Meu nome é João Antônio de Moraes, nasci em Santo André, em 13 de fevereiro de 1964.
Minha irmã já trabalhava na Petrobras, desde 1974, quando eu entrei lá em 1984. Quando surgiu o concurso, ela me avisou e minha mãe pediu que eu fizesse. Fiz o concurso meio despretensioso, inclusive, até muito sem esperança de passar. Mas, obtive uma boa colocação. Houve o chamado, eu não estava muito bem empregado, então foi uma oportunidade e uma esperança, de trabalhar na maior empresa brasileira, um orgulho muito grande para a gente. Prestei concurso direto para operador. Na Petrobras, a formação quem dá é a própria empresa, então, não são exigidos maiores cursos de formação. Eu tinha o 2º grau concluído, a exigência era 1º grau, e tinha formação técnica. Eu era ajustador mecânico e ferramenteiro, com formação no SENAI. Prestei concurso e fui chamado, foi numa ocasião, que tinha uma crise bastante grande lá na região do ABC, que é de onde eu venho, na área metalúrgica. Então, não tinha muito emprego e, a chamada para ocupar um cargo, na Petrobras, foi um momento de bastante alegria, porque estava difícil de conseguir um emprego na minha área especifica. Na companhia, participei de um curso de formação de operadores durante 5 meses, antes de ser contratado, propriamente dito. Depois, fui contratado e me formando na Petrobras. Na ocasião, a empresa tinha um plano de cargos. Previa para o cargo de operador 1 ano, só de aprendizado. Durante 1 ano, você ficava só treinando para poder exercer a função de operador, o que era bastante importante. Porque, quando a gente efetivamente assumia a função, a gente já tinha uma formação importante, tinha dados da empresa, do trabalho. Fui trabalhar diretamente, no início, na área de tratamento de águas, tratamento de refluentes e abastecimento de água potável lá na Refinaria de Capuava, em Mauá. Trabalhei durante 5 anos só com tratamento de água.
Eu acompanhava o...
Continuar leituraMeu nome é João Antônio de Moraes, nasci em Santo André, em 13 de fevereiro de 1964.
Minha irmã já trabalhava na Petrobras, desde 1974, quando eu entrei lá em 1984. Quando surgiu o concurso, ela me avisou e minha mãe pediu que eu fizesse. Fiz o concurso meio despretensioso, inclusive, até muito sem esperança de passar. Mas, obtive uma boa colocação. Houve o chamado, eu não estava muito bem empregado, então foi uma oportunidade e uma esperança, de trabalhar na maior empresa brasileira, um orgulho muito grande para a gente. Prestei concurso direto para operador. Na Petrobras, a formação quem dá é a própria empresa, então, não são exigidos maiores cursos de formação. Eu tinha o 2º grau concluído, a exigência era 1º grau, e tinha formação técnica. Eu era ajustador mecânico e ferramenteiro, com formação no SENAI. Prestei concurso e fui chamado, foi numa ocasião, que tinha uma crise bastante grande lá na região do ABC, que é de onde eu venho, na área metalúrgica. Então, não tinha muito emprego e, a chamada para ocupar um cargo, na Petrobras, foi um momento de bastante alegria, porque estava difícil de conseguir um emprego na minha área especifica. Na companhia, participei de um curso de formação de operadores durante 5 meses, antes de ser contratado, propriamente dito. Depois, fui contratado e me formando na Petrobras. Na ocasião, a empresa tinha um plano de cargos. Previa para o cargo de operador 1 ano, só de aprendizado. Durante 1 ano, você ficava só treinando para poder exercer a função de operador, o que era bastante importante. Porque, quando a gente efetivamente assumia a função, a gente já tinha uma formação importante, tinha dados da empresa, do trabalho. Fui trabalhar diretamente, no início, na área de tratamento de águas, tratamento de refluentes e abastecimento de água potável lá na Refinaria de Capuava, em Mauá. Trabalhei durante 5 anos só com tratamento de água.
