P - Então, a primeira pergunta é nome completo, local e data de nascimento. R - O meu nome é João Carlos Rodrigues da Silva, moro em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, nasci no dia 23 do 07 de 1967, 34 anos, quase nove anos no Aché. P - E atua em que região? R - Na região de Passo Fundo. Passo Fundo, Erexim, basicamente ao redores de Passo Fundo. Passo Fundo, Erexim e arredores. P - Descreva um pouquinho a sua região de trabalho para gente? R - Olha, na realidade, eu já trabalhei em várias cidades. Quando eu entrei em 1993, o setor era bem maior do que é hoje e no Aché sempre tem um lance, praticamente todo ano ocorrem mudanças de setores. A minha sede sempre foi em Passo Fundo, só que eu trabalhei em várias cidades, peguei quase metade do Estado eu já trabalhei de 1993 até agora. Agora, o setor está restrito assim, a Passo Fundo, Erexim e Marau, mas basicamente são essas cidades que eu atuo. Eu já atuei em várias cidades. P - E antes de trabalhar no Aché, qual que é a tua trajetória profissional? R - Trabalhei, eu trabalhei mais no comércio. Eu trabalhei em lojas, umas lojas HM, eu trabalhei um bom tempo nas Lojas Arapuã, sempre trabalhando com vendas, sempre no comércio. P - E ingressou no Aché de que forma? R - Foi uma história até engraçada, que eu trabalhava em 1993 nas Lojas Arapuã e chegou um rapaz que era o treinador do Aché, só que eu não sabia e ele veio para testar, estava procurando alguém para trabalhar na região. O que ele queria? Ele queria uma TV, sabe? Veio para me testar também, né? E a gente tinha, na época, um lançamento de uma TV, TV eu acho que Phillips que vinha com bip. Foi um lançamento, inclusive a fábrica nos pagava um certo prêmio por venda de cada unidade, né? E aí, a gente se deslanchava para vender. Entrou, tal, mostrei aquela TV assim, de... Todas as funções, que sempre eu procurava estudar. Quando chegava um produto novo na loja, pegava o manual, tinha que estudar...
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P - Então, a primeira pergunta é nome completo, local e data de nascimento. R - O meu nome é João Carlos Rodrigues da Silva, moro em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, nasci no dia 23 do 07 de 1967, 34 anos, quase nove anos no Aché. P - E atua em que região? R - Na região de Passo Fundo. Passo Fundo, Erexim, basicamente ao redores de Passo Fundo. Passo Fundo, Erexim e arredores. P - Descreva um pouquinho a sua região de trabalho para gente? R - Olha, na realidade, eu já trabalhei em várias cidades. Quando eu entrei em 1993, o setor era bem maior do que é hoje e no Aché sempre tem um lance, praticamente todo ano ocorrem mudanças de setores. A minha sede sempre foi em Passo Fundo, só que eu trabalhei em várias cidades, peguei quase metade do Estado eu já trabalhei de 1993 até agora. Agora, o setor está restrito assim, a Passo Fundo, Erexim e Marau, mas basicamente são essas cidades que eu atuo. Eu já atuei em várias cidades. P - E antes de trabalhar no Aché, qual que é a tua trajetória profissional? R - Trabalhei, eu trabalhei mais no comércio. Eu trabalhei em lojas, umas lojas HM, eu trabalhei um bom tempo nas Lojas Arapuã, sempre trabalhando com vendas, sempre no comércio. P - E ingressou no Aché de que forma? R - Foi uma história até engraçada, que eu trabalhava em 1993 nas Lojas Arapuã e chegou um rapaz que era o treinador do Aché, só que eu não sabia e ele veio para testar, estava procurando alguém para trabalhar na região. O que ele queria? Ele queria uma TV, sabe? Veio para me testar também, né? E a gente tinha, na época, um lançamento de uma TV, TV eu acho que Phillips que vinha com bip. Foi um lançamento, inclusive a fábrica nos pagava um certo prêmio por venda de cada unidade, né? E aí, a gente se deslanchava para vender. Entrou, tal, mostrei aquela TV assim, de... Todas as funções, que sempre eu procurava estudar. Quando chegava um produto novo na loja, pegava o manual, tinha que estudar porque tem que conhecer o produto que está vendendo. Aí, eu acho que ele gostou de mim e me deu um cartão para procurar ele no hotel. Só que assim, eu pensando, eu não conhecia a função, eu não sabia, nem sabia o que era representante de laboratório. Já desconfiei. “Pô, esse cara chega na loja, me dá um cartão. Isso aí é golpe.” No primeiro dia, eu não fui. Passou, passou aquele dia, ele voltou na loja e aí insistiu: “Por que tu não foi?” Era para mim ir mesmo, essa vaga. Aí, pela insistência dele, eu fui conhecer. Aí, que eu vi a maravilha que é, tanto é que eu adoro essa profissão, estou há nove anos e pretendo ficar muito tempo ainda. P - E você se lembra do treinamento pelo qual você passou, os primeiros dias de trabalho? R - O treinamento era acirrado na época. A gente tinha assim, 15 dias de treinamento e tinha que pegar assim, na época que tinha uns 20 produtos, decorar tudo naqueles 15 dias. Eu saí de lá, eu não... Se me perguntasse o nome, eu não saberia dizer. Aí, tu fica... P - E o primeiro dia do consultório? R - Ah, a primeira visita é danada, né? Claro, ele, o meu supervisor na época, até que foi gentil comigo e me levou num posto, num posto onde não tinha muito movimento e o médico bem de idade já, bem antigo e até que foi legal, foi bom. Mas, eu passei por muitas, muitas histórias interessantes no início. E a gente que é marinheiro de primeira viagem, o pessoal, os colegas da concorrência, eles gostam de fazer sacanagem. Na primeira semana de trabalho, cheguei... Fui num