fui admitido como auxiliar de segurança interna.
A minha trajetória na empresa foi que eu entrei como auxiliar de segurança interna, trabalhei na área administrativa, no antigo Diguar - Distrito de Produção da Bacia Potiguar. Trabalhei por quatro anos na sede em Natal, no Rio Grande do Norte, e me transferi para o Pólo Industrial de Guamaré, onde fiquei mais quatro anos, quando me transferi para Alto do Rodrigues, ainda como auxiliar de segurança interna, como vigilante. Por lá, fiquei por mais uns dois anos. Regressei para a sede, em 1994. Na fase da reestruturação da empresa foi dada a oportunidade da gente fazer o estágio na Repar para trocar de função. Para ir como auxiliar de segurança, como bombeiro industrial, eu me propus, vim, passei 33 dias aqui, gostei. Voltei para Natal e uma semana depois, voltei com a minha família e estou aqui até hoje. Passei mais quatro anos na Repar como segurança industrial. Hoje, sou operador de transferência e estocagem. Em 1998, houve essa outra mudança e daí a gente fica como auxiliar de segurança industrial, porque opera o caminhão de combate a emergência. Sou líder de equipe de emergência e operador de transferência e estocagem.
A minha função é operador 1. Operador de transferência e estocagem, trabalha com estocagem e venda de produtos acabados, direto ao consumidor. Fazemos misturas de produtos, de gasolina, asfalto. Fazemos a estocagem desse produto e a distribuição para os consumidores. Para as companhias distribuidoras.
Cumulativamente, eu sou líder de equipe de emergência. A gente sempre está voltado também para o caminhão da equipe de emergência. Qualquer emergência nós somos chamados pelo rádio. E nos encontramos com a equipe, que é composta por mim e mais três pessoas, e vamos para o combate à emergência.
Uma coisa da história da Petrobras que me chamou muito a atenção foi a democratização da informação na empresa. Nos idos de 1984, você tinha uma expectativa de saber quanto é que ia ser depositado na tua conta. Aquela coisa de novato. Às vezes, você só ia saber quando pegava o saldo do banco. Hoje a informação está aí. Você tem tudo na mão com bastante antecedência, bem acessível. As informações não só de contracheque, mas as informações da empresa de um modo geral.
Quando eu entrei na Petrobras, era bem diferente, sim. Hoje, a própria reunião do alto escalão da refinaria, o que foi discutido, está disponível na intranet. Antes, ia ter uma reunião do chefe de setor, sei lá quando você ia ter acesso àquela informação, isso se tivesse. Às vezes, sabia pela metade ou nem isso.
A gente trabalhava no Pólo de Guamaré e morava em Macau, são aproximadamente 25 quilômetros da cidade para o trabalho. O Nordeste é meio seco, mas quando resolve chover, chove bastante. No inverno de 1985, a gente ia fazer turno. Tinha o ônibus que fazia o transporte da gente que nós batizamos de Balão Mágico. O Balão Mágico nos levava todos os dias para fazer o revezamento de turno das pessoas. Só tinha um único acesso para chegar ao pólo, e a barreira rompeu e a água destruiu a estrada. Ficou sem condições do nosso Balão passar.
Daí apareceu o pessoal do setor de Transportes, contrataram um barquinho. A gente ia trabalhar atravessando de barquinho para pegar outro ônibus do outro lado.
Isso foi só por dois dias. Mas foi uma coisa bem curiosa. Você ir para o local de trabalho e, de repente, chega lá e está aquele marzão; tivemos que usar esse barquinho pra fazermos a transposição. Foi uma coisa bem simples, mas que ficou marcada.
A grande recordação, falando em acidente, foi o vazamento de óleo em 2001. Aquilo ali foi uma coisa realmente inesquecível. Trabalhei bastante após o acontecimento, aquilo ali foi uma coisa que marcou negativamente. Teve o lado positivo: houve um aprendizado tanto para nós executantes como para os escalões mais avançados da empresa.
Eu não tenho uma relação próxima com o sindicato, mas não participo ativamente. Sempre que posso, participo das assembléias e estou sempre me informando.
A relação sindicato e empresa vem mudando. Antes, havia uma certa dificuldade de relacionamento entre empresa, sindicato e funcionário. Principalmente em épocas de mobilização, campanha salarial. E a gente tem notado que está mudando para melhor, graças a Deus.
Eu acho bacana esse projeto "Memória dos Trabalhadores da Petrobras", porque a história da empresa é muito ligada à história dos seus funcionários. É uma forma de você resgatar a história da empresa. Como eu próprio contei, tantos outros colegas têm vários fatos que marcaram a vida de cada um. E com o conjunto disso tudo é que você pára hoje e vê como era antigamente. Eu acho muito interessante isso. E a parceria também do próprio sindicato já é um exemplo da mudança dessa relação empresa-sindicato. Coisa bem expressiva mesmo.
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