Eu acompanhava o processo de tratamento de água, acompanhava desde a chegada da água bruta nas represas, a refinaria tem duas represas grandes, até a adição dos produtos químicos. Fazemos também a parte de laboratório, de acompanhamento da qualidade do tratamento, reposição dos produtos que estão faltando. Nesse período, também, logo depois de eu entrar, na Petrobras, prestei vestibular na área de química. Então, também, tive uma formação como bacharel em Química, o que ajudou bastante no conhecimento da minha área. Só depois, fui desenvolver outros trabalhos na empresa, na área de geração de vapor e energia elétrica. Estou, nos dias atuais, como operador de refinaria. Eu me sindicalizei logo no primeiro momento, menos de 6 meses de companhia, já estava sindicalizado. Eu já tinha militância na área estudantil, então essa é uma coisa natural, até meio de família. No colégio, fui do Centro Cívico Escolar, na época da ditadura. Depois, já na Petrobras, durante a faculdade, também fiz parte do Diretório Acadêmico. A Faculdade não tinha Diretório Acadêmico, ajudei a fundar. A ida para o sindicato foi uma questão de tempo. Entrei para a Petrobras em dezembro de 84. Em 86, eu já disputava minha primeira eleição sindical. Fui convidado, teve um racha na diretoria do sindicato, na época, o Sindicato dos Petroleiros de Mauá, e eu fui convidado por uma parte dessa direção, para fazer parte de uma chapa. A gente perdeu a eleição por dez votos, isso em 86. Depois, vieram as mobilizações. Na primeira greve em 88, já tive uma participação enquanto militante. No começo, quando entrei na companhia, eu sempre estava nas assembléias, mobilizações, que o sindicato chamava. Na greve de 88, já fui participar da organização. A gente fazia, nós sempre tivemos uma cultura nos petroleiros de, mesmo nos momentos de conflito, o sindicato sempre teve a pratica de preservar a segurança dos equipamentos da empresa. Então, nós montávamos grupos de contingência dentro do sindicato para poder garantir que não haveria danos aos equipamentos da empresa após o conflito. E, mesmo durante o conflito, a gente fazia a preservação. Na minha área, na área de utilidades, já na primeira greve em 88 eu era desse grupo, que ficava organizando essas escalas de trabalho, durante a greve. O Sindicato de Mauá não era unificado ainda. Nesse período, eu já fazia esse trabalho e, depois, mesmo durante as atividades sindicais sempre estive bastante presente, fui compor a diretoria do sindicato, em 1992. Naquela ocasião, já tinha uma convicção muito forte de que é necessária a construção coletiva, é necessário fazer a organização das pessoas e o trabalho, na Petrobras, também tem esta característica. É um trabalho bastante coletivo, mesmo na área administrativa, que seria um pouco menos. Na área operacional, você não faz nada, que não dependa de um grupo. Então, eu tinha a convicção de que era necessário organizar esse grupo, ter um ambiente de companheirismo das pessoas, dentro da Petrobras .Daí a ir para o sindicato foi um passo. Também percebi ,que apesar da gente trabalhar numa área, onde o produto que a gente gera é altamente lucrativo, nem sempre o reconhecimento acontece. Para que esse reconhecimento existisse, e exista, é necessário, as pessoas se organizarem e cobrarem, não de forma individual, mas de forma bastante coletiva. Uma outra coisa que me atraiu bastante para o movimento sindical é o sentido de nacionalismo, da necessidade da autodeterminação do nosso povo. E a Petrobras representa isso. O Sindicato de Petroleiros sempre teve, ao longo da história, uma atuação no sentido de defesa no monopólio do petróleo e da Petrobras. Essa era uma coisa também, no Sindicato, que me atraía bastante. Sempre fui muito orgulhoso de trabalhar numa empresa, cujos símbolos são as cores do país. Então, dois pilares que eu considerava fundamental: o direito, as melhores condições de trabalho, buscar os melhores salários, buscar as melhores maneiras, e também