P – Para começar, diga o seu nome completo, local e data de nascimento. R - Meu nome é Jorge Luiz dos Santos, nasci na cidade de Venâncio Aires, Rio Grande do Sul, distante da capital uns 120 quilômetros, em 1961. Exatamente hoje, há 39 anos atrás. P – Hoje é o seu aniversário? R - Não. Exatamente, não. Mais ou menos, exatamente, 39 anos atrás (risos). Foi dia 1o de dezembro. P - Foi nessa cidade que você entrou no Aché? R - Não. Eu fiquei em Venâncio Aires até os 7 anos de idade, aí meus pais se transferiram para Canoas, ao lado de Porto Alegre, e aí comecei a trabalhar em farmácia na época, trabalhava com os meus pais, farmácia, depois saí dali, trabalhei no ramo de vendedor de uma loja de material de caça e pesca, e fui convidado por um colega do Aché, na época, a fazer entrevista no Aché. E aí então eu ingressei no Aché nesse período de 1987, poderia ter entrado em 86, na realidade, comecei no Aché em 86, os testes, os cursos, tudo, mas fui efetivado mesmo em 87. P – Você lembra dos seus primeiros dias de trabalho? Qual a região que você trabalhou? Ou como é que foi a primeira propaganda? R - A primeira propaganda minha, eu trabalhei em Porto Alegre, eu comecei uns oito meses lá, com o IPVC, e a gente tinha o André que era o treinador nosso na época, hoje se chama gerente de treinamento, ele me acompanhou por uma semana, mas a minha primeira propaganda mesmo, eu me recordo até hoje, a médica doutora Mariângela Trindade, hoje ela atua na Clínica de Novo Hamburgo, na cidade onde atualmente estou fazendo o setor, ela estava grávida, que é uma coisa que me marcou muito, ela grávida, barrigona grande, assim um vestido floridinho, me chamou atenção, achei que ela estava muito linda, naquela época, e até hoje me lembro daquilo, sabe. E agora hoje, acho que depois de uns 11 ou 12 anos eu reencontrei ela, e mencionei para ela, e realmente, a filha dela está com 15 anos hoje, vai fazer 16 anos...
Continuar leituraP – Para começar, diga o seu nome completo, local e data de nascimento. R - Meu nome é Jorge Luiz dos Santos, nasci na cidade de Venâncio Aires, Rio Grande do Sul, distante da capital uns 120 quilômetros, em 1961. Exatamente hoje, há 39 anos atrás. P – Hoje é o seu aniversário? R - Não. Exatamente, não. Mais ou menos, exatamente, 39 anos atrás (risos). Foi dia 1o de dezembro. P - Foi nessa cidade que você entrou no Aché? R - Não. Eu fiquei em Venâncio Aires até os 7 anos de idade, aí meus pais se transferiram para Canoas, ao lado de Porto Alegre, e aí comecei a trabalhar em farmácia na época, trabalhava com os meus pais, farmácia, depois saí dali, trabalhei no ramo de vendedor de uma loja de material de caça e pesca, e fui convidado por um colega do Aché, na época, a fazer entrevista no Aché. E aí então eu ingressei no Aché nesse período de 1987, poderia ter entrado em 86, na realidade, comecei no Aché em 86, os testes, os cursos, tudo, mas fui efetivado mesmo em 87. P – Você lembra dos seus primeiros dias de trabalho? Qual a região que você trabalhou? Ou como é que foi a primeira propaganda? R - A primeira propaganda minha, eu trabalhei em Porto Alegre, eu comecei uns oito meses lá, com o IPVC, e a gente tinha o André que era o treinador nosso na época, hoje se chama gerente de treinamento, ele me acompanhou por uma semana, mas a minha primeira propaganda mesmo, eu me recordo até hoje, a médica doutora Mariângela Trindade, hoje ela atua na Clínica de Novo Hamburgo, na cidade onde atualmente estou fazendo o setor, ela estava grávida, que é uma coisa que me marcou muito, ela grávida, barrigona grande, assim um vestido floridinho, me chamou atenção, achei que ela estava muito linda, naquela época, e até hoje me lembro daquilo, sabe. E agora hoje, acho que depois de uns 11 ou 12 anos eu reencontrei ela, e mencionei para ela, e realmente, a filha dela está com 15 anos hoje, vai fazer 16 anos já quase, então isso é uma coisa