instituto de ortopedia em Passo Fundo, e eu estava com as fichas na mão, não conhecia ninguém. “Ah, o doutor Marcos?” Aí, um sacana, um colega concorrente: “Não, o Marcos é aquele, aquele senhor” E era enfermeiro. E já combinado com o enfermeiro. Aí, eu fiz a propaganda assim, uma maravilha de propaganda, para o enfermeiro. Então, são várias histórias que são bastante interessantes que a gente passa no início. P - E você tem outras histórias um pouco curiosas, lembra de alguma campanha que tenha marcado, um produto especial? R - Tem, tem uma campanha falando em produto, uma campanha que marcou bastante foi quando do lançamento do Produgastro, e um cd. Um cd do Ray Charles e Louis Armstrong, isso já fazem praticamente sete anos e, até hoje, têm médicos que pedem: “Pô, esse cd.” Então, foi uma campanha que marcou bastante. Eu fazia uma analogia de dupla Ray Charles e Louis Armstrong, uma dupla que deu certo. Elis Regina e Gilberto Gil também, a gente fazia uma analogia da sinergia de ação que era Gastrium, Comentrasol e Novocilin que era uma Oxicilina. Um para o tratamento da úlcera, outro para a erradicação do piloro. Então, foi uma campanha que marcou bastante. P - O que você acha que é mais marcante no Aché? R - Olha, o Aché sempre tem novidades, né? O que mais nos marca assim, é, agora, o companheirismo, amizade e assim, uma coisa também que o Aché sempre foi pontual quanto a pagamento, né? Se é para pagar um dia depois, paga um dia antes. Então, isso é interessante, né? P - Tá, mas você já viveu uma época no Aché, onde você também era vendedor, comprador? R - Quando eu entrei, estava... Eu já peguei assim, aquela fase de mutação, onde era só propaganda médica, não cheguei essa fase de vender, mas têm histórias interessantes também quanto a venda. P - Mas pegou a época do carro que era dividido com amigo? R - Carro dividido. Eu comecei com o meu carro. O meu carro, até eu disse para o treinador, “o meu carro estava em excelente estado.” Claro, eu queria a vaga, né? Quando eu vi que, realmente, era interessante, eu não queria perder aquela oportunidade de jeito nenhum. Então, eu disse que o meu carro estava em excelente estado, tal. Na realidade, não era bem assim, né? Eu tinha um Corcel 1977, que o apelido dele era “Lasanha”, é pura massa. Quando eu comecei a andar na estrada de chão, começou a debulhar. E assim, uma história interessante do “Lasanha”, que certa vez, eu estava indo de Maximiliano de Almeida para Marcelino Ramos com o meu supervisor e caiu uma chuva danada. E o limpador de pára-brisa não funcionou. “O que vamos fazer?” O supervisor tirou o cordão do sapato, amarrou por fora, se molhando, puxava, sabe? São histórias assim, muito interessantes. Muitas vezes, a gente estava no interior e chovia demais, não podia passar. Quando tinha... Tu falaste do carro comunitário, que a gente trabalhava em dois no mesmo carro, tinha que dividir o porta-mala, né? Uma vez que foi muito interessante, a gente estava indo de Soledade a Arvorezinha e ali tem uns trechos, quando chove, alaga. E aí, saía um do carro, ia na frente, ver se dava para passar, entendeu? Com água até o joelho para cima e, certa vez, eu não tenho uma altura, aí fui, passei... Era revezado. Uma vez ia um, outra vez ia outro para ver até onde ia a água para ver se o carro passava. Aí, eu fui, pisei num buraco e foi. Ah, então histórias assim, bem interessantes que a gente viveu, né? Mas, vale a pena. P - E o dia-a-dia de trabalho hoje é muito diferente? R - É, mudou bastante, né? Mudou bastante. Como o mercado está mudando toda hora, a gente tem que mudar e o Aché é uma das empresas que mais busca mudanças e mudança para melhor. Hoje, o Aché é uma empresa maravilhosa e sempre buscando o melhor. P - Em algum momento, essas novidades na legislação, Lei de Patentes, genéricos, interferiu no seu trabalho? R - Olha, interferiu de maneira geral, não somente no meu, mas como de todos os colegas. A Lei de Patentes nem tanto, mais o genérico. O genérico, não o genérico em si, mas atrás do nome genérico vem similares. Na realidade, a campanha do Governo é com o genérico, só que aqui no Brasil, como a legislação não é muito acirrada, a Vigilância Sanitária também não é muito atuante, não é o genérico que está saindo, não é o genérico o problema, o problema são os similares, os famosos “BOs”. Então, o médico está prescrevendo uma substância, digamos um Dicloflenaco, para comprar genérico, a farmácia não vende o genérico, a farmácia vende o “BO”, aquele que dá mais lucro para ele. Então, isso realmente nos atrapalha. P - São muitos os desafios? R - Os desafios são constantes. A gente está sempre em desafio, mas isso é bom, é bom para a gente como profissional também. P - E o que você acha dessa oportunidade que o Aché criou para você contar a sua história? R - Sim. Como você falou, o Aché está sempre surpreendendo, né? E isso é muito interessante que, certamente, vão aparecer histórias assim, fantásticas e é muito importante, muito importante mesmo. P - Você teria mais alguma coisa que você lembra, que você quer contar, quer deixar registrado? R - Não, agora, no momento, eu acho que seria isso. P - Então tá. Tem algum sonho como propagandista? R - O meu sonho é continuar como propagandista. Eu gosto muito do que eu faço e sempre buscando o quê? Buscando a venda que é o nosso objetivo e gosto muito do que eu faço. P - É isso. Muito obrigada pela entrevista.
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