buscar o melhor para a nossa sociedade, nosso povo, nossa gente. Como o sindicato tinha essas duas atuações, que para mim eram fundamentais e continuam sendo até hoje, foi um caminho bastante tranqüilo a ida para o sindicato. Como eu tinha dito antes, fui para disputar uma eleição em 1986, perdi, eu era chapa de oposição. O grupo, que ganhou a eleição é o mesmo do qual, inclusive, faço parte hoje. Desde aquela época, então a última eleição lá em Mauá que nós tínhamos tido duas chapas foi essa, em 86. Costumo brincar com os companheiros que, apesar de toda minha militancia, minha atuação sindical, eles me deixaram na geladeira, por conta de eu ter sido da oposição em 86. E, só me chamaram para ir para a direção do sindicato novamente, em 92. Mas na atuação sindical, você estar ou não na direção, não é o mais importante, porque apesar de eu não estar na direção do sindicato, participava enquanto militante. Fui cipista eleito e tinha toda uma atuação política, mesmo antes da direção. Aí em 92, numa eleição de uma chapa só, o pessoal me chamou para vir para a direção. Durante esse período, como eu disse, já participava de todas as greves e, em 1995, naquela que foi a greve recente mais importante da categoria, tive uma atuação bastante importante, mesmo eu sendo um dirigente de base.
Aconteceu um fato interessante nessa greve de 95. A greve durou 30 dias, lá em Mauá, na Refinaria de Mauá, a Recape. A greve foi rejeitada na base. Só entramos na greve, quase 10 dias após o início dela. Entendíamos, no primeiro momento, que não deveríamos entrar. Mas, com uma greve instalada e uma greve nacional bastante forte, o entendimento, na direção do sindicato, foi que nós tínhamos que ir discutir com a categoria e cobrar, da categoria lá em Mauá, que entrasse na greve, mesmo que fosse por solidariedade aos demais companheiros do país inteiro, que estavam parados. Então a gente iniciou e, durante esses 10 dias, fez um trabalho muito grande de discussão, com a categoria de base. Até que a gente conseguiu sensibilizar a categoria, lá em Mauá, para entrar na greve. Nesse trabalho, principalmente, tive uma participação bastante importante. Eu estava sempre presente. Depois que a greve teve inicio, teve um movimento de solidariedade, por parte dos trabalhadores do ABC, principalmente os companheiros metalúrgicos. A diretoria me designou para acompanhar esses trabalhos. Então, durante a greve, eu também ia para as portas das montadoras, lá no ABC, e fazia paralisações de 1 hora, 2 horas, explicando o motivo da greve dos petroleiros. Isso durante mais de uma semana. Foi um trabalho bastante importante e, depois, passado esse momento, os companheiros do colegiado da direção entenderam, que eu deveria vir para atuar como diretor liberado, já no próximo mandato. A greve aconteceu no finalzinho do nosso mandato em 95, aí a gente fez a eleição e já em agosto de 95 eu passei a vir, liberado, para o sindicato e estou até os dias atuais. Depois veio o processo de unificação e estou agora no Sindipetro Unificado. Continuo como liberado no Sindicato. A atuação do dirigente sindical liberado exige uma gama de acontecimentos e atividades, que extrapola bastante o cotidiano da fábrica, do chão de fábrica. Exige formação política, jurídica, econômica. Então, seguramente, você passa a ter um perfil bem diferente, passa a desenvolver questões e formações, que você não precisa quando está no chão da fábrica. Essa é uma mudança bastante grande na vida da gente. Outra questão é a questão pessoal. A vida do militante sindical, do dirigente sindical, é bastante atribulada do ponto de vista da jornada de trabalho. Você tem um trabalho, que se estende por madrugadas adentro, que começa muito cedo. Você está na porta da fábrica de manhã e vai, na atividade sindical, noite adentro. Então a família, também, vai bastante para o sacrifício. Essa é uma mudança grande. Se você não tiver uma família, que tenha a compreensão da importância do trabalho e se