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EXPERIÊNCIAS

“Não somos seres humanos vivenciando experiências espirituais, somos seres espirituais vivenciando experiências humanas”

INSTITUTO SANTO ANTÔNIO

Instituto Santo Antônio, Barra da Tijuca, Pedra da Gávea, Itanhangá chegando aos oito anos de idade, ano de 1956. Me lembro de estar subindo uma rua de pedra, paralelepípedos, de mãos dadas com minha mãe a procura do internato onde deveria passar os próximos cinco anos. Meus medos e a certeza de que não teria volta. Me lembro de haver dito: - Não estamos encontrando a escola é melhor voltar para casa e tentar de novo em outro dia.

Tentava convencê-la a voltar para casa, sabia que não haveria retorno se chegasse a cruzar a entrada. Se as palavras não foram exatamente essas, essa era a intenção e ela sabia disso. Com certeza tinha o coração apertado e lágrimas nos olhos que jamais deixaria que eu visse.

Abandonada pelo marido, meu pai, desde que eu tinha 4 anos de idade, já havia internado em um Colégio para meninas minha única irmã que tinha 11 meses a mais do que eu, agora era minha vez. Ela, minha mãe não tinha como manter-se e os filhos precisando trabalhar como balconista de uma loja de departamento com um salário extremamente irrisório. Mas vai tentar explicar isso a uma criança. Impossível!

Lembro de várias coisas desta época e da vida com meus pais ainda juntos, do colégio infantil em Paracambi, dos passeios de escovão quando minha mãe encerava a casa, dos banhos de bica no tanque, das palmadas quando era surpreendido brincando no valão em frente a nossa casa. Eu sempre fui um moleque “safo”.

Uma vez brincando de casinha com minha irmã enrolei em um tapete azul desses de banheiro a única boneca que ele possuía e a deixei cair de cabeça em um chão cimentado quebrando-a.

Foi uma choradeira monumental, não apanhei ou pelo menos não lembro de haver apanhado, mas eles tiveram que comprar uma outra boneca horrorosa na venda próximo a...

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