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Infância e lugar

Esta história contém:

Infância e lugar

Em um quarto grande, num sítio no interior de Minas... - Vovó, meu nariz está todo preto por dentro... - Venha aqui, filhinha, eu limpo para você, é assim mesmo, quando a lamparina fica acesa a noite toda vocês ficam de nariz preto. Lamparina: Espécie de lampião pequeno, feita de latão com um pavio de corda que conduz o querosene de dentro da lamparina para fora e pode ficar acesa a noite toda.

O problema é que quando está acesa, solta uma fumacinha preta que penetra pelo nariz da gente e o deixa pretinho, pretinho. Mas como era bom acordar naquele lugar. Trata-se de um sítio, próximo da cidade, onde tudo era lindo e cheirava gostoso. Há mais de trinta anos ainda não tinha energia elétrica naqueles lados. Nem postes acesos na noite. O povo que por lá vivia acostumara-se a seguir a lua cheia. Era a única luz que tinham nas noites escuras. Em casa, só lampiões e lamparinas.

Na frente da casa tinha um jardim muito bem cuidado pela minha avó. Tinha um caminho, que nós chamávamos de trilho que todos os dias era varrido com vassoura feita por ela mesma com galhos secos. Do outro lado da casa tinha outro trilho para quem vinha de trem. Meu avô era aposentado da antiga “Companhia Mogiana de Estradas de Ferro”, e logo depois do sitio tinha uma estação onde o trem parava para ele descer e voltava o caminho a pé. Em frente à porta da cozinha, alguns metros para baixo, ficava o paiol, sempre cheinho de milho já seco usado para tratar das galinhas.

Do lado do paiol ficava o “Giral”, nome dado a uma espécie de mesinha de madeira com as pernas compridas e bem altas. Entre as quatro pernas era colocada uma enorme bacia para as galinhas beberem água. Em cima do giral, minha avó colocava milho para secar, mandioca que apanhava no quintal, etc. Era um aparador para tudo que vinha da horta. Na hora de jogar milho para as galinhas dava até briga entre eu e meu irmão mais velho. Só nós dois podíamos passar as férias todinhas no sítio da...

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