sensibilize, acredite na causa, é difícil suportar. Sempre digo, que o trabalho sindical é minha vida, é o que eu acredito, é ao que eu me dedico. Tudo isso, do ponto de vista pessoal, a gente tira de letra, por conta de gostar e acreditar no que está fazendo. A principal questão é a família, que se sacrifica mais. É difícil hierarquizar os momentos que foram mais importantes. Seguramente, 95 foi um momento muito importante, a dimensão que aquela greve teve na sociedade. Depois, eu passei por um episódio, que também chocou bastante. Fui indiciado pela Policia Federal por conta da greve, conotando o quanto a gente tem, ainda, uma sociedade que não compreende e não respeita a organização dos trabalhadores. Fui indiciado na Policia Federal feito um bandido, carimbar os dedos lá... aquilo marca bastante a vida da gente. O processo recente que estamos vivendo é o da unificação de três sindicatos lá em São Paulo. Eu considero que, nos dias atuais, os sindicatos pequenos não dão conta das demandas necessárias, não satisfazem a importância de uma organização maior e mais coletiva, que tem uma ação em questões mais macro, do que, simplesmente, só o cotidiano das demandas imediatas. Esse é um processo que estou vivendo atualmente. Considero bastante importante, que os companheiros me indicaram para estar coordenando esse trabalho. Então, estou como coordenador do Sindicato Unificado e estou encarando isso, como uma das missões mais importantes da minha vida: conseguir consolidar uma organização mais ampla para os petroleiros de três sindicatos. Eram três sindicatos lá em São Paulo: o Sindipetro Mauá, do qual eu vim e era presidente antes da unificação. É um sindicato bastante antigo, da década de 60. O Sindipetro Campinas e Paulinia, que representa os trabalhadores da maior refinaria do País, a Refinaria de Campinas, que foi muito importante na história recente da categoria. Inclusive, quero registrar que, esse ano, a gente está fazendo 20 anos da greve de 83, que foi muito importante pra fundação da CUT e para a consolidação do Partido dos Trabalhadores. E, também, o Sindipetro São Paulo, que organiza os terminais. Tem os terminais de derivados de petróleo, de distribuição de derivados de petróleo, a maior movimentação de derivados do país. Hoje estamos nos organizando num só sindicato que é um dos sindicatos mais importantes de petroleiros do País. E, consolidar uma unificação desse tipo, não é tarefa fácil. É muito importante. Em 86, o Sindipetro maior não era filiado à CUT, ainda. Eu tinha praticamente 1 ano de Companhia e, hoje, tenho muito mais dimensão do que representou aquela eleição sindical. Na época, os companheiros me convidaram para a chapa, mas eu não tinha muita noção daquilo que estava se passando. Mas me convidaram, eu acreditava na organização, fui fazer parte. Hoje, sei o que a gente tinha naquela época. É que o pessoal da chapa 1, eu era da chapa 2, era mais próximo à CUT e ao próprio PT. Portanto, na época, um pessoal mais progressista, mais de esquerda. A chapa 2, que eu fui fazer parte sem saber direito, era uma chapa mais conservadora. Mas tínhamos uma coisa na categoria, e temos até hoje, que gosto sempre de destacar: é a questão da defesa da empresa. As duas chapas tinham uma plataforma de defesa da Petrobras. A chapa de que fiz parte, o nome era chapa 2, chapa 2004, que é a lei que criou a Petrobras. Para mim, só isso já era um motivo de participação. A greve de Campinas, foi uma época que eu não vivi também. Entrei na Petrobras em 84. Quando estava fazendo o curso de operador, essa greve estava explodindo. Eu, fazendo o curso de operador, ouvia, via, no rádio, na televisão. Foi uma greve que aconteceu em Campinas e em Mataripe, na Bahia. E lá em Campinas, especificamente, os companheiros dos metalúrgicos do ABC estavam num congresso lá próximo, o companheiro Lula, inclusive. A grande liderança lá, em Campinas, era o Jacob Bittar. Na Bahia, era o companheiro Germinio e outros. E