que me marcou, a primeira propaganda. Eu me lembro da minha primeira propaganda . Se perguntar outra coisa da minha vida, não lembro. Mas da primeira propaganda, eu lembro. P – E o seu primeiro lançamento ou o produto que você mais gostou de trabalhar. Você lembra? R –Produto que eu mais gostei de trabalhar foi o Novacort. Que é uma associação, né, de um antifúngico com um antibiótico, são três substâncias. Esse foi o produto que eu mais gostei, eu peguei com bastante garra ele, e um produto que evoluiu bastante. E está até hoje no mercado. E assim no geral, nós tínhamos prêmios, então, para atingir os objetivos nós trabalhávamos bastante, e gostávamos em geral dos produtos. E o Novacort foi um produto que marcou bastante. P – Por quê? R - Porque é um produto que era fácil trabalhar, tinha uma praticidade posológica, os médicos gostavam, que era uma associação, embora tinha... o especialista não gostava. Mas o clínico geral gostava muito, e era fácil a prescrição. Era um produto que tinha bastante aplicação, bastante mercado, bastante opções no mercado, um antifúngico , antibiótico de uso tópico, corticóide, então um produto excelente de trabalhar. P – Como era a sua rotina no começo, que era propaganda, mas também era vender, também era cobrar, não é? P – Nós tínhamos isso aí. Nós vendíamos e cobrávamos. No setor que eu fazia, em Porto Alegre, quando comecei, tinha, eu só tinha quatro farmácias, no setor. Então era muito pouco, mas mesmo assim, nessas quatro farmácias, eu acredito que eu tenho até hoje os tickets comprovantes de recebimento dessas farmácias, porque eu vendia, e tinha que ir lá cobrar. Então, naquela época eu me lembro que eu tenho anotado na agenda, eu guardei, esse tempo estava olhando, que nunca eu... eu visitava o médico e eu comecei novo, eu não conseguia me lembrar do médico, eu pedia: “Doutor, por gentileza, o senhor carimba na receita aqui?” Eu tenho lá, acho que, carimbado na agenda, então tem várias agendas carimbadas, as minhas visitas, que foi lá nesse dia que o médico me visitou. Era uma coisa minha, era meu, a empresa não exigia, mas eu gostava. Visitei o doutor, “carimba aqui doutor”, era uma coisa minha. Isso até uma vez me foi válido, agora estou me lembrando, eu tinha o Gerson e o Veiga, o gerente, e o supervisor. E eu sei que nós tínhamos que fazer um trabalho no HPV, até então eu não sabia, o Hospital Presidente Vargas, e eu fui trabalhar na Associação dos Ferroviários lá de Porto Alegre, fiz o roteiro normal que sempre fazia, e era meu costume pegar a agenda e dar pro médico carimbar. Estou lá, fui na Associação dos Ferroviários, na Policlínica Central, de Porto Alegre, e aí quando cheguei, voltei lá, o colega meu, Medeiros, hoje não está mais conosco, chegou assim: “Ô, Jorge, o que houve contigo, estava onde, o Veiga está te procurando e o Gerson está apavorado atrás de ti, cara”. Primeira hipótese que eles pensaram: “Poxa, não está visitando, não veio trabalhar?” Eu disse “Não, eu estava trabalhando.” “Os caras estão apavorados, vão te demitir.” “Mas demitir, por quê?” “Porque tu não tá trabalhando...” Daqui a pouco encontrei o Veiga, chegou para mim, nem comentou ficou quieto, deixou com o supervisor na época. “O que houve contigo, porque tu não veio trabalhar hoje?” Disse: “Não, eu vim trabalhar.” “Trabalhou aonde?” “Ah, fui na Policlínica, no Doutor João de Deus, fui na Associação dos Ferroviários...” “Não, não foi na Associação dos Ferroviários.” Aí, quando eu disse que eu fui na Associação dos Ferroviários, ele me comentou: “Não, tu não foi.” Aí eu disse assim: “Como não fui?” “Não tu não foi.” “Gerson, eu fui.” “Não tu não foi, eu estive lá, não mente para mim” Aí, eu não me irritei porque foi ele que me admitiu, e eu estava com todas as cartas na manga, tinha o trabalho que eu tinha feito, quem tinha me visto, aí comentei. “Não, eu fui lá, e vamos parar por aí antes que nós vamos