quando terminou esse congresso, a greve estava acontecendo. O pessoal passou no sindicato dos petroleiros e ficou sabendo, viu aquela efervescência política toda, da greve, foram para o ABC e começaram a parar as montadoras em solidariedade aos petroleiros. Era uma greve... principalmente, contra os decretos leis do regime militar - que propunham o rebaixamento de todas as condições de trabalho nas empresas estatais. Esse era o motivo principal da greve. Essa é uma questão, que o regime não admitia de forma alguma, uma greve em solidariedade. O enfrentamento naquele momento, tanto nas montadoras quanto nos petroleiros, foi muito forte. O regime militar interviu nos dois sindicatos, cassou várias diretorias nessa greve, a diretoria dos metalúrgicos do ABC e a diretoria dos petroleiros de Campinas. Os companheiros relatam muito que, o PT já estava fundado em 1980, ali se reforçou a importância da consolidação de um partido, com compromisso com os trabalhadores, porque só um partido com compromisso poderia dar à demanda, o que era necessário para resolver os embates políticos e as questões mais amplas da sociedade. Se consolidou ,também, a importância de você ter uma central sindical. Já existia o movimento pró - CUT naquela ocasião, mas, aquilo reforçou realmente que a CUT tinha que ser fundada, para poder dar o aval à essas demandas. A diretoria era nossa, lá de Campinas, aliás, teve uma vitória na Justiça. Reconheceram o quanto foi arbitrária, aquela cassação naquela ocasião. Foi um momento político bastante importante.
“O PETRÓLEO É NOSSO” 1993 Acho que um momento bastante importante, que não mencionei e marcou muito, foi em 1993, 94 quando já havia uma ameaça grande de quebra da Petrobras, através da quebra do monopólio estatal do petróleo, que veio acontecer depois de 1995. Naquela ocasião, fizemos uma campanha pelo País inteiro em defesa do monopólio estatal do petróleo. Era intenção do governo Collor, já naquela época, quebrar o monopólio. Então a gente fez uma mobilização pelo País todo, inclusive ocupando o Salão Verde da Câmara dos Deputados, em Brasília, junto com os companheiros do MST, e fez com que o governo tivesse que recuar e retirar a quebra do monopólio naquele momento. Mesmo depois, com a quebra do monopólio, aquele momento foi importante. Por quê? A gente segurou a quebra do monopólio e para o governo conseguir quebrar depois, foi obrigado a assumir compromisso, com a sociedade e com o Congresso, de que não privatizaria a Petrobras, teve que recuar. O Collor teve que recuar naquele momento. Quando o Fernando Henrique voltou com a quebra do monopólio, assumiu um compromisso, que está na lei, que a Petrobras, não seria vendida, que a maioria das ações da Petrobras do estado brasileiro não seria perdida. Então hoje, tem o compromisso escrito de que, o estado deve ter no mínimo 50% mais uma das ações, com direito a voto. Atribuo essa vitória à sociedade brasileira, de conseguir manter sob seu controle, uma energia tão estratégica quanto é o petróleo. A história recente está aí para mostrar o quanto o petróleo é estratégico, porque o mundo, mais especificamente o seu George Bush, está fazendo guerra para poder assumir o controle do petróleo. Então se hoje nós, a sociedade brasileira, temos o controle dessa energia estratégica, foi em grande parte por conta da organização e atuação do movimento sindical petroleiro, com apoio da sociedade, o apoio dos companheiros do MST, que eu destacaria. O Fernando Henrique só não entregou o País, pior do que entregou, principalmente, por conta da organização dos trabalhadores, não tenha dúvida disso. Esse é um momento que eu faço questão de destacar. Tive uma participação grande, também, nessa movimentação, em todos os momentos: nas Câmaras dos Vereadores, nas universidades, nos colégios, nas comunidades de bairro, sempre passando a importância que tem, manter essa energia sob o controle da sociedade.
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