ficar bravo um com o outro, quem estava lá...” E aí eu disse: “Quem é que estava lá?” “Ah, tinha Fulano, siclano...” E eu disse não, esse não estava. Quem estava lá eram outros dois colegas de laboratórios, o Laboratório Nico, é que são dois elevadores. Quando desci por um ele subiu por outro, e os caras subiram comigo, vice-versa, e tem outra coisa, olha aqui. Peguei a minha pasta, tirei a agenda e estavam todos os carimbos dos médicos visitados naquela manhã. Não tinha como eu fazer aquilo em questão de meia hora. Todos os carimbos certinhos. Depois daquilo ali, ele nunca mais desconfiou de mim, foi o cara que chegava lá e dizia assim. Jorge... P – Todo o dia você colocava... R - Era praxe minha pegar o carimbo dos médicos. Uma coisa que para mim foi bastante válido. Serviu de experiência, faça a coisa certa, para não dar errado no futuro. P – Hoje o controle é diferente. R - Hoje o controle é diferente. Não, não, hoje nem tem, é como aquele controle meu. Só que aquele gerente, o supervisor, na época, era muito desconfiado. A gente sabia que ele era desconfiado de tudo. E ele tinha razão. Aquela época o representante mudou muito para cá. Era mais relapso nas coisas, não tinha tanto interesse, hoje em dia a situação mudou muito. A concorrência é muito grande. Aquela época não precisava, não havia necessidade de segundo grau. Tu entrava. Hoje, tu tem que ter faculdade para entrar no laboratório. Tanto que nosso Laboratório Aché nunca me permitiu estudar. Eu tranquei meu estudo, não continuei porque não permitia. Agora, foi liberado, talvez para mim seja um pouco tarde, mas acho que nunca é tarde para estudar. Então assim, mudou muito, né? Então hoje, ficou mais fácil. P – Você é propagandista, né, o dia-a-dia do propagandista. Quais são as principais diferenças de hoje e de quando você começou? R - A principal... de hoje. Hoje nós somos respeitados como representantes do Laboratório Aché. Entramos no médico, é o Laboratório Aché. Um representante do Laboratório Aché que está ali. Um propagandista. Nós somos vistos de outra maneira. Nós ganhamos o salário padrão igual aos outros, até melhor, talvez, naquela época o salário era meio salário mínimo, então a coisa era assim muito pequinininha, e nós éramos chamados assim olha, “os guri do Aché”. Assim que nós éramos chamados. Tanto que eu tenho uma mágoa hoje, não gosto que me chamem de guri. O Miot, por exemplo, ele não me chama assim, ele quer me ver, ele quer gozar comigo, “E aí, tem um guri do Aché”. Me magoava, eu não gostava de ser chamado de guri do Aché. Podia ser um cara novo, tudo bem, mas não... ser chamado de guri, é uma coisa meia chata, o guri do Aché. Hoje não. Hoje a situação mudou. Hoje o Aché, qualquer representante de outro laboratório gostaria de estar no nosso lugar. Nós não tínhamos carro, não tínhamos ticket de refeição, não tínhamos hotel, pouquinha coisa, assistência médica, mudou. Mudou muita coisa no Aché, e mudou sempre para melhor, sempre evoluindo mais. Hoje, se pensar no que eu tinha antigamente, ninguém acreditava. Pegava um salário teu, mostrava para o médico, os caras não acreditavam. E diziam: “Você só ganha isso? Teu salário é isso?” Claro que nós tínhamos chance de atingir um salário bem maior. Mas existia a ginga de vendedor. Então hoje a situação é muito melhor. Mudou muito nesse sentido. P – Nesses anos todos de trabalho, tem assim alguma história com algum médico, com algum produto, alguma campanha, com algum colega, alguma história mais marcante, que você gostaria de registrar? R - Tem, assim. Inclusive...com o Miot, né, que uma vez nós tínhamos um diretor, antigamente, que hoje não se encontra mais na empresa, fazia parte da empresa conosco, ele veio trabalhar comigo e nós pegamos e fomos ao doutor Torel, que é um ginecologista em São Leopoldo. E esse médico é praxe dele pegar, e o supervisor, o gerente, o diretor, o que seja, e fazer a propaganda em vez do representante. Nessa época, esse diretor, que não se encontra mais, chegou lá e entrou comigo, mas eu não lembrei na hora, não sabia, ou não me lembrei, ele chegou: “Ô Jorge, tá contigo? Tá contigo?” Eu disse tá. “Então tá aqui, quem faz a propaganda é ele.” E nós tínhamos uma literatura múltipla, onde tinha Optatin, Somalium, Combiron, né, esses produtos, Novacort, e ele pega a literatura da minha mão e dá pra ele. O senhor faz. E esse cara pegou a literatura abriu e “Ah, não leva a mal, mas eu só lido com números.” Fechou e entregou. Aquilo ali quando caiu na galera lá foi um auê, né? Todo o mundo gozou, mas tudo bem, ficou por ali. O cara não sabia fazer propaganda. Ninguém cobrava dele. Só que no dia seguinte, voltei a esse mesmo médico, e por coincidência estava o Miot, o nosso gerente do regional hoje, e o Miot entrou lá e quando entrou lá: “Ô, tá contigo de novo?” Mas eu não me recordo se eu já tinha comentado com o Miot, e o Miot: “Deixa para mim.” O gringo, nós chamávamos de gringo, ele, o apelido, era mais conhecido como gringo, pegou a literatura e descascou. Deu-lhe uma científica nesse médico, que até hoje eu me valho daquela propaganda daquela época para cobrar. Você olhe aqui, o médico, a gente tomou uma saraivada dele de propaganda. Chega lá ele, parou de prescrever um pouco, disse: “Doutor, se o senhor parar de prescrever eu vou trazer o Pintadinho.” E o médico lembra do Miot até hoje como o Pintadinho, porque ele tinha umas sardas, tem, e se lembra dele. Marcou, aquele cara que me deu uma científica, o Pintadinho. Então foi uma coisa assim que chamou a atenção de todo o mundo. Aquele médico nunca mais quis cobrar nem um representante, nem o supervisor até hoje. Vai lá, recebe todo o mundo, mas não cobra ninguém. Foi uma coisa assim que marcou bastante, que eu acho que foi legal. A outra vez, foi com o Doutor Aníbal, que é um médico também de São Leopoldo, nós tínhamos uma campanha do Gelusil, que era um antiácido, e nós entramos nessa campanha com... um garçom. Então a gente chegava lá, fazia toda a propaganda, normal, e aí chamava o... fazia a propaganda quando ia pegar a pasta, abria, e: “Doutor, me esqueci das amostras. Mas só um pouquinho, doutor, eu vou no carro pegar.” E tu saía. E o médico ficava aqui assim olhando, ficou, abria a porta, me entrava um garçom, trajadinho todo a rigor, com uma bandeja com um Gelusil e um suquinho de laranja bem geladinho para o médico. Tudo bem. Os médicos adoravam. E naquele momento nós também demos de brinde uma fôrma de gelo com o nome escrito Gelusil. Este médico, que até hoje lembra do garçom, mas também, sou motivo de chacota para ele, porque toda vez que chegar um colega comigo ele diz: “Esse baixinho não conseguiu fazer uma coisa. Quero ver se tu faz uma coisa aqui para mim. Vai lá na geladeira...”, isso já fazem uns oito anos, “Vai lá na geladeira e pega uma fôrma de gelo que está escrito Gelusil, está aqui, quero ver tu tirar as letrinhas daí inteirinha sem quebrar.” Foi um brinde que o Aché fez que não deu certo. Então, uma coisa que marca. Esse médico, chega lá e ele me cobra toda a vez: “Está aqui, tira o gelo de dentro.” O colega que tá comigo tem que tirar o gelo. Já comprei outra fôrma de gelo para ele, dei lá, mas não teve jeito. Continua assim. Está lá a fôrma de gelo até hoje. P – Mas pelo menos nunca jogou fora. R - Nunca jogou fora. E nunca esqueceu a marca Gelusil. Essa foi uma das coisas que marcou bastante também. Propaganda nossa do dia a dia. Tem certas coisas que lembra. Que marcam bastante e que fazem a diferença na hora do representante entrar na frente do médico. P – E em relação ao Aché? Qual você acha que é a característica mais marcante da empresa, o que mais te agrada no jeito de ser do Aché? R - O jeito de ser do Aché? Bom, a característica do Aché que eu considero mais marcante, não do Aché em si, mas do representante acheano, em si, é a visitação médica. O médico lembra nós passando no corredor, o médico chega assim: “Pô, mas vocês de novo aqui?” Então, o representante é marcado assim pela presença no médico. Nós visitamos, pô, nenhum laboratório tem uma média de visita de 18, 19, 20. Tem laboratórios aí que visitam 10, 12, 15 médicos por dia. O representante do Aché consegue visitar 18, 20 médicos por dia. Dependendo do local, às vezes muito mais. Então essa é uma característica do representante. A visita ao médico, no dia a dia, visitamos bastante. O que eu podia dizer, assim, o Aché, tudo o que eu tenho hoje é em função do Aché. Então assim, eu devo muito ao Aché nesse sentido, assim, o Aché me proporcionou uma filha linda que eu tenho, um filho e a esposa e meu bem-estar que eu não troco por nada nesse mundo, sabe? Então assim, não sei, não tem palavras para medir o que eu sinto pelo Aché, de tanta coisa que nos deu. Agradeço muito e, às vezes assim tu fica até emocionado de falar alguma coisa. Não tem o que dizer. Te prometem e cumprem em tudo que eles fazem... Não tem. Eu acho que não teria, uma coisa que marca muito, que lembra bastante, eu não teria como (choro) desculpe, proporcionar assim o parto que proporcionei para a minha esposa, em outro lugar, tive um hospital de primeira para ela, ela estava assim com risco de perder a minha filha, (choro) desculpe, (suspiro) e assim, o Aché, a assistência médica que o Aché deu foi a Unimed, mas assim, o Aché quem pagou. Se não fosse o Aché não teria, se tivesse outro local, minha filha teria nascido e talvez teria falecido, e a minha esposa, com o risco, tanto que eu ia assistir o parto, e a “gineca” disse assim: “Olha, não vai poder assistir o parto”. Fiquei preocupado. Ah, depois eu estava fora, aí tinha um senhor do lado, chegou para mim, eu já tinha visto minha filha, e o cara chegou para mim eu estava parado assim e olhou para mim e disse: “Ô, cara. Pode chorar. Chora.” E eu chorei (soluço). Não consigo terminar de falar. Isso o Aché me proporcionou. P – Como é o nome da filha? R - Grace Kelly. A minha rainha, uma princesa. P – Quantos anos ela tem atualmente? R - 12 anos. E o guri com nove anos, o Edson. O que eu gostaria assim, é que eu sinto sempre que o Aché faz, até dois anos atrás nós tínhamos as festas de final de ano, era o meu prazer e o prazer deles trazer na festa, sabe como é, conhecer a empresa, que é meu prazer também, eu gostaria de conhecer a matriz também, coisa que eles nunca fizeram, mas meus filhos adoram, meu guri: “Pô, pai, o vizinho do lado leva o filho no aeroporto”, que eles são gente lá do norte. Mas não tem disso, “Não Jorge, tu leva na reunião, ele gosta de ir.” Eu gosto disso aí. Eu acho assim, integração família, para mim, é importante. E os meus filhos nas festas de final de ano, adoravam, sempre gostavam. Espero que isso aí volte novamente, a gente passou um período meio ruim na empresa, né, 97, 98, então o Aché disse: “Nós não vamos poder, as festas só para os representantes, não mais as famílias.” Mas é uma coisa assim que marcou bastante. É a diferença. P – Eu queria te perguntar o que você acha dessa decisão da empresa de contar a sua história? R - Excelente. Coisa assim, não tem coisa melhor que relembrar, e relembrar coisas boas... Bah, eu fico emocionado, gosto, é um prazer assim, eu adoro, gosto disso. Então assim, como é que eu vou dizer assim, quem é que não gosta de falar de si? Do seu passado, as coisas boas, o Aché só tem coisa boa para contar. O Aché só tem coisa boa, não tem, houve problemas aí, mas assim , demissões de colegas, mas se tu for medir as coisas, só coisa boa. Então não tem. O Aché devia ter feito isso há muito tempo. Muito tempo mesmo. P – Tá certo. Muito obrigada pela participação. R - Agradeço, e desculpe a emoção. P – Não, a emoção faz